Mo­da­li­da­de se­ria pa­ra os mais no­vos

Agora - - Grana - Fon­te: re­por­ta­gem (FSP)

A prin­cí­pio, a es­co­lha en­tre as du­as car­tei­ras —a azul e a ver­de e ama­re­la— ca­be­ria ape­nas aos no­vos tra­ba­lha­do­res que es­tão che­gan­do ao mer­ca­do e ain­da não têm vín­cu­lo em­pre­ga­tí­cio.

A car­tei­ra ver­de e ama­re­la tam­bém se­ria a en­tra­da pa­ra o re­gi­me de Pre­vi­dên­cia de ca­pi­ta­li­za­ção (em que a apo­sen­ta­do­ria é re­sul­ta­do do que o tra­ba­lha­dor foi capaz de pou­par ao lon­go da vi­da).

Na cam­pa­nha, Gu­e­des dis­se que a car­tei­ra azul re­pre­sen­ta­ria o em­pre­go tra­di­ci­o­nal. “Por­ta da es­quer­da: vo­cê tem sin­di­ca­to, le­gis­la­ção tra­ba­lhis­ta pa­ra te pro­te­ger, en­car­gos.” A CLT va­le­ria pa­ra a car­tei­ra azul, do “sis­te­ma an­ti­go”. A ver­de e ama­re­la se­ria o “no­vo sis­te­ma”.

“Se hou­ver pa­ra os mais jovens uma me­ra op­ção, na car­tei­ra ver­de e ama­re­la, as em­pre­sas vão acei­tar quem tem a ver­de e ama­re­la e, em 20 anos, não te­re­mos tra­ba­lha­do­res da CLT”, diz Gui­lher­me Fe­li­ci­a­no, pre­si­den­te da Ana­ma­tra (as­so­ci­a­ção dos juí­zes tra­ba­lhis­tas) e pro­fes­sor da USP, o que, pa­ra ele, pre­o­cu­pa. Por outro lado, a ado­ção de con­tra­tos mais fle­xí­veis aju­dou a ge­rar em­pre­gos em paí­ses co­mo a Ale­ma­nha e a Espanha.

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