Carros Clássicos (Brazil)

BONS SERVIÇOS

TANQUE DO OPALA DIVERSAS ALTERAÇÕES O sofreu durante o período em que o modelo foi produzido, tanto na CAPACIDADE MATERIAL quanto no tipo de empregado

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Quando um modelo é produzido por muitos anos, é normal que atualizaçõ­es sejam realizadas em seu projeto, seja para modernizá-lo ou adequá-lo a situações inexistent­es na ocasião de seu lançamento. No caso do Opala, essas situações também foram responsáve­is pelas mudanças ocorridas no tanque de combustíve­l. Quando foi lançado no mercado, o tanque da linha Opala não fugia do tradiciona­l. Com capacidade para 55 litros (tanto no modelo 3800 quanto no 2500), o reservatór­io era de chapa de aço estampada e bocal metálico, sendo os dois componente­s interligad­os por um tubo de borracha fixado com braçadeira­s. A tampa do tanque, mesmo no modelo Luxo, era pintada da cor da carroceria e não tinha fechadura, o que facilitava o furto de gasolina nos primeiros Opalas. Por isso, em 1971, o bocal foi redesenhad­o, ganhando curvatura em “S”, o que também alterou o desenho do tubo de respiro. Ainda naquela ocasião, foi lançado o modelo Gran Luxo, que já vinha equipado com a tampa cromada e com chave. Esta também tinha dois ressaltos para facilitar a retirada e logo passou a ser equipament­o padrão para toda a linha Opala.

CAPACIDADE AMPLIADA

Com a reestiliza­ção na linha, realizada em 1975, a nova versão topo de linha vinha com tampa específica, com a inscrição “Chevrolet Comodoro”. Outro modelo que teve a tampa modificada foi o SS, que trazia desenho quadricula­do na parte superior e as duas letras “S”, maiúsculas na parte inferior. Já no fim dos anos 70, com uma nova crise do petróleo, o governo militar acelerou a instituiçã­o do Programa Nacional do Álcool (Próálcool), criado em novembro de 1975 Por isso, na linha 1979, a capacidade do tanque do Opala foi ampliada para 65 litros, com a finali

O OPALAS TANQUE DOS PRIMEIROS TINHA CAPACIDADE 55 PARA LITROS, TANTO NO QUATRO COMO NO SEIS CILINDROS

dade de aumentar a autonomia tanto das unidades com motor a gasolina, combustíve­l que sofria restrições de venda nos fins de semana, quanto das versões movidas a álcool, devido ao consumo desses motores ser superior ao dos movidos a gasolina. Inicialmen­te, somente o modelo de quatro cilindros era movido a álcool. Por isso, os tanques dessas versões tinham a chapa tratada com estanho, para evitar a corrosão. A tampa do bocal era preta e vinha com a inscrição “álcool hidratado” pintada em amarelo. A autonomia dessas versões melhorou ainda mais, em 1984, quando o Opala a álcool passou a ser equipado com um tanque ainda maior, de 88 litros, que foi desenvolvi­do para equipar as versões com motores de seis cilindros movidos a combustíve­l vegetal. Nessa mesma ocasião, a tampa do bocal da Caravan, antes cromada, passou a ser preta e depois, cinza, em 1989. No ano seguinte, foi adotado em toda a linha o tanque plástico de 93 litros, de polietilen­o de alta densidade e alto peso molecular. Esse novo reservatór­io otimizava o espaço disponível na estrutura do Opala e da Caravan, não enferrujav­a e não explodia em caso de colisão. Por fim, em 1991, a última tampa da Caravan também passou a ser de plástico e ostentava novo desenho, com rebaixos perimetrai­s para o encaixe dos dedos, o mesmo ocorrendo com o Opala.

A PEÇA CERTA

De acordo com o manual de peças da GMB, foram usados cinco tipos de tanques na linha Opala na década de 1970: 1969/70 (peça número 7331217), 1971/78 (7328513), 1973/78 N15 (9298101), 1979 NPQR 69/87 (94602969) e 1979 NPR15 (94602973), sendo os dois últimos reservatór­ios de 65 litros. Os modelos de 88 e 93 litros tinham, portanto, outras siglas e números de série. As boias da época eram três: 1969/71 (8937463 e 7333735), 1972/78 (9302917 ou 93029118) e 1979 (94603388). Já os medidores do nível eram quatro: 1969/71 Horasa “TANQUE” (7325019),

NOS OPALAS EQUIPADOS COM MOTOR A ÁLCOOL, O 88 TANQUE DE COMBUSTÍVE­L TEM CAPACIDADE PARA LITROS

1973/78 Horasa “COMB” (7317004, com termômetro anexado), 1972/80 “COMB” (9299161, todos exceto SS) e 1975/80 “COMB” (9299163, com termômetro anexado). Em geral, o bocal do tanque não costuma necessitar de substituiç­ão, mas o mesmo não ocorre com as tubulações de plástico e borracha, que precisam ser trocadas periodicam­ente, tal como ocorre com qualquer tipo de carro. O mesmo ocorre com a boia e, mais raramente, com a tampa do tanque e os instrument­os no painel. Mas, no caso de o tanque apresentar pequenos furos com o passar do tempo, isso pode ser reparado com solda. Entretanto, para evitar explosões, devido aos vapores de gasolina, convém encher o tanque com água e só depois fazer o reparo. Normalment­e, esse tipo de reparo é feito com solda de estanho. No mesmo caso, para reparar o tanque plástico, também é preciso deixá-lo livre de quaisquer resquícios de combustíve­l. Primeiro, é necessário obter pedaços de plástico do mesmo tipo de que é feito o reservatór­io. Os pedaços são colocados em cima do furo e aquecidos com pistola de calor, do tipo empregado na customizaç­ão de som automotivo. Para dar acabamento, após o plástico ficar bem mole, basta utilizar como ferramenta uma colher de sopa preaquecid­a que tenha cabo de madeira, para não queimar a mão.

OPÇÕES NO MERCADO

Também ainda existe a opção de substituir o componente defeituoso por outro novo ou mesmo usado. Os tanques de 55 e 65 litros, novos, podem ser encontrado­s por R$ 290,00 cada, enquanto o modelo polietilen­o custa cerca de R$ 500,00. Os bocais usados saem por R$ 120,00, enquanto as tampas têm preços que vão de R$ 110,00, sem chave e pintada, a R$ 120,00, as utilizadas no Opala e na Caravan fabricados a partir de 1991, e até R$ 155,00 para as tampas com chave e cromadas. Os demais modelos podem ser obtidos por encomenda. Já o marcador do nível de combustíve­l VDO sai por R$ 108,00, enquanto as boias de tanque custam cerca de R$ 80,00. Outra opção, para reduzir os custos, é procurar os componente­s nos desmanches que costumam trabalhar com a linha mais antiga. Mas, neste caso, só é vantajoso adquirir itens que se encontrem em bom estado, como tanques e gargalos.

CONTATOS EM SÃO PAULO:

 ??  ?? A última geração do Opala ganhou o tanque de plástico com capacidade para 93 litros
A última geração do Opala ganhou o tanque de plástico com capacidade para 93 litros
 ??  ?? As tubulações de plástico e borracha precisam ser substituíd­as periodicam­ente devido ao ressecamen­to
As tubulações de plástico e borracha precisam ser substituíd­as periodicam­ente devido ao ressecamen­to
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 ??  ?? O tanque de plástico pode ser reparado com pistola de calor
O tanque de plástico pode ser reparado com pistola de calor
 ??  ?? O tanque de metal é reparado facilmente com solda de estanho
O tanque de metal é reparado facilmente com solda de estanho
 ??  ?? O sistema elétrico da boia também costuma se deteriorar com o tempo
O sistema elétrico da boia também costuma se deteriorar com o tempo
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