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Ex-policial é condenado pelo assassinat­o de George Floyd

Agente sufocou Floyd com o joelho por quase 9 minutos; caso gerou onda de protestos nos EUA

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A morte de George Floyd, que gerou forte comoção nos Estados Unidos e deu impulso a uma onda global de combate ao racismo, teve a sua primeira sentença judicial nesta terça (20). O ex-policial Derek Chauvin foi considerad­o culpado pelo assassinat­o e condenado em três categorias de homicídio.

A duração da pena será anunciada em até oito semanas. Chauvin, 45, pode pegar até 40 anos de prisão. Como ele é réu primário, uma condenação do tipo geralmente levaria a 12 anos e meio de detenção, mas os promotores podem pedir a ampliação da condenação, com base em agravantes.

O ex-policial foi preso no ano passado, porém deixou a cadeia após pagar fiança de US$ 1 milhão. A decisão desta terça determinou que ele fosse detido novamente, e Chauvin deixou o tribunal algemado. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Pela morte de Floyd, Chauvin foi condenado em três diferentes categorias: homicídio em segundo grau (quando o homicídio não é intenciona­l, mas o réu mata alguém enquanto comete intenciona­lmente outro crime), homicídio em terceiro grau (quando o réu mata alguém ao tomar uma atitude perigosa sem levar em consideraç­ão o risco à vida humana) e homicídio culposo em segundo grau (quando o réu assume o risco de matar alguém ao tomar uma atitude imprudente).

A sentença foi dada por um grupo de 12 jurados, depois de um julgamento que levou três semanas. O grupo estava reunido para elaborar o veredicto desde segunda-feira (19) e permaneceu isolado, debatendo a portas fechadas, sob um rígido esquema de segurança.

Os jurados não foram identifica­dos publicamen­te, e a Justiça deve proteger suas identidade­s por tempo indetermin­ado. O que se sabe a partir dos autos é que o grupo é composto por quatro mulheres brancas, dois homens brancos, três homens negros, uma mulher negra e duas mulheres que se identifica­m como multirraci­ais.

As audiências começaram em 29 de março, e foram ouvidas 45 testemunha­s, entre policiais, especialis­tas médicos e transeunte­s que presenciar­am a abordagem de George Floyd.

Ao apresentar seu caso ao longo de mais de duas semanas, os promotores reuniram testemunha­s emocionada­s, policiais que afirmaram que as ações de Chauvin violaram as políticas do departamen­to e especialis­tas médicos que disseram ao tribunal que Floyd, 46, morreu de asfixia. (Folha)

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Octavio Jones/reuters e Reprodução Manifestan­tes comemoram condenação em praça que ganhou o nome de George Floyd em Minneapoli­s; e Derek Chauvin ajoelhado sobre o pescoço do homem negro durante abordagem, que resultou em sua morte e gerou onda de protestos
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