ECHO & THE BUNNY­MEN

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Quinta Era -

O Echo & the Bunnny­men Bunny­men sur­giu em 1978 pa­a­ra pa­ra tra­zer à to­na o talento de­es­con­cer­tan­te des­con­cer­tan­te de Ian McCul­lo­ch, lí­der da ban­da, e su­as in­fluên­ci­as psi­co­dé­li­cas. Em 1979, com Will Ser­ge­ant na gui­tar­ra e Les Pat­tin­son no bai­xo, cha­mam a aten­ção com o sin­gle Pic­tu­res on My Wall, no qual uti­li­zam uma ba­te­ria ele­trô­ni­ca no lu­gar de um ba­te­ris­ta hu­ma­no e um cli­ma de mis­té­rio. No ano se­guin­te, já com Pe­te de Frei­tas na ba­te­ria, lan­çam Cro­co­di­les, um dos mai­o­res clás­si­cos pós-punk já gra­va­dos. Mas era só o co­me­ço. A cri­a­ti­vi­da­de do Echo pa­re­cia ines­go­tá­vel, lan­çan­do um ál­bum me­lhor que o ou­tro: o epi­ca­men­te de­pres­si­vo He­a­ven Up He­re (1981), o bem ela­bo­ra­do Por­cu­pi­ne (1983) e o es­pan­to­sa­men­te be­lo Oce­an Rain (1984). Es­se úl­ti­mo trou­xe à luz The Kil­ling Mo­on e Se­ven Se­as, dois dos mai­o­res hits do Echo. Nes­se pe­río­do o gru­po tam­bém se des­ta­ca­va pe­las co­vers de clás­si­cos dos anos 60 que apre­sen­ta­va em shows, sem­pre em ver­sões per­so­na­li­za­das, bem in­te­res­san­tes e re­gis­tra­das em di­ver­sas gra­va­ções pi­ra­tas e ofi­ci­ais.

Mas após uma fa­se tão fru­tí­fe­ra, de­ram um tem­po e só re­tor­na­ram em 1987, com um dis­co au­toin­ti­tu­la­do, que aca­bou se tor­nan­do o mais bem-su­ce­di­do nos EUA, tal­vez por ser o tra­ba­lho mais aces­sí­vel de­les. No ano se­guin­te McCul­lo­ch re­sol­ve se­guir car­rei­ra so­lo e os de­mais in­te­gran­tes de­ci­dem con­ti­nu­ar sem ele. As­sim, com No­el Bur­ke no vo­cal gra­vam Re­ver­be­ra­ti­on, um dis­co em que Ser­ge­ant pa­re­ce ter ca­pri­cha­do ain­da mais nos acor­des, mas que, in­jus­ta­men­te, di­ga­se, é até ho­je ig­no­ra­do. Mas o pi­or gol­pe vi­ria em 14 de ju­nho de 1989, quan­do De Frei­tas so­fre um acidente de mo­to e vem a fa­le­cer. Se­ria o fim, mas em 1994 Ser­ge­ant e McCul­lo­ch se re­con­ci­li­am e co­me­çam a pre­pa­rar o re­tor­no, atra­vés de um ál­bum em que usam o no­me Elec­tra­fi­xi­on, com mui­ta dis­tor­ção e ba­ti­das pe­sa­das – al­go iné­di­to pa­ra o Echo – so­bre as me­lo­di­as tra­di­ci­o­nais de McCul­lo­ch. Mais um dis­co in­jus­ta­men­te ig­no­ra­do. De no­vo em for­ma, o Echo re­tor­na em 1997 com Ever­gre­en e a mes­ma qua­li­da­de de sem­pre, que se re­pe­ti­ria ain­da em mais cin­co ál­buns: What Are You Going to Do With Your Li­fe?, Flowers, Si­be­ria, The Foun­tain e Me­te­o­ri­tes. Mas qua­li­da­de nem sem­pre sig­ni­fi­ca su­ces­so.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Cro­co­di­les (1980)

• Por­cu­pi­ne (1983)

• Oce­an Rain (1984)

• Songs to Le­arn & Sing (1985)

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