Coleção Almanaque da Saúde - - FÁR­MA­COS -

De acor­do com a So­ci­e­da­de Bra­si­lei­ra de Di­a­be­tes (SBD), no Bra­sil, há du­as va­ri­an­tes da subs­tân­cia dis­po­ní­veis para uso su­per­vi­si­o­na­do: a insuli­na de ori­gem hu­ma­na e a sua ver­são aná­lo­ga. O pri­mei­ro ti­po é pro­du­zi­do por meio da tec­no­lo­gia de DNA re­com­bi­nan­te e po­de ser clas­si­fi­ca­do co­mo re­gu­lar, quan­do apre­sen­ta ação rá­pi­da den­tro do or­ga­nis­mo, ou co­mo NPH, quan­do atua de ma­nei­ra len­ta ou pro­lon­ga­da. O se­gun­do ti­po é cri­a­do a par­tir da insuli­na de ori­gem hu­ma­na, mas re­ce­be al­te­ra­ções es­tru­tu­rais para que seus efei­tos se­jam aper­fei­ço­a­dos. As­sim, po­de apre­sen­tar ação ul­trar­rá­pi­da (co­mo as in­su­li­nas As­par­te, Lis­pro e Glu­li­si­na) ou ul­tra­len­ta (co­mo De­te­mir e Glar­gi­na).

No di­a­be­tes ti­po 1, a ad­mi­nis­tra­ção de insuli­na é ine­vi­tá­vel, uma vez que o cor­po a pro­duz em pou­ca ou ne­nhu­ma quan­ti­da­de. Não à toa, os por­ta­do­res da do­en­ça são cha­ma­dos de in­su­li­no­de­pen­den­tes, pois po­dem cor­rer ris­co de vi­da ca­so não cor­ri­jam os ní­veis de­fi­ci­tá­ri­os des­se hormô­nio. É por is­so que, obri­ga­to­ri­a­men­te, o tra­ta­men­to se ba­seia em apli­ca­ções diá­ri­as de insuli­na.

Por ou­tro la­do, em ca­sos de di­a­be­tes ti­po 2, a apli­ca­ção de insuli­na não é obri­ga­tó­ria, pois o hormô­nio ain­da é pro­du­zi­do pe­lo pân­cre­as – o pro­ble­ma es­tá na re­sis­tên­cia in­su­lí­ni­ca, que im­pe­de o or­ga­nis­mo de uti­li­zá-lo de­vi­da­men­te. Ela é re­co­men­da­da so­men­te quan­do o tra­ta­men­to à ba­se de me­di­ca­men­tos an­ti­di­a­bé­ti­cos (que se­rão apre­sen­ta­dos a se­guir) não sur­te efei­to ou quan­do a gli­ce­mia atin­ge ní­veis mui­to ele­va­dos.

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