ENT EN­TRE­VIS­TA

Mar­cos Sawaya Jank, k, da Asia Bra­zil Al­li­an­ce, nce, fa­la de co­mér­cio in­ter­na­ci­o­nal aci­o­nal e dos de­sa­fi­os do País aís lá fo­ra VERA ONDEI

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Mar­cos Ma Jank, pre­si­den­te pre da Asia Bra­zil Al­li­an­ce

No iní­cio de maio, o en­ge­nhei­ro iro agrô­no­mo Mar­cos Sawaya Jank to­mou u um voo em Cin­ga­pu­ra, na Ásia, e de­sem­bar­cou mbar­cou em São Pau­lo. São 25 ho­ras de vi­a­gem. gem. Di­as de­pois, ele já es­ta­va em Bra­sí­lia. Na sequên­cia, em­bar­cou pa­ra Washing­ton. Fo­ram mais 11 ho­ras em um avião, an­tes de re­tor­nar pa­ra Cin­ga­pu­ra, nga­pu­ra, on­de é a se­de da Asia Bra­zil Agro Al­li­an­ce (ABAA), ABAA), en­ti­da­de da qual é CEO e que com­ple­tou um ano de vi­da. Na Ásia, o exe­cu­ti­vo tem uma agen­da pe­sa­dís­si­ma esa­dís­si­ma de es­tu­dos e mis­sões, em bus­ca de uma po­lí­ti­ca in­ter­na­ci­o­nal mais con­sis­ten­te pa­ra o País. “O Bra­sil cres­ceu mui­to, ex­por­tan­do com­mo­di­ti­es”, diz ele. “Mas a gen­te ain­da é mui­to com­pra­do.” O es­pe­ci­a­lis­ta em agro­ne­gó­cio, pro­fes­sor, dou­tor em economia e co­mér­cio in­ter­na­ci­o­nal es­te­ve ste­ve no Bra­sil pa­ra pres­tar con­tas so­bre as ati­vi­da­des da ABBA, que é ban­ca­da por três en­ti­da­des: a As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra ira das In­dús­tri­as Ex­por­ta­do­ras de Car­ne rne (Abi­ec), a As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de

Pro­teí­na Ani­mal (ABPA) e a União da In­dús­tria de Ca­na- de-Açú­car (Uni­ca). a).

En­tre um vôo e ou­tro, ele con­ce­deu a se­guin­te en­tre­vis­ta ex­clu­si­va à DI­NHEI­RO RU­RAL. “A China sa­be o que quer do Bra­sil, mas o Bra­sil não sa­be o que quer da China”

DI­NHEI­RO RU­RAL – OB O Bra­sil é um bom ator no pal­co das re­la­ções in­ter­na­ci­o­nais? MAR­COS SAWAYA JANK – O País tem um pro­ble­ma gra­vís­si­mo: acha que ex­por­tar é bom e im­por­tar é ruim, in­clu­si­ve no agro­ne­gó­cio. O País ex­por­ta exp US$ 100 bilhões em pro­du­tos agrí­co­las e im­por­ta US$ US 14 bilhões. Mas os 14 di­fi­cul­tam os 100. Qu­an­do qual­quer p país che­ga e fa­la, ‘olha, vou abrir o meu mer­ca­do de fran­go fran­go, de car­ne bo­vi­na ou suí­na, mas eu quero en­trar no Bra­sil com o meu pro­du­to, por exem­plo, ca­fé, co­co, ba­na­na, pes­ca­dos’, pes­ca­dos aí o Bra­sil cria bar­rei­ras. Os lob­bi­es que atu­am em Bra­sí­lia, Bra­sí­lia con­tra a im­por­ta­ção, atu­am tan­to no se­tor agrí­co­la co­mo no não agrí­co­la. O Bra­sil não é pro­te­ci­o­nis­ta ape­nas na in­dús­tria in­dús­tr em ge­ral, tam­bém é pro­te­ci­o­nis­ta no agro­ne­gó­cio. É um dis­cur­so d dú­bio, do ex­por­tar é bom, im­por­tar eu não quero. quero É mui­to di­fe­ren­te da China. O país é gran­de tam­bém na ex ex­por­ta­ção de pro­du­tos agro­pe­cuá­ri­os. Ex­por­ta mais que o Bra­sil em agro­ne­gó­cio, mas tem um imen­so dé­fi­cit no se­tor se e aí é mui­to fá­cil ne­go­ci­ar aces­so. Com o Bra­sil é di­fí­cil di­fí ne­go­ci­ar aces­so.

RU­RAL – O go­vern go­ver­no tem cum­pri­do seu pa­pel lá fo­ra?

JANK – O mi­nis­tr mi­nis­tro Blai­ro Mag­gi tem fei­to um tra­ba­lho mui­to bom. Tem le­va­do a agen­da do País pa­ra fren­te, ape­sar das di­fi­cul­da­des di­fic que o Mi­nis­té­rio da Agri­cul­tu­ra (M (Ma­pa) en­fren­ta ho­je. Ele li­de­ra em um mo­men­to que o Bra­sil es­tá bem de­sar­ti­cu­la­do, por­que co­nhe­ce o as­sun­to. a E o mais im­por­tan­te, ele vi­a­ja, atua e n não dei­xa as coi­sas fi­ca­rem pa­ra­das. Mas o Bra­si Bra­sil tem uma es­tru­tu­ra en­ve­lhe­ci­da e en­ges­sa­da, que não acom­pa­nhou o cres­ci­men­to do agro­ne agro­ne­gó­cio. Em 2000, a ex­por­ta­ção era de US$ 20 bilhões. Ho­je, ela é cinco ve­zes mai­or. O ar­ca ar­ca­bou­ço le­gal da área de sa­ni­da­de, por exemp exem­plo, é de 1934. É com­ple­ta­men­te ina­cei­tá­vel v vi­ver com uma lei que foi fei­ta há mais de 80 anos. an É pre­ci­so agi­li­zar e me­lho­rar pro­cess pro­ces­sos e tam­bém me­lho­rar to­da a co­or­de­na­ção da ca­deia re­gu­la­tó­ria.

RURA RU­RAL – Co­mo o País de­ve­ria avançar?

JANK – O País de­ve­ria es­tar fa­zen­do acor­dos c co­mer­ci­ais, mas não es­tá. Não há uma es­tra es­tra­té­gia Bra­sil. De­ve­ría­mos ter uma es­tru es­tru­tu­ra mais per­ma­nen­te na Ásia. Não po­de ser so­men­te esse pro­je­to da Asia Braz Bra­zil, que es­ta­mos fa­zen­do. É mui­to pouc pou­co fren­te aos ou­tros paí­ses.

RURA RU­RAL – Que ou­tros paí­ses?

JANK – De­vía­mos olhar mais pa­ra a Aus­trál Aus­trá­lia, o Ca­na­dá, a No­va Ze­lân­dia, o Chi­le, o P Pe­ru, mes­mo por­que ex­por­ta­mos mais que eles, e tam­bém pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos e a Eu­ro­pa. Acho que o Bra­sil tem de fazer um pou­co po do que os paí­ses que es­tão dan­do cer­to fa­zem.

RU­RAL – E o que eles es­tão fa­zen­do?

JANK – Eles são mui­to mais ágeis e rá­pi­dos. Por exem­plo, um ques­ti­o­ná­rio que, às ve­zes, de­mo­ra me­ses pa­ra ser res­pon­di­do pe­lo Bra­sil, a Aus­trá­lia res­pon­de com mui­to mais ra­pi­dez. Ao mes­mo tem­po, eles tam­bém têm uma es­tru­tu­ra que aten­de me­lhor aos seus in­te­res­ses. A Aus­trá­lia es­tá co­ber­ta por acor­dos co­mer­ci­ais nas su­as re­la­ções. Pa­ra qual­quer país que ela ex­por­ta exis­te um acor­do co­mer­ci­al já vi­gen­te e um me­ca­nis­mo mui­to rá­pi­do de aten­der as re­gu­la­men­ta­ções do com­pra­dor e tam­bém do con­su­mi­dor es­tran­gei­ro.

RU­RAL – As re­pre­sen­ta­ções ofi­ci­ais não cum­prem esse pa­pel?

JANK – O Bra­sil tem cerca de 150 re­pre­sen­ta­ções em to­das as áre­as e sem­pre há al­guém que cui­da da agro­pe­cuá­ria. Mas, em ge­ral, a ta­re­fa ca­be a um as­ses­sor econô­mi­co, o que não é su­fi­ci­en­te. Pri­mei­ro, por­que ele não mo­vi­men­ta a en­gre­na­gem do Ma­pa. O País tem 15 adi­dos co­mer­ci­ais. Não é um nú­me­ro tão di­fe­ren­te de Aus­trá­lia, No­va Ze­lân­dia e Chi­le, por exem­plo. Mas fal­ta suporte téc­ni­co a eles e fal­ta tam­bém mai­or co­or­de­na­ção des­ses adi­dos com o Ita­ma­ra­ti e com o se­tor pri­va­do. Exis­te, tam­bém, uma cer­ta au­sên­cia do se­tor pri­va­do nes­se pro­ces­so. Por exem­plo, as en­ti­da­des bra­si­lei­ras de clas­se não es­tão in­ter­na­ci­o­na­li­za­das. Fal­ta uma pre­sen­ça mais es­tra­té­gi­ca. Por exem­plo, no ca­so da Agên­cia Bra­si­lei­ra de Pro­mo­ção de Ex­por­ta­ções e In­ves­ti­men­tos (Apex-Bra­sil), 90% de seus fun­ci­o­ná­ri­os es­tão no Bra­sil. E há so­men­te no­ve es­cri­tó­ri­os no ex­te­ri­or. Já os Es­ta­dos Uni­dos têm 113 es­cri­tó­ri­os no ex­te­ri­or. A Aus­trá­lia tem 103, o Ca­na­dá tem 148, a No­va Ze­lân­dia tem 40 e o Chi­le tem 50.

RU­RAL – Não bas­ta ape­nas ex­por­tar, é pre­ci­so es­tar lá fo­ra?

JANK – A com­ple­xi­da­de do mun­do é tão gran­de que é pre­ci­so es­tar pre­sen­te on­de o co­mér­cio é im­por­tan­te. No ca­so da Ásia, 50% das vendas do País vão pa­ra esse con­ti­nen­te. So­men­te pa­ra a China são 30%. Os 20% res­tan­tes de co­mér­cio pa­ra a Ásia já são mai­or que to­do o co­mér­cio com a Eu­ro­pa. En­tão, a Ásia é um con­ti­nen­te de re­la­ci­o­na­men­tos e de cons­tru­ção de con­fi­an­ça. As re­la­ções pre­ci­sam de con­ti­nui­da­de.

RU­RAL – Quan­to de aten­ção a China me­re­ce?

JANK – A China é o país que mais de­pen­de do Bra­sil no mun­do, na área de agro­ne­gó­cio. O país vai com­prar ca­da vez mais mi­lho, car­nes e ou­tros pro­du­tos brasileiros. A China sa­be o que quer do Bra­sil, mas o Bra­sil não sa­be o que quer da China. En­tão, é pre­ci­so tra­ba­lhar es­sa re­la­ção es­tra­té­gi­ca no co­mér­cio. A China tem gran­de in­te­res­se em con­tro­lar as ca­dei­as de su­pri­men­tos de seus pro­du­tos, ad­qui­rin­do em­pre­sas no Bra­sil, na área de ori­gi­na­ção, de in­fra­es­tru­tu­ra e mes­mo na área de tra­dings. E eles es­tão fa­zen­do is­so. En­tão, o País tem de cons­truir uma es­tra­té­gia de co­mo li­dar com a China no agro­ne­gó­cio.

RU­RAL – O Bra­sil sa­be o que quer lá fo­ra? JANK – O Bra­sil cres­ceu mui­to ex­por­tan­do com­mo­di­ti­es,

mas ain­da é mui­to com­pra­do. Ain­da há pou­cos pro­du­tos brasileiros di­fe­ren­ci­a­dos lá fo­ra. Qu­an­do com­pa­ra­do a ou­tros paí­ses, o Bra­sil não con­se­gue aten­der a tu­do que se pe­de, prin­ci­pal­men­te nos úl­ti­mos tem­pos. Ou­tro de­sa­fio que di­fi­cul­ta o en­ten­di­men­to nas re­la­ções in­ter­na­ci­o­nais é o mer­ca­do in­ter­no gi­gan­tes­co. O País não se pre­o­cu­pa tan­to em aten­der o cli­en­te in­ter­na­ci­o­nal por­que ven­de mui­to no mer­ca­do in­ter­no, que exi­ge mui­to me­nos. Eu te­nho su­ge­ri­do que se fa­çam es­tu­dos com ba­se nas me­lho­res pra­ti­cas in­ter­na­ci­o­nais. Cla­ro que com os Es­ta­dos Uni­dos e a Eu­ro­pa nem dá pa­ra com­pa­rar. Ago­ra, com Aus­trá­lia, No­va Ze­lân­dia, Ca­na­dá, Chi­le e Pe­ru, de­ve­ría­mos nos com­pa­rar, até por­que são me­no­res que o Bra­sil na ex­por­ta­ção. RU­RAL – Fal­ta pro­ta­go­nis­mo das em­pre­sas ex­por­ta­do­ras? JANK – As gran­des em­pre­sas têm mui­to pro­ta­go­nis­mo. As gran­des tra­dings es­tão pre­sen­tes em to­dos os lu­ga­res. Das em­pre­sas na­ci­o­nais, ape­nas as mui­to gran­des es­tão lá fo­ra, co­mo BRF e JBS. O que não se vê são as co­o­pe­ra­ti­vas e os pro­du­to­res. Mas o mais gra­ve é que as as­so­ci­a­ções não es­tão pre­sen­tes, prin­ci­pal­men­te as de ex­por­ta­do­res que de­ve­ri­am con­tar com uma es­tru­tu­ra ro­bus­ta pa­ra agir. Por exem­plo, há vá­ri­os pro­ble­mas com o açú­car na Ásia, eta­nol no Ja­pão, sal­va­guar­das na China, sub­sí­di­os na Ín­dia e no Pa­quis­tão. Há pro­ble­mas de sal­mo­ne­la com a Eu­ro­pa, de suí­nos com a Rús­sia, de aba­te ha­lal com os Emi­ra­dos Ára­bes. As agendas es­tão se com­pli­can­do. Há um conjunto de ques­tões re­le­van­tes atin­gin­do vá­ri­as com­mo­di­ti­es. Eu di­ria que ti­ran­do so­ja, pro­du­tos flo­res­tais e al­go­dão, que são pro­du­tos tran­qui­los, pa­ra to­do o res­to há pro­ble­mas de aces­so. RU­RAL – Nos anos 2000 se di­zia que as bar­rei­ras não ta­ri­fá­ri­as eram imi­nen­tes. Elas che­ga­ram, de­fi­ni­ti­va­men­te? JANK – As bar­rei­ras não ta­ri­fá­ri­as são ho­je a prin­ci­pal re­a­li­da­de pro­te­ci­o­nis­ta. O Ja­pão só com­pra car­ne de paí­ses li­vres de fe­bre af­to­sa sem va­ci­na­ção. En­tão, o Bra­sil não en­tra. Mas há vá­ri­os paí­ses no mun­do que es­tão aber­tos ao Bra­sil, mas com res­tri­ções. Por exem­plo, os pro­ces­sos de ha­bi­li­ta­ção de uni­da­des de aba­te são su­per­com­pli­ca­dos. A China, que es­tá aber­ta, só ha­bi­li­tou 60 fri­go­rí­fi­cos até ho­je no Bra­sil, vo­lu­me que não é na­da pa­ra as cerca de três uni­da­des que atu­am no mer­ca­do. Ou se­ja, quem tem o pas­se pa­ra ir ao céu, en­tra na China. Quem não tem, fi­ca por aí.

RU­RAL – O que a ABAA fez em seu pri­mei­ro ano de vi­da?

JANK – No ca­len­dá­rio 2017/ 2018, re­a­li­za­mos 15 mis­sões. Tam­bém fi­ze­mos 19 apre­sen­ta­ções e par­ti­ci­pa­ções em even­tos, e, nos úl­ti­mos seis me­ses, or­ga­ni­za­mos mis­sões das en­ti­da­des, co­mo a ABPA e Uni­ca, pa­ra vá­ri­os paí­ses. Mas a ABAA é um pe­que­no em­brião de pre­sen­ça in­ter­na­ci­o­nal e meu ob­je­ti­vo é que as en­ti­da­des se fa­çam re­pre­sen­tar por elas mes­mas. RU­RAL – Que re­la­ção o País de­ve ter com os Es­ta­dos Uni­dos? JANK – Na era Trump se­rá mui­to di­fí­cil, por­que os ame­ri­ca­nos es­tão, in­fe­liz­men­te, bri­gan­do com to­do mun­do e vol­tan­do a uma ne­go­ci­a­ção mer­can­ti­lis­ta, do ti­po to­ma-lá-dá-cá. Mas não po­de­mos de­sis­tir e te­mos de li­dar com os Es­ta­dos Uni­dos, ur­gen­te­men­te. Não só por­que são um gran­de im­por­ta­dor de ali­men­tos, da or­dem de US$ 160 bilhões por ano, mas tam­bém por se­rem os nos­sos mai­o­res con­cor­ren­tes no mun­do. O Bra­sil é im­por­tan­te em pro­du­tos co­mo so­ja em grão, car­nes, fru­tas, en­tre ou­tros pro­du­tos, mas os ame­ri­ca­nos es­tão sem­pre por per­to. O Bra­sil tem de co­or­de­nar, com os ame­ri­ca­nos, ques­tões li­ga­das, por exem­plo, à segurança ali­men­tar.

RU­RAL – E com a Eu­ro­pa?

JANK – A Eu­ro­pa é uma for­ma­do­ra de opi­nião. Nor­mal­men­te, ela li­de­ra campanhas que ata­cam o Bra­sil. Por exem­plo, em ques­tões de sustentabilidade, po­vos in­dí­ge­nas, uso de an­ti­bió­ti­co ou na área de qu­a­li­da­de, co­mo es­tá acon­te­cen­do ago­ra. Por is­so, é mui­to im­por­tan­te es­tar o tem­po in­tei­ro de­ba­ten­do, par­ti­ci­pan­do dos inú­me­ros even­tos que acon­te­cem. Bru­xe­las é o cen­tro da po­lí­ti­ca agrí­co­la co­mum, que é uma das mais for­tes e mais pro­te­ci­o­nis­tas do mun­do. O Bra­sil pre­ci­sa to­mar mui­to cui­da­do pa­ra não perder es­pa­ço na Eu­ro­pa. Por­que perder, por exem­plo, o mer­ca­do de car­ne po­de ri­co­che­te­ar em vá­ri­os ou­tros mer­ca­dos do mun­do. Ou se­ja, em vo­lu­me, a Eu­ro­pa ten­de a ser ca­da vez me­nor, mas não me­nos im­por­tan­te.

“A Ásia é um con­ti­nen­te de re­la­ci­o­na­men­tos e de cons­tru­ção de con­fi­an­ça”

MER­CA­DO: ho­je, 50% das ex­por­ta­ções agrí­co­las do Bra­sil são pa­ra a Ásia e esse vo­lu­me só ten­de a au­men­tar

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