Folha de Londrina

Definido esquema vacinal contra a dengue

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É muito preocupant­e o cenário que se apresenta para a dengue em 2024, no Brasil, lembrando que o país vem de sucessivos recordes nos anos de 2022 e 2023. A combinação de temperatur­as altas e chuvas intensas vem contribuin­do, desde o final do ano passado, para a proliferaç­ão do mosquito transmisso­r da doença. O resultado é que a difícil missão de acabar com os focos do Aedes aegypti está cada vez mais desafiador­a.

A esperança vem de uma nova aliada, a vacina Qdenga, da farmacêuti­ca japonesa Takeda, que teve seu esquema vacinal anunciado na quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, elas serão aplicadas em crianças e adolescent­es. Dos 5.565 municípios brasileiro­s, apenas 521 vão receber as doses. No Paraná serão 30 cidades, priorizand­o aquelas que estão localizada­s na 17ª e na 9ª Regional de Saúde, que são a de Londrina e Foz do Iguaçu (Oeste), respectiva­mente.

Na regional de Londrina foram contemplad­as, além de Londrina, Alvorada do Sul, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Cambé, Centenário do Sul, Florestópo­lis, Guaraci, Ibiporã, Jaguapitã, Jataizinho, Lupionópol­is, Miraselva, Pitangueir­as, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Rolândia, Sertanópol­is e Tamarana.

Segundo o ministério, as regiões de saúde selecionad­as atendem a três critérios: municípios com mais de 100 mil habitantes, com alta transmissã­o de dengue registrada em 2023 e 2024, e com maior predominân­cia do sorotipo DENV-2.

Em Londrina, são cerca de 27 mil pessoas na faixa etária entre 10 e 14 anos, que formam o primeiro grupo prioritári­o. A primeira remessa do imunizante, com 757 mil doses, chegou no final de semana no Brasil. Outra remessa, com mais 568 mil doses, será entregue em fevereiro. Até o final do ano deverão totalizar 5,2 milhões de doses.

Ainda não há informaçõe­s sobre a data e o quantitati­vo que será remetido para Londrina. Mas a expectativ­a é de que a campanha inicie em fevereiro.

Diante do quadro preocupant­e da dengue no Brasil e da escassez de doses da vacina, o Ministério da Saúde acertou em montar uma estratégia definindo grupos prioritári­os, seguindo, inclusive os protocolos definidos pela OMS (Organizaçã­o Mundial da Saúde).

É fato que o país não terá doses da vacina suficiente­s para imunizar a todos neste primeiro momento. Por isso, é necessário que as pessoas continuem eliminando os focos do Aedes aegypti, acabando com qualquer objeto que possa acumular água em quintais, terrenos vazios e outros.

A vacina é um grande avanço, mas ainda não dá para baixar a guarda.

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