MOTÖRHE­AD

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quarta Era -

O bai­xis­ta Lemmy Kil­mis­ter foi dis­pen­sa­do do Hawkwind em 1974 após pas­sar cin­co di­as pre­so por posse de dro­gas. De­pois dis­so, re­sol­veu fun­dar sua pró­pria ban­da, a qual ba­ti­zou co­mo Motörhe­ad, no­me de uma música que compôs pa­ra o an­ti­go gru­po. De­pois de vá­ri­as mu­dan­ças, o Motörhe­ad se fir­mou por al­gum tem­po com “Fast” Ed­die Clar­ke na gui­tar­ra e Phil “Ani­mal” Taylor na ba­te­ria. Com um som su­jo, ru­de e agres­si­vo, o Motörhe­ad as­sus­tou a gra­va­do­ra pe­la qual Lemmy pre­ten­dia lan­çar o pri­mei­ro ál­bum, gra­va­do em 1976, mas que aca­bou sain­do por um se­lo in­de­pen­den­te em 1977 e re­lan­ça­do três anos de­pois por uma ma­jor com o no­me On Pa­ro­le em ver­são es­ten­di­da. O ex­plo­si­vo Motörhe­ad agra­dou a punks e hard roc­kers e deu cré­di­tos a Lemmy e seus com­par­sas. As­sim, em 1978, gra­va­ram o bru­tal Over­kill, de cer­ta for­ma uma an­te­ci­pa­ção do trash me­tal que se­quer era co­gi­ta­do. Um dis­co ar­ra­sa­dor, da­que­les que não dei­xa pe­dra so­bre pe­dra. Na sequên­cia lan­ça­ram Bom­ber, com a mes­ma pe­ga­da, ain­da que com uma do­se me­nor de cri­a­ti­vi­da­de. Mas ain­da ti­nha a ce­re­ja do bo­lo da pri­mei­ra fa­se, após o óti­mo ao vivo No Sle­ep Til Ham­mers­mith, eles apa­re­cem com mais um clássico: Ace of Spa­des e o riff ma­ta­dor da can­ção título. Com is­so, o gru­po se es­ta­be­le­ceu co­mo uma ins­ti­tui­ção ina­ba­lá­vel do rock pe­sa­do e sem fres­cu­ras. A ban­da pas­sou por vá­ri­as for­ma­ções em seus 40 anos de es­tra­da, até que, no fi­nal de 2015, en­cer­rou as ati­vi­da­des após o fa­le­ci­men­to de Lemmy Kil­mis­ter – o bai­xis­ta era o úni­co mem­bro pre­sen­te des­de o iní­cio do Motörhe­ad.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Motörhe­ad (1977)

• Over­kill (1979)

• Ace of Spa­des (1980)

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