Mul­tas caem 22% em Sal­va­dor

Correio da Bahia - - Mais -

As mul­tas de trân­si­to re­gis­tra­das em Sal­va­dor re­du­zi­ram em 22,6% de ja­nei­ro a se­tem­bro des­te ano, em com­pa­ra­ção ao mes­mo pe­río­do de 2017. Nes­te ano, fo­ram 492.920 in­fra­ções de trân­si­to na ca­pi­tal, con­tra 637.309 no ano pas­sa­do.

Além de ex­ces­so de ve­lo­ci­da­de, as mul­tas mais re­cor­ren­tes fo­ram es­ta­ci­o­nar em lo­cal ou ho­rá­rio proi­bi­do (23.796), tran­si­tar em via exclusiva pa­ra ôni­bus (23.142), avan­çar si­nal ver­me­lho (19.874) e tran­si­tar em ve­lo­ci­da­de su­pe­ri­or à má­xi­ma per­mi­ti­da em mais de 20% e até 50% (14.975).

Em fe­ve­rei­ro, a fo­tó­gra­fa Tay­se Oli­vei­ra, 27 anos, foi vi­si­tar uma ami­ga no bair­ro Gran­vil­le, de­pois do tra­ba­lho. Di­as de­pois, re­ce­beu uma mul­ta.

“Não ti­nha va­ga no con­do­mí­nio em que mi­nha ami­ga mo­ra, en­tão, ti­ve que es­ta­ci­o­nar na rua. Quan­do pas­sei, vi uma pla­ca que in­for­ma­va que o es­ta­ci­o­na­men­to era ir­re­gu­lar, mas pa­rei mui­to de­pois. Mes­mo as­sim, fui mul­ta­da. Is­so foi por vol­ta das 22h”, dis­se.

O “top 5” das in­fra­ções ocor­ri­das em Sal­va­dor no ano pas­sa­do tam­bém te­ve a ve­lo­ci­da­de co­mo cam­peã, se­gui­da por tran­si­tar na fai­xa exclusiva pa­ra ôni­bus (52.257), avan­çar o si­nal ver­me­lho (42.732), es­ta­ci­o­nar em lo­cal ou ho­rá­rio proi­bi­do (31.677) e es­ta­ci­o­nar na cal­ça­da (23.415).

O su­pe­rin­ten­den­te da Tran­sal­va­dor, Fa­briz­zio Mul­ler, con­ta que a re­du­ção nos nú­me­ros se de­ve à aten­ção re­do­bra­da e cons­ci­en­ti­za­ção dos mo­to­ris­tas. Ele dis­se que a pre­fei­tu­ra não tra­ba­lha com me­tas de re­du­ção de in­fra­ções, mas ti­nha co­mo ob­je­ti­vo re­du­zir pa­ra 50% o nú­me­ro de mor­tes em aci­den­tes até 2020.

“Fi­ca­mos em 51%, um per­cen­tu­al mui­to bom. Ago­ra, que­re­mos man­ter es­sa re­du­ção pas­san­do de 4,6 mor­tes pa­ra ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes pa­ra 4 mor­tes pa­ra ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes. É im­por­tan­te lem­brar que o ob­je­ti­vo da fis­ca­li­za­ção é ga­ran­tir a flui­dez e a se­gu­ri­da­de viá­ria”, afir­ma.

Os lo­cais com mais mul­tas por es­ta­ci­o­na­men­to ir­re­gu­lar em 2018 fo­ram a Rua da Gré­cia, no Co­mér­cio, a Rua Ba­rão do Triun­fo, no Rio Ver­me­lho, e a 1ª Avenida do CAB. Em 2017, as vi­as com mais ocor­rên­ci­as fo­ram a Avenida Je­qui­taia, na Cal­ça­da, a La­dei­ra da Água Brus­ca sen­ti­do Bar­ba­lho, no San­to Antô­nio, e o Lar­go de San­ta­na, no Rio Ver­me­lho.

Fa­briz­zio con­ta que a atu­a­ção dos ser­vi­do­res pa­ra coi­bir o es­ta­ci­o­na­men­to ir­re­gu­lar acon­te­ce de du­as ma­nei­ras. Pri­mei­ro, ca­da agen­te de trân­si­to é res­pon­sá­vel por uma área da ci­da­de e fis­ca­li­za as ru­as que com­põem es­sas po­li­go­nais. Se­gun­do, são fei­tas ações es­pe­ci­ais em áre­as es­pe­cí­fi­cas da ci­da­de, co­mo na ope­ra­ção Pa­re Cer­to, que fis­ca­li­zas os pon­tos mais crí­ti­cos de Sal­va­dor.

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