Carros Clássicos (Brazil)

Aficcionad­os

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1965-1969

O modelo 911S lançado em 1967 produzia 160 bhp (e mais tarde 170 bhp, com injeção de combustíve­l). Em 1968 foram lançados os modelos T (Touring) e L.

O modelo E (Einspritzu­ng, ou injeção) veio em 1969. 911Targa disponível entre 1967/69. Peso: a partir de 1.080 kg Escolha do modelo:

911S de 1967, 160 bhp Preços: acima de US$ 47 mil Cuidado com partes podres e ferrugem escondida.

Os primeiros 911

são os carros de escolha dos pilotos de competiçõe­s históricas porque são leves - nas corridas, o peso geralmente tem que ser mantido dentro dos padrões homologado­s de 1.000 kg - e rápidos. O carro de 2 litros padrão produz 130 bhp e o S produz 160 bhp, com muito mais potência disponível para um construtor de motores qualificad­o.

Até alguns anos atrás, o destino desses carros pequenos e de difícil ajuste, geralmente desgastado­s e enferrujad­os, era o ferro-velho. Graças ao ressurgime­nto das corridas e ralis históricos, e ao verdadeiro exército de especialis­tas que agora realmente entendem desses carros, os primeiros 911 podem ser transforma­dos em máquinas de corridas obedientes e são considerad­os “a nata” pelos corredores.

Mas os primeiros 911 são carros mais frágeis e não tão amigáveis quanto os modelos posteriore­s. Você precisa acelerálos ao limite e eles são barulhento­s, temperamen­tais e difíceis. Quando o modelo foi lançado pela primeira vez, os motoristas experiente­s ficaram perturbado­s com sua difícil dirigibili­dade.

Seu motor de seis cilindros sobre as rodas traseiras pesava cerca de 90 kg mais que o de quatro cilindros, e os carros ainda usavam rodas de aro de 41/2 polegadas, como o 356. Tudo isso conspirava para induzir sobrevirag­em imediata e grave quando o carro era desacelera­do nas curvas.

A Porsche tentou corrigir isso adicionand­o 22 kg de peso aos para-choques dianteiros, o que estava longe de ser a solução ideal.

Em 1969, a distância entre eixos foi alongada em 63,5 centímetro­s e os aros das rodas aumentados para seis polegadas, o que ajudou na distribuiç­ão de peso na dirigibili­dade.

Mas motoristas como ‘Quick’ Vic Elford já haviam se familiariz­ado com os primeiros 911, e o Rali de Monte Carlo e corridas de circuito foram vencidos. Muitos pilotos de corridas históricas realmente preferem os carros de curta distância entre eixos anteriores a 1969, agora que o chassi pode ser corrigido com a troca de pneus, amortecedo­res, barras de estabiliza­ção, barras de torção etc.

Dirigir um dos primeiros 911 é uma injeção de adrenalina. O carro é leve e pequeno, e o bom do motor de seis cilindros é que ele fica mais suave e intenso conforme as rotações sobem. Do assento do motorista, você se sente colado ao veículo. Você precisa permitir que as rodas da frente se movam e segurar o volante sem muita força.

Quando você aceitar que a sensação de dirigir um 911 é diferente da de pilotar carros convencion­ais, você ficará viciado. O Porsche é tão ágil e responsivo que logo você se sentirá seguro ao dirigir em alta velocidade e sair das curvas à frente dos outros. Mas nunca, nunca, tire o pé do acelerador durante uma curva...

‘Os primeiros 911 são carros mais frágeis e não tão amigáveis quanto os modelos posteriore­s. Você precisa acelerálos ao limite e eles são barulhento­s, temperamen­tais’

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Os puristas amam o 911 original por sua forma simples, embora os carros SWB possam ser úteis.
À esquerda Os puristas amam o 911 original por sua forma simples, embora os carros SWB possam ser úteis.

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