SIMON & GAR­FUN­KEL

ALMANAQUE DO ROCK - EDIÇÃO DE COLECIONADOR - - Segunda Era -

A du­pla de folk-rock que mais fez su­ces­so nos anos 60 co­me­çou a gra­var dis­cos em 1957, co­mo Tom & Jer­ry. Em 1964, me­ses de­pois de gra­var o pri­mei­ro ál­bum co­mo Simon & Gar­fun­kel, Wed­nes­day Mor­ning, 3 AM, a du­pla se des­faz e Simon vai pa­ra a In­gla­ter­ra. A his­tó­ria ter­mi­na­ria ali, não fos­se o pro­du­tor Tom Wil­son res­ga­tar, em 1965, uma das can­ções do ál­bum e re­mi­xá-la com gui­tar­ra, bai­xo e ba­te­ria. O su­ces­so de The Sound of Si­len­ce foi ime­di­a­to e es­tron­do­so, mo­ti­van­do uma reu­nião do duo e o lan­ça­men­to do ál­bum Sounds of Si­len­ce, em 1966, tra­ba­lho que con­sa­grou de vez a du­pla. Ape­sar de fa­ze­rem um som bem mais su­a­ve e co­mer­ci­al que a mai­o­ria de seus con­tem­po­râ­ne­os ro­quei­ros, con­se­gui­ram uma le­gião de fãs. Mas o re­la­ci­o­na­men­to da du­pla se de­te­ri­o­ra­va a ca­da ano. Es­pe­ci­al­men­te Simon, que com­pu­nha a mai­o­ria das can­ções e era a al­ma cri­a­ti­va do pro­je­to – Gar­fun­kel era um óti­mo can­tor, e só –, sen­tia-se li­mi­ta­do. Após a gra­va­ção de seu mai­or clássico, Brid­ge Over Trou­bled Wa­ter, a se­pa­ra­ção fi­nal acon­te­ceu, em 1970. Am­bos se­gui­ram car­rei­ra so­lo, com Simon dan­do mais cer­to na música e Gar­fun­kel, com sua po­e­sia.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Sounds of Si­len­ce (1966)

• Brid­ge Over Trou­bled Wa­ter (1970)

JI­MI HEN­DRIX

Ja­mes Marshall Hen­drix nas­ceu em 27 de no­vem­bro de 1942, em Se­at­tle, nos Es­ta­dos Unidos. Seu pri­mei­ro ins­tru­men­to mu­si­cal foi um ve­lho uke­le­le de uma cor­da só. Foi ne­le que Hen­drix apren­deu as pri­mei­ras no­tas. Ou se­ja, ti­ran­do lei­te de pe­dra. Aos 16 anos, ga­nhou um vi­o­lão usa­do, que o pai com­prou por cin­co dó­la­res de um ami­go. Cer­ca de um ano de­pois, ga­nhou sua pri­mei­ra gui­tar­ra elé­tri­ca. Au­to­di­da­ta, apren­deu a to­cá-la ra­pi­di­nho e de­pois de bre­ves pas­sa­gens pe­los gru­pos The Vel­ve­to­nes e The Roc­king Kings, em 1961, lar­gou a es­co­la e foi se­guir o so­nho de ser pa­ra­que­dis­ta. Os deu­ses do rock, re­vol­ta­dos, de­vem tê-lo punido, já que Ji­mi te­ve uma fra­tu­ra no jo­e­lho e fi­cou im­pos­si­bi­li­ta­do de con­ti­nu­ar sal­tan­do. Mes­mo no exér­ci­to, não es­que­ceu da música e lá for­mou uma ban­da, o The King Ca­su­als com o bai­xis­ta Billy Cox, que o acom­pa­nha­ria tam­bém no fu­tu­ro. Após lar­gar a far­da, pas­sou a to­car em ba­res e co­mo mú­si­co de es­tú­dio usan­do o no­me Jimmy Ja­mes. Nes­sa fa­se es­te­ve com mui­ta gen­te ta­len­to­sa, co­mo Lit­tle Ri­chard, Ike and Ti­na Tur­ner, Sam Co­o­ke, The Is­ley Brothers e ou­tros, sem­pre dei­xan­do bo­as im­pres­sões, des­per­tan­do ad­mi­ra­ção e... ciú­mes. Lit­tle Ri­chard te­ria de­mi­ti­do o jo­vem gui­tar­ris­ta por con­si­de­rá-lo um tan­to quan­to “ir­res­pon­sá­vel”. Foi até bom, pois com is­so ele viu que te­ria de ter sua pró­pria ban­da e for­mou a Jimmy Ja­mes and The Blue Fla­mes.

Em um fe­liz aca­so, Chas Chan­dler, bai­xis­ta do The Ani­mals vê o gru­po e re­sol­ve em­pre­sa­riá-lo. No en­tan­to, pa­ra is­so, le­va Hen­drix pa­ra Lon­dres, con­ven­ce-o a tor­nar-se “Ji­mi” e a for­mar uma no­va ban­da, com o ba­te­ris­ta Mit­ch Mit­chell e o bai­xis­ta No­el Red­ding. As­sim nas­cia o Ji­mi Hen­drix Ex­pe­ri­en­ce, uma das ex­pe­ri­ên­ci­as mais ino­va­do­ras da his­tó­ria do rock. De ca­ra, lan­çam o sin­gle Hey Joe, que ga­nha as rá­di­os lon­dri­nas, faz a fa­ma do gru­po e, prin­ci­pal­men­te, do gui­tar­ris­ta ca­nho­to. Pou­co de­pois sai o re­vo­lu­ci­o­ná­rio ál­bum Are You Ex­pe­ri­en­ced?, pri­mei­ro re­gis­tro do power trio que sa­cu­di­ria o mun­do do rock com clás­si­cos do qui­la­te de Pur­ple Ha­ze, The Wind Cri­es Mary, Fo­xey Lady, Fi­re, e Are You Ex­pe­ri­en­ced?, to­dos de­vi­da­men­te apre­sen­ta­dos ao vivo em per­for­man­ces in­cen­diá­ri­as e uma quí­mi­ca úni­ca. Na sequên­cia, sai o se­gun­do ál­bum Axis: Bold as Lo­ve, su­ces­so ime­di­a­to.

De vol­ta aos EUA, cons­troi o Elec­tric Lady Stu­di­os, em New York. Lá gra­va o ál­bum du­plo Elec­tric Lady­land, que in­clui a clás­si­ca Vo­o­doo Child (Slight Re­turn), um hi­no de Hen­drix ao rock. É um dis­co re­al­men­te mais ex­pe­ri­men­tal, no qual se tor­nou pi­o­nei­ro em usar re­cur­sos de es­tú­dio até ho­je con­si­de­ra­dos ino­va­do­res. Em 1969, o Ex­pe­ri­en­ce che­ga ao fim, em meio à fa­se mais tur­bu­len­ta da vi­da de Hen­drix, en­vol­vi­do pe­lo uso de dro­gas de to­dos os ti­pos, di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras e pro­ble­mas pes­so­ais. En­tra em ce­na o Band of Gyp­sis, que não te­ria vi­da lon­ga, ape­sar de ter si­do com es­se gru­po que to­cou em Wo­ods­tock. Em 1970 re­for­ma o Ex­pe­ri­en­ce, com Billy Cox no bai­xo e Mit­chell na ba­te­ria. Che­ga a gra­var al­gu­mas fai­xas pa­ra um no­vo du­plo, que se cha­ma­ria First Rays Of The New Ri­sing Sun. Mas an­tes de fi­na­li­zar o tra­ba­lho, em 18 de se­tem­bro de 1970, é en­con­tra­do em co­ma em um quar­to de ho­tel em Lon­dres. A ca­mi­nho do hos­pi­tal, ele não re­sis­tiu. Foi cons­ta­ta­da mor­te em vir­tu­de do su­fo­ca­men­to pe­lo pró­prio vô­mi­to – de­cor­rên­cia de uma over­do­se de tranqüi­li­zan­tes. Foi-se o ho­mem, mas a obra fi­cou e até ho­je gui­tar­ris­tas de to­dos os es­ti­los ma­mam nes­sa fon­te ines­go­tá­vel.

Ál­buns es­sen­ci­ais

• Are You Ex­pe­ri­en­ced? (1967)

• Axis: Bold as Lo­ve (1967)

• Elec­tric Lady­land (1968)

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