CI­DA­DE GA­NHA ES­PA­ÇO PA­RA CUR­LING

Folha de S.Paulo - Sãopaulo - - Primeira Página -

O cur­ling, es­por­te de ori­gem es­co­ce­sa no qual os jo­ga­do­res “var­rem” o ge­lo após lan­ça­rem uma pe­dra na su­per­fí­cie ru­mo a um al­vo, po­de ser pra­ti­ca­do em pis­tas ofi­ci­ais em São Pau­lo des­de sá­ba­do (25).

Na da­ta do ani­ver­sá­rio da ci­da­de, foi inau­gu­ra­da no Mo­rum­bi a Are­na Ice Bra­sil São Pau­lo, área de en­tre­te­ni­men­to no ge­lo com três pis­tas ofi­ci­ais pa­ra a prá­ti­ca, além de rin­que pa­ra pa­ti­na­ção e hó­quei 3x3 (ver­são com me­nos jo­ga­do­res), ca­fé e bar.

Se­gun­do Mar­ce­lo Um­ti, ge­ren­te da CBDG (Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra de Des­por­tos no Ge­lo), a ideia, além de aco­lher qu­em quer pra­ti­car, é ofe­re­cer ofi­ci­nas.

“O car­ro-che­fe do es­pa­ço é o cur­ling. Além de ser um en­tre­te­ni­men­to de­mo­crá­ti­co, que qual­quer um po­de jo­gar, pla­ne­ja­mos ter bra­si­lei­ros lu­tan­do por va­gas nos Jo­gos de In­ver­no de 2026 ou 2030”, diz.

Se­gun­do ele, o em­pre­en­di­men­to de­ve re­ce­ber en­tre 250 e 350 pes­so­as em di­as úteis e en­tre 800 e 1.000 nos fins de se­ma­na.

CRÍ­QUE­TE

Os ti­mes, de 11 jo­ga­do­res, se al­ter­nam en­tre lan­çar e re­ba­ter. Na pri­mei­ra fun­ção, o ob­je­ti­vo é eli­mi­nar ri­vais. Uma for­ma de fa­zê-lo é der­ru­bar uma das bails (du­as pe­que­nas va­re­tas co­lo­ca­das so­bre três paus de ma­dei­ra, o wic­ket) com a bo­la. A es­tru­tu­ra fi­ca atrás do re­ba­te­dor. Quan­do dez jo­ga­do­res são eli­mi­na­dos, um in­nings (ou en­tra­da) aca­ba. Os re­ba­te­do­res jo­gam em du­pla (ca­da um nu­ma ba­se), com to­dos seus ad­ver­sá­ri­os es­pa­lha­dos pe­lo cam­po, e de­vem pon­tu­ar. Após a re­ba­ti­da, os jo­ga­do­res tro­cam de lu­gar quan­tas ve­zes for pos­sí­vel até que os ri­vais con­si­gam le­var a bo­la a uma ba­se. Ca­da tro­ca va­le um pon­to. Ou­tro jei­to de pon­tu­ar é man­dar a bo­la no li­mi­te do cam­po (ou fo­ra de­le). Se a bo­la não pin­ga, va­le 6 pon­tos; se o faz, 4. O jo­go tem 4 en­tra­das.

BEI­SE­BOL

Equi­pes se re­ve­zam en­tre lan­çar e re­ba­ter. No pri­mei­ro ca­so, de­vem eli­mi­nar ad­ver­sá­ri­os; no se­gun­do, pon­tu­ar. Pa­ra con­se­guir pon­tos, o re­ba­te­dor de­ve dar uma vol­ta com­ple­ta no ter­re­no (que tem qua­tro ba­ses). Is­so va­le um pon­to. Qu­em ar­re­mes­sa quer eli­mi­ná-lo. Um re­ba­te­dor é eli­mi­na­do se le­var três stri­kes. Um stri­ke acon­te­ce, por exem­plo, quan­do um ad­ver­sá­rio se­gu­ra a bo­la re­ba­ti­da an­tes que ela to­que o chão ou quan­do os ri­vais a le­vam a uma ba­se an­tes que o re­ba­te­dor che­gue ne­la (se não es­ti­ver se­gu­ro nu­ma ou­tra). Quan­do três atle­tas são eli­mi­na­dos, as equi­pes tro­cam de po­si­ção. Ga­nha qu­em ti­ver mais pon­tos após no­ve en­tra­das (pe­río­do em que os dois ti­mes ata­cam e de­fen­dem). Se hou­ver em­pa­te, jo­ga-se até al­guém ven­cer.

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