Folha de Londrina

Fundo para socorrer companhias aéreas pode chegar a R$ 6 bilhões

Ministro Silvio Costa afirmou que o programa Voa Brasil, que oferecerá passagens a R$ 200, entrar áem vigor apa rtir do dia 5 de fevereiro

- Marianna Holanda e Victoria Azevedo

Brasília - O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou na noite desta quarta-feira (24) que o fundo em discussão no governo como parte da solução para socorrer empresas aéreas pode ter um valor de até R$ 6 bilhões.

“Iremos apresentar ao país um fundo de financiame­nto da aviação brasileira para que as empresas aéreas possam buscar crédito, se capitaliza­r e, com isso, poder ampliar investimen­tos na aviação”, disse.

“Isso vai desde refinancia­mento de dívidas, de investimen­tos em manutenção e também compra de novas aeronaves”, afirmou o ministro.

De acordo com Silvio Costa, o fundo está sendo discutido com o Ministério da Fazenda e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvi­mento Econômico e Social). A medida deverá ser apresentad­a em dez dias.

Sem entrar em detalhes sobre o modelo do fundo e a origem dos recursos, o ministro afirmou que serão “entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões” para as companhias aéreas.

Costa Filho se reuniu com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com representa­ntes de companhias aéreas brasileira­s no Palácio do Planalto, nesta quarta. Um novo encontro está previsto para ocorrer na próxima semana.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, na reunião também foi discutido o preço do querosene. Silvio Costa disse que nos próximos dias pretende “avançar com o diálogo” com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, “para apresentar efetivamen­te uma proposta”.

“Estamos discutindo a modelagem em relação ao QAV [querosene de aviação] e há uma sensibilid­ade da Petrobras de discutir isso. Estamos vendo a melhor formatação em discussão com as companhias aéreas e a Petrobras. Já houve uma redução no QAV em 2023 por conta do cenário internacio­nal, mas é preciso avançar ainda mais para ter redução de custos operaciona­is”, seguiu.

Uma das possibilid­ades na mesa do governo é avaliar como está a margem de lucro das distribuid­oras nos aeroportos, onde as aeronaves são abastecida­s, para checar se há alguma distorção. Segundo relatos, um levantamen­to está em elaboração.

O ministro também fez críticas ao governo Jair Bolsonaro (PL), afirmando que não houve nenhuma medida de socorro às companhias. As empresas têm-se queixado de crise nos caixas que se arrasta desde a pandemia da Covid-19.

“Nós não tivemos nos últimos quatro anos do governo anterior nenhum apoio concreto para as companhias aéreas brasileira­s, nenhuma agenda de redução de custos do querosene de aviação, nenhuma operação de crédito foi feita”, disse.

Como mostrou a coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo, a Gol cogita pedir recuperaçã­o judicial nos Estados Unidos.

Pessoas que participam das conversas afirmam que aderir ao Capítulo 11 da lei americana de falências é mais vantajoso do que pedir recuperaçã­o judicial no Brasil. Seriam abertas mais possibilid­ades de financiame­nto no exterior.

Segundo integrante­s do governo, não há prejuízo para eventual ajuda do Executivo caso a empresa declare recuperaçã­o judicial. Mas eles temem que isso possa desencadea­r um efeito cascata, acabando com a capacidade de crédito das companhias.

VOA BRASIL

Silvio Costa afirmou ainda que o programa Voa Brasil, que oferecerá passagens a R$ 200, entrará em vigor a partir do dia 5 de fevereiro. Haverá uma cerimônia de lançamento no mesmo dia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O programa será voltado a aposentado­s do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganham até dois salários mínimos e estudantes do ProUni.

“Já houve uma redução, m a s é preciso avanç a r ainda mais”

sas no dia a dia.

- Ofereça oportunida­des de desenvolvi­mento profission­al. Cursos, treinament­os e programas de capacitaçã­o ajudam os colaborado­res a aprimorar suas habilidade­s e ainda perceber que a empresa se preocupa com eles genuinamen­te.

- Crie um ambiente de trabalho leve e respeitoso. Quando as pessoas sentem que “estão em casa” e são bem tratadas por todo mundo, tendem a se compromete­r muito mais com a empresa.

- Promova um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Fique atento ao bem-estar de quem trabalha com você, reconhecen­do que as pessoas também têm uma vida lá fora que merece atenção. Lembre-se: quase todo mundo quer trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar.

Os colaborado­res geralmente não ingressam nas companhias como donos do emprego nem inquilinos. Eles se transforma­m em um ou outro dependendo do tipo de vínculo que a organizaçã­o estabelece com eles por meio de sua cultura, políticas e práticas de gestão.

Se a sua empresa conta com muitos profission­ais que simplesmen­te alugam o tempo, a falha maior possivelme­nte não está neles. O comportame­nto do time é uma consequênc­ia e não a causa.

Pense nisso!

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Wilson Dias/Agência Brasil Ministr odePo rtos eAe roportos, Silvio Costa Filho disse qu eof undo par aa s aéreas está sendo discutido com a Fazenda e o BNDES, com previsão de ser lançado em dez dias
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