Carros Clássicos (Brazil)

RODAS E PNEUS

DE AÇO OU LIGA LEVE, montadas com pneus diagonais ou radiais, as EVOLUÇÃO DA LINHA OPALA rodas também marcaram a

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Existe um consenso no design automobilí­stico de que 40% do visual da lateral de um veículo está nas rodas, incluindo seu desenho e dimensiona­mento. Assim, quando um carro não está com as rodas e pneus originais, seu perfil é afetado diretament­e, em especial no que se refere à originalid­ade. Portanto, se o interesse é obter a tão desejada placa preta, vale a pena conhecer qual o modelo correto para cada ano e versão de seu Opala.

RODAS DE AÇO E PNEUS DIAGONAIS

Ao ser lançado, no fim de 1968, a linha Opala era equipada apenas com rodas de aço, que eram pintadas na cor do carro e, dependendo da versão, emoldurada­s por calotas grandes ou pequenas. Essas rodas tinham aro de 14 polegadas e tala de 4,5, nas quais eram montados pneus Firestone diagonais, já sem câmara, na medida 5,90-14, mas que podiam ser, opcionalme­nte, um pouco mais largos: 165-14, com ou sem faixas brancas. Em 1971, as rodas passaram a ser pintadas na cor prata, no Opala básico, e de preto, no Luxo e o no recém-lançado Gran Luxo. Com o lançamento do SS, foram adotadas

NO TOPO, RODA DE AÇO SIMPLES ADOTADA EM 1969. ACIMA, COMPONENTE “TREVO” DA LINHA SS ABAIXO, COM ARO CROMADO. COM ARO PRETO

nesta versão as rodas tipo trevo, com rebaixos pintados de preto, e nas quais eram montadas diminutas calotinhas centrais. Apesar de manterem o aro de 14 polegadas de diâmetro, as talas das rodas dessa versão esportiva eram mais largas, com 5 polegadas, sendo montadas nelas pneus diagonais na medida 165-14. Em 1972, as versões Luxo e Gran Luxo passaram a sair de fábrica com pneus diagonais 6,45-14, enquanto as rodas do esportivo SS passaram a ser montadas com o pneu Firestone Campeão Supremo 7,35S14. Já em 1974, com a chegada da versão SS4, as rodas deste modelo tinham o aro pintado de preto para diferencia-lo do SS6. Na mesma ocasião, as rodas das versões Especial e Luxo passaram a sair de fábrica com pneus 6,45-14, enquanto, nas versões Luxo e Gran Luxo, foram montados os mesmos pneus da linha SS, que, opcionalme­nte podiam vir com letras brancas.

DETALHES EXCLUSIVOS

Com a remodelaçã­o da linha Opala para 1975, as rodas de aço comuns “ganharam” o sobrearo de aço inox como opcional. Os aros pintados de preto passaram a ser padrão nos modelos SS, independen­temente do motor ser de quatro ou seis cilindros, da mesma forma que os pneus 185SR14. Já no Comodoro, novo modelo topo de linha, os sobrearos de inox eram itens standard e os pneus eram Firestone Maxi-sport 7,35S14, nos quais opcionalme­nte podiam vir as letras brancas. Outra novidade naquele ano de 1975 foi a Caravan, que, mesmo com motor 4100, saía de fábrica com pneus 6,45-14. As rodas do SS6 voltaram a ter aro prateado em 1976, enquanto as do SS4 perderam a pintura preta do “trevo”. No ano seguinte, as versões básicas continuava­m a sair de fábrica montadas originalme­nte com os pneus 6,45-14, mas surgiu uma opção intermediá­ria: 6,95S14. Já as novas rodas tipo gomo do SS4 e SS6, de aço e na medidas 5x14, eram inteiramen­te prateadas e podiam opcionalme­nte ser montadas nas outras versões da linha (incluindo o Comodoro), assim como os pneus originais dos modelos “esportivos”: 7,35S14. Em 1978, foi lançada a Caravan SS, que era equipada com o mesmo jogo de rodas/pneus dos cupês SS. As rodas gomo, porém com acabamento cromado, também foram montadas no protótipo do Opala Diplomata, que seria exposto no Salão

do Automóvel, no fim daquele ano. Mas, na exposição, o modelo já tinha rodas de liga leve raiadas com tala de seis polegadas, o que fazia supor a adoção dos pneus radiais. Entretanto, o lançamento da nova versão de luxo acabou sendo postergado para 1980; entretanto as rodas de liga chegaram a equipar algumas unidades do Comodoro em 1979.

RODAS DE LIGA E PNEUS RADIAIS

Com a nova reestiliza­ção na linha Opala 1980, também foram feitas alterações na suspensão dianteira, com a adoção de novos equipament­os, como pontas de eixo, molas, amortecedo­res, buchas, barras e tirantes, que foram redesenhad­os para permitir a utilização dos pneus radiais nas medidas 175SR14 ou o Goodyear Grand Prix S 195/70SR14. Ambos eram opcionais para todas as versões, enquanto o pneu diagonal 6,95S14 continuava sendo o básico para a família Opala. Além disso, novas rodas de aço, com tala de seis polegadas, foram desenvolvi­das para os modelos que saíam de fábrica equipados com pneus radiais. Já a roda de liga leve, originalme­nte desenvolvi­da para a nova versão topo de linha, o Diplomata, também podia equipar opcionalme­nte tanto o Comodoro quanto a Caravan e o Opala. O Diplomata saía de fábrica montado originalme­nte com pneus radiais 175SR14, porém tinha o 195/70SR14 como opcional. Finalmente, na linha Opala 1983, os pneus radiais passaram a ser itens básicos, aposentand­o os antiquados diagonais. Dois anos depois, em 1985, o Diplomata sofreu um retrocesso: as rodas de liga leve foram substituíd­as por rodas de aço, que equipavam o Opala 1969, mas com aro de seis polegadas de tala, emoldurada­s por calotas de plástico. Tal recurso também foi adotado no Comodoro, porém a calota tinha outro desenho. Já o Opala básico continuou com as rodas tipo gomo. Em 1987, as rodas de liga leve voltaram a ser oferecidas nas versões mais luxuosas com um novo desenho raiado, que acabou popularmen­te apelidado de “ralinho”, nas quais eram montadas os pneus radiais 195SR14, opcionais para o Comodoro e componente original no Diplomata. Os espaços entre os raios eram pintados de preto e, no lugar da calotinha plástica central, foi adotada uma calota

ACIMA, RODAS DE AÇO “GOMO” SIMPLES E ABAIXO, CROMADA. VERSÃO DE LIGA LEVE DIPLOMATA 1980 ADOTADA NA LINHA EM

ACIMA, DIPLOMATA PADRÃO DE RODAS DO A 1986. ABAIXO, PARTIR DE COMPONENTE­S 1988 1991 ADOTADOS EM E

de maiores dimensões, também de alumínio, que cobria as porcas das rodas com o logotipo da Chevrolet proporcion­almente maior. Em 1988, essas rodas ficaram como item de série do modelo intermediá­rio, enquanto o Diplomata ganhou uma roda de liga de novo desenho de gomos serrilhado­s. Três anos depois, em 1991, quando o pneu Grand Prix 195/70SR14 já havia sido substituíd­o pelo Pirelli P600 na mesma medida, o Comodoro novamente “herdou” as rodas tipo “serrinha” do Diplomata, enquanto este ganhou rodas com novo desenho e aro de 15 polegadas, que perduraram até o fim de produção da linha Opala, em maio de 1992.

COMO ACHAR

Encontrar rodas da linha Opala novas é algo bastante difícil atualmente. Já as rodas usadas ainda podem ser encontrada­s, com alguma facilidade, em desmanches, borracheir­os e até mesmo em comerciant­es especializ­ados. As rodas de aço mais antigas, com tala de 4,5 e 5 polegadas, custam, em média, R$ 100,00 a unidade, enquanto as rodas mais modernas, tipo gomo, são mais baratas: R$ 80,00 cada. Já as rodas de liga do Diplomata têm preço variável: R$ 200,00 (1980), R$ 150,00 (1988) e R$ 350,00 (1991, muito procurada por ter aro de 15 polegadas). O modelo mais caro, entretanto, é o tipo trevo, que equipou as primeiras versões do SS 1971/74 e que custa R$ 500,00 cada roda. Esses preços, obviamente, são para peças em bom estado, sem trincas ou ferrugem nos aros. Encontrar pneus originais, novos para o Opala/comodoro/diplomata é bem mais complexo, pois boa parte dos modelos já deixou de ser fabricado. De um modo geral, é necessário ter a sorte de localizar pneus “antigos” em lotes novos, que tenham sido produzidos recentemen­te, mesmo porque pneus têm prazo de validade (os fabricante­s recomendam não usar componente­s com mais de dez anos de produção, mesmo que tenham sido pouco rodados). A opção, nesse caso, é apelar para importador­es, pois, no exterior, os pneus de medidas extintas no Brasil ainda são fabricados em grandes quantidade­s. Claro que, nesse caso, será impossível encontrar um Firestone Campeão Supremo que, com essa denominaçã­o, só foi feito para o mercado brasileiro.

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