Agora

Com Covid-19 e tudo

- Claudinei.queiroz@grupofolha.com.br

é coordenado­r- assistente do Vencer

Na véspera das últimas edições olímpicas, as discussões principais sempre eram os altos custos das obras e, mais fortemente na Rio-2016, qual legado deixariam para o futuro do país.

Para os Jogos de Tóquio-2020, porém, esses assuntos foram praticamen­te esquecidos com o advento da pandemia de Covid-19. O temor inicial era tão grande que se falou em cancelamen­to dos Jogos. Mas o COI (Comitê Olímpico Internacio­nal) e os organizado­res (CO) chegaram a um acordo para adiar em um ano o evento, com a esperança de que desse tempo de a pandemia ser controlada.

Isso não aconteceu e, mesmo assim, os Jogos começaram na madrugada desta quarta-feira (21) com as primeiras partidas de futebol e softbol. Ao contrário do que torciam COI e organizado­res, os casos de Covid-19 só cresceram, aumentando ainda mais a preocupaçã­o da população.

Na Vila Olímpica, os primeiros casos positivos já foram detectados e os cinco atletas e dirigentes contaminad­os, colocados em quarentena. O que acontecerá daqui até o dia 8 de agosto, data da cerimônia de encerramen­to? Infelizmen­te, a tendência é que mais casos apareçam, seguindo o ritmo na cidade.

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Já que os Jogos vão mesmo acontecer, o brasileiro tem bons motivos para ficar acordado de madrugada a partir de agora. São grandes as expectativ­as de que o Brasil bata o recorde de medalhas conquistad­o na Rio2016: 19, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze.

Com a entrada do surfe e do skate no programa olímpico, pelo menos cinco medalhas têm grande chance de sair apenas dessas duas modalidade­s. E ainda temos os tradiciona­is vôlei, vôlei de praia, vela, judô, futebol, natação, maratona aquática, boxe, ginástica artística, canoagem e atletismo, além de alguma outra surpresa.

Mas como em Olimpíada todos estão no auge da forma física e técnica, só nos resta torcer, e muito, para que a Covid fique longe dos atletas e que eles voltem carregados de medalhas.

Faltam

 ?? Marco Galvão - 11.jul.21/cbf Mundo Olímpico Claudinei Queiroz ?? Destaque do Red Bull Bragantino e titular da seleção brasileira olímpica, o meia-atacante Claudinho busca, no Japão, a segunda medalha dourada do país no futebol masculino; Alemanha é o primeiro rival
Marco Galvão - 11.jul.21/cbf Mundo Olímpico Claudinei Queiroz Destaque do Red Bull Bragantino e titular da seleção brasileira olímpica, o meia-atacante Claudinho busca, no Japão, a segunda medalha dourada do país no futebol masculino; Alemanha é o primeiro rival
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