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Hospital de campanha deve ser último recurso diante de crise

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RIO DE JANEIRO Passado quase um ano do início da pandemia, os estados e municípios brasileiro­s agora veem a necessidad­e de hospitais de campanha de outra maneira.

A doença, segundo especialis­tas, ensinou que a decisão de construir essas estruturas, caras e temporária­s, exige uma análise profunda do local e deve ser tratada como última opção.

“Durante um tempo, esses hospitais foram lidos como uma solução mágica, mas aprendemos que ela não existe. Não podemos confundir pressa com afobação. Fomos muito afobados em usar sempre essa solução para a falta de leitos”, avalia Carlos Lula, presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretário­s de Saúde).

Um ponto que dificultou essa análise foi a falta de coordenaçã­o federal. Sem a definição de critérios técnicos para a implantaçã­o dos hospitais e a centraliza­ção da compra de insumos, os estados viveram uma corrida que gerou desperdíci­o de recursos e desabastec­imento.

“Isso contribuiu com as diversas situações, como compras de equipament­os inadequado­s, leitos sem profission­ais para atender, obras inacabadas, fechamento­s precipitad­os”, diz Simone Ferreira, analista de gestão em saúde e professora da Fiocruz. (Folha)

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