AO VEN­CE­DOR, AS BA­TA­TAS

SAIBA CO­MO A PAR­CE­RIA COM PRO­DU­TO­RES PO­DE AJU­DAR A EM­PRE­SA MI­NEI­RA BEM BRA­SIL A CRES­CER. ELA QUER DO­BRAR A PRO­DU­ÇÃO DE PRÉ-FRI­TAS ATÉ 2020

Dinheiro Rural - - AGRONEGÓCIOS - CAUê VIZZACCARO

AO VEN­CE­DOR, AS BA­TA­TAS”

é uma fra­se icô­ni­ca do per­so­na­gem Quin­cas Bor­ba, na obra li­te­rá­ria de Ma­cha­do de As­sis. Mas cai­ria bem pa­ra de­fi­nir João Emí­lio Ro­che­to, um dos três her­dei­ros da mar­ca Bem Bra­sil, com se­de em Ara­xá, mu­ni­cí­pio his­tó­ri­co mi­nei­ro mais co­nhe­ci­do pe­la ex­tra­ção de mi­né­rio e por su­as águas tér­mi­cas me­di­ci­nais. A Bem Bra­sil se tor­nou a úni­ca pro­ces­sa­do­ra de ba­ta­tas pré­fri­tas con­ge­la­das, no País, que tra­ba­lha com gran­des vo­lu­mes. Há ou­tras mar­cas, mas com quan­ti­da­des ir­ri­só­ri­as no mer­ca­do. No ano pas­sa­do, a Bem Bra­sil pro­ces­sou 130 mil to­ne­la­das, cerca de 26% des­se ni­cho de mer­ca­do. A re­cei­ta foi de R$ 520 mi­lhões. A ba­ta­ta, nas su­as mais variadas for­mas de preparo – fri­ta, as­sa­da, pu­rê, pa­lha – é o ter­cei­ro pro­du­to mais con­su­mi­do no mun­do, atrás do tri­go e do ar­roz. Do­na do gru­po Ro­che­to, a fa­mí­lia mi­nei­ra tam­bém é uma gran­de pro­du­to­ra de ba­ta­tas: são 7,2 mil hec­ta­res de cul­ti­vo em Mi­nas Ge­rais, São Pau­lo e Pa­ra­ná. A pro­du­ção des­ta sa­fra de­ve fi­car em 255 mil to­ne­la­das in na­tu­ra. “Pa­ra es­te ano, a ex­pec­ta­ti­va é de uma re­cei­ta de R$ 800 mi­lhões na Bem Bra­sil”, diz Ro­che­to, 57 anos, que tam­bém é o pre­si­den­te da em­pre­sa. “Já cres­ce­mos 42,5% em 2017, o re­sul­ta­do não po­de­ria ter si­do me­lhor, e va­mos con­ti­nu­ar nes­se ca­mi­nho.” A re­cei­ta das fa­zen­das ele não in­for­ma.

Nos úl­ti­mos três anos, o cres­ci­men­to da Bem Bra­sil se deu com um in­ves­ti­men­to de R$ 200 mi­lhões em uma se­gun­da fá­bri­ca no mu­ni­cí­pio de Per­di­zes, a 50 quilô­me­tros de Ara­xá, que entrou em ope­ra­ção no iní­cio de 2017. A me­ta é pro­ces­sar 200 mil to­ne­la­das em 2018, 40% do mer­ca­do de pré-fri­tas. O va­re­jo é ca­da vez mais re­cep­ti­vo pa­ra pro­du­tos préem­ba­la­dos, con­ge­la­dos e se­mi­pron­tos, co­mo é o ca­so da ba­ta­ta pré-fri­ta, des­ti­na­da a um con­su­mi­dor em bus­ca de pra­ti­ci­da­de. É nes­sa on­da que os Ro­che­to na­ve­gam. Eles in­ves­tem nes­sa ca­deia há mui­to tem­po. Her­dei­ros na se­gun­da ge­ra­ção, são pro­du­to­res des­de a dé­ca­da de 1940, qu­an­do ini­ci­a­ram o cul­ti­vo de ba­ta­tas se­le­ci­o­na­das. Pa­ra a épo­ca, era

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