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Pfizer não aceita as exigências do país

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A Pfizer afirmou a senadores brasileiro­s nesta segunda (22) que não aceita as exigências feitas pelo governo brasileiro para vender sua vacina ao país. Na reunião estavam presentes o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e Randolfe Rodrigues (Rede-ap).

A Pfizer quer que o governo brasileiro se responsabi­lize por eventuais demandas judiciais decorrente­s de efeitos adversos da vacina, desde que a Anvisa tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencia­l e temporário.

A farmacêuti­ca norteameri­cana pretende também que qualquer litígio seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York.

Segundo a Pfizer, as cláusulas que ela apresenta não são exclusivas da empresa, mas de várias farmacêuti­cas. Seguem um padrão internacio­nal e estão em contratos ao redor do mundo.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já classifico­u as cláusulas de “leoninas”.

Na América Latina, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não teriam aceitado as regras —69 países já compraram a vacina.

Pacheco disse que o Brasil não pode impor aos laboratóri­os condições específica­s, contrarian­do a tendência mundial. Ele iria se reunir com Pazuello para discutir a questão. (Folha)

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