FUTURISMO NAS RÉDEAS DO CAM­PO

Dinheiro Rural - - O CAMPO DIGITAL -

A pa­les­tran­te e pu­bli­ci­tá­ria Beia Car­va­lho, pre­si­den­te da con­sul­to­ria Fi­ve Ye­ars From Now, foi um dos des­ta­ques na agen­da de pa­les­tras do SAP Fó­rum Bra­sil, re­a­li­za­do em se­tem­bro, em São Pau­lo, pe­la ale­mã SAP. O even­to reu­niu gran­des per­so­na­li­da­des pa­ra de­ba­ter as ino­va­ções no meio em­pre­sa­ri­al. Foi a pri­mei­ra in­cur­são de Beia no se­tor agro­pe­cuá­rio e ele vê mui­tas trans­for­ma­ções pe­la fren­te.

Qual o fu­tu­ro do agro­ne­gó­cio?

Olhan­do pa­ra o fu­tu­ro, mes­mo não sen­do uma ver­da­de ab­so­lu­ta, ve­jo uma ten­dên­cia: a gran­de par­te das fa­zen­das não se­rão mais con­tro­la­das por fa­zen­dei­ros, mas por gran­des gru­pos de in­ves­ti­men­to.

On­de is­so se fun­da­men­ta?

É um pa­ra­le­lo que fa­ço com o se­tor de edu­ca­ção. Ele tem se­me­lhan­ças com o agro­ne­gó­cio. Am­bos os se­to­res têm a ori­gem de seu con­tro­le em pes­so­as que ti­nham a ver com a área. Os do­nos de es­co­las eram pro­fes­so­res, ho­je não mais. Quem dá as cartas são multinacionais in­gle­sas. Ve­jo que es­sa mu­dan­ça de co­man­do pos­sa acon­te­cer nas fa­zen­das.

Co­mo a sra. vê o agro­ne­gó­cio?

O mais emo­ci­o­an­te e in­crí­vel é o ta­ma­nho des­se se­tor. Por­que quan­do se fa­la em agro­ne­gó­cio, es­ta­mos fa­lan­do de um mun­do in­tei­ro. Tu­do pra­ti­ca­men­te es­bar­ra ne­le. É um mar de opor­tu­ni­da­des.

On­de es­tão es­sas opor­tu­ni­da­des?

As opor­tu­ni­da­des es­tão na so­lu­ção dos pro­ble­mas da ca­deia do agro­ne­gó­cio. Es­ta­mos em uma era de mui­ta pro­du­ção de da­dos. A ne­ces­si­da­de se­rá ter, ca­da vez mais, pes­so­as ca­pa­zes de in­ter­pre­tá­los e in­di­car os ru­mos pa­ra o se­tor.

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