As­sas­si­na­tos ca­em 10% em 2018, mas po­lí­cia ma­ta mais

Da­dos re­gis­tram pri­mei­ro re­cuo des­de 2015; RJ tem a for­ça de se­gu­ran­ça mais le­tal

Folha de S.Paulo - - Primeira Página - Thi­a­go Amâncio

O nú­me­ro de as­sas­si­na­tos no país caiu pe­la pri­mei­ra vez em três anos. Fo­ram 57.341 ca­sos em 2018, pa­ta­mar in­fe­ri­or ao re­gis­tra­do em 2014.

A quan­ti­da­de de pes­so­as mor­tas pe­la po­lí­cia, po­rém, ba­teu re­cor­de, com 6.220 ca­sos. Is­so sig­ni­fi­ca que 1 em ca­da 10 mor­tes vi­o­len­tas é cau­sa­da por um po­li­ci­al.

Os da­dos são do 13º Anuá­rio Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, di­vul­ga­do on­tem pe­lo Fó­rum Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca.

São Pau­lo é o es­ta­do com a me­nor ta­xa de as­sas­si­na­tos do país: 9,5 mor­tes a ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes em 2018. É tam­bém um dos lu­ga­res em que a po­lí­cia mais ma­ta.

Em 2018, 19,7% das ocor­rên­ci­as no es­ta­do fo­ram cau­sa­das por agen­tes.

Os dois fa­to­res, po­rém, nem sem­pre se re­la­ci­o­nam. No Rio, 22,8% das mor­tes vi­o­len­tas no ano pas­sa­do fo­ram co­me­ti­das por for­ças de se­gu­ran­ça, en­quan­to a ta­xa de as­sas­si­na­tos é de 39,1 por 100 mil mo­ra­do­res.

A le­ta­li­da­de po­li­ci­al no Brasil cres­ce pe­lo me­nos des­de 2016. Hou­ve al­ta de 20% em 2018 so­bre 2017 e de 47% em re­la­ção a 2016.

O per­fil das ví­ti­mas mos­tra que a mai­or par­te é ne­gra (75,4%), tem en­tre 18 e 29 anos (68,2%) e es­tu­dou ape­nas até o en­si­no fun­da­men­tal (81,5%).

são pau­lo O nú­me­ro de as­sas­si­na­tos no Brasil caiu pe­la pri­mei­ra vez em três anos. Fo­ram 57.341 ca­sos em 2018, pa­ta­mar in­fe­ri­or ao re­gis­tra­do em 2014. Por ou­tro la­do, o nú­me­ro de pes­so­as mor­tas pe­la po­lí­cia ba­teu re­cor­de no pe­río­do, che­gan­do a 6.220 ca­sos.

Is­so sig­ni­fi­ca que 1 em ca­da 10 mor­tes vi­o­len­tas no país é cau­sa­da por um po­li­ci­al.

Os da­dos são do 13º Anuá­rio Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, di­vul­ga­do pe­lo Fó­rum Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca.

A or­ga­ni­za­ção com­pi­la in­for­ma­ções das se­cre­ta­ri­as es­ta­du­ais de Se­gu­ran­ça so­bre ho­mi­cí­di­os, la­tro­cí­ni­os, le­sões cor­po­rais se­gui­das de mor­te e mor­tes em de­cor­rên­cia de in­ter­ven­ções po­li­ci­ais. A so­ma des­sas in­for­ma­ções ge­ra o que o Fó­rum cha­ma de mor­tes vi­o­len­tas in­ten­ci­o­nais.

É con­sen­so en­tre es­pe­ci­a­lis­tas que a evo­lu­ção dos as­sas­si­na­tos nun­ca po­de ser ex­pli­ca­da por um só fa­tor. A di­re­to­ra-exe­cu­ti­va do Fó­rum, Sa­mi­ra Bu­e­no, afir­ma que há três prin­ci­pais hi­pó­te­ses pa­ra a re­du­ção de mor­tes no Brasil.

Pri­mei­ro, um tra­ba­lho es­pe­cí­fi­co de go­ver­nos es­ta­du­ais, que cri­a­ram po­lí­ti­cas pa­ra a re­du­ção de as­sas­si­na­tos, em ge­ral com co­or­de­na­ção do tra­ba­lho de po­lí­ci­as, e con­se­gui­ram bai­xar as ta­xas de vi­o­lên­cia. É o ca­so do Es­pí­ri­to San­to ou de Per­nam­bu­co, que ti­ve­ram que­das en­tre 2017 e 2018. É a aná­li­se da re­a­li­da­de lo­cal que aju­da a for­ne­cer as prin­ci­pais res­pos­tas pa­ra a que­da de ho­mi­cí­di­os.

Em se­gun­do lu­gar, afir­ma, há o pa­pel das fac­ções cri­mi­no­sas, com um con­fli­to en­tre PCC e Co­man­do Ver­me­lho que es­tou­rou em 2016 e che­gou ao seu ápi­ce em 2017, dei­xan­do um ras­tro de san­gue so­bre­tu­do no Nor­te e no Nor­des­te, o que ele­vou o ín­di­ce de ho­mi­cí­di­os na­que­le ano.

Uma po­lí­cia mais agres­si­va e des­con­tro­la­da ge­ra res­pos­tas mais vi­o­len­tas, por par­te do cri­me, nu­ma es­pi­ral de vi­o­lên­cia po­li­ci­al e vi­o­lên­cia cri­mi­nal

Leandro Pi­quet

Por fim, há o as­pec­to de­mo­grá­fi­co, com a que­da de na­ta­li­da­de. A úl­ti­ma pes­qui­sa Atlas da Vi­o­lên­cia fa­la em re­du­ção de 25% na pro­por­ção de ho­mens jo­vens (de 15 a 29 anos) até 2030 na po­pu­la­ção, per­fil que com­põe a mai­or par­te das ví­ti­mas de ho­mi­cí­dio no país.

O governo de Jair Bol­so­na­ro (PSL) e al­guns go­ver­nos es­ta­du­ais ci­tam tam­bém as po­lí­ti­cas mais du­ras de se­gu­ran­ça co­mo fa­tor de dis­su­a­são de cri­mi­no­sos, o que con­tri­bui­ria pa­ra a ten­dên­cia de que­da dos ín­di­ces que, se­gun­do da­dos pre­li­mi­na­res, se man­tém es­te ano, após sua pos­se.

Ape­sar da re­du­ção re­cen­te, en­tre­tan­to, o Brasil ain­da é um dos paí­ses mais vi­o­len­tos do mun­do, com ta­xas de as­sas­si­na­tos mui­to mai­o­res que a de paí­ses co­mo Mé­xi­co, Argentina, Es­ta­dos Uni­dos ou Por­tu­gal.

Pa­ra o di­re­tor-pre­si­den­te do Fó­rum, Re­na­to Sér­gio de Li­ma, a que­da de 2018 mos­tra, na ver­da­de, uma es­ta­bi­li­za­ção dos ho­mi­cí­di­os, já que ago­ra a ta­xa se apro­xi­ma da de anos re­cen­tes. O eco­no­mis­ta Da­ni­el Cer­quei­ra afir­ma que “é um pro­ces­so es­ta­tís­ti­co na­tu­ral. Se so­be mui­to em um ano, é nor­mal que caia no ano se­guin­te.”

pro­fes­sor da USP

Em­bo­ra o to­tal de ho­mi­cí­di­os te­nha atin­gi­do re­cor­de em 2017, na­que­le ano 15 es­ta­dos já apre­sen­ta­vam que­da de mor­tes em re­la­ção ao ano an­te­ri­or. Ago­ra, a ta­xa de mor­tes caiu em 24 de­les.

São Pau­lo é o es­ta­do com a me­nor ta­xa de as­sas­si­na­tos do país, ten­do re­gis­tra­do 9,5 mor­tes a ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes em 2018. É tam­bém um dos es­ta­dos em que a po­lí­cia mais ma­ta, pro­por­ci­o­nal­men­te ao to­tal de mor­tes: 19,7% das mor­tes vi­o­len­tas fo­ram cau­sa­das por po­li­ci­ais.

Os dois fa­to­res, po­rém, nem sem­pre se re­la­ci­o­nam. No Rio de Janeiro, 22,8% das mor­tes vi­o­len­tas em 2018 fo­ram co­me­ti­das por agen­tes de se­gu­ran­ça, en­quan­to a ta­xa de as­sas­si­na­tos é de 39,1 por 100 mil mo­ra­do­res, mui­to aci­ma da mé­dia do país, de 27,5/100 mil, e com um re­cuo de 3% em re­la­ção ao ano an­te­ri­or.

É do Rio, aliás, que veio um quar­to de to­das as 6.220 mor­tes por po­li­ci­ais no Brasil. Fo­ram 1.534 em ter­ras flu­mi­nen­ses no ano pas­sa­do.

Leandro Pi­quet Car­nei­ro, pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo, afir­ma que os da­dos po­dem mos­trar “mui­to mais um des­con­tro­le do que uma efe­ti­vi­da­de”. “O Rio tem vi­vi­do uma si­tu­a­ção de des­con­tro­le em fun­ção da fal­ta de política de se­gu­ran­ça pú­bli­ca”, afir­ma ele. “Uma po­lí­cia mais agres­si­va e des­con­tro­la­da ge­ra res­pos­tas mais vi­o­len­tas, por par­te do cri­me, nu­ma es­pi­ral de vi­o­lên­cia po­li­ci­al e vi­o­lên­cia cri­mi­nal.”

Em Per­nam­bu­co, on­de a po­lí­cia ma­ta pou­co (2,4% dos as­sas­si­na­tos), hou­ve uma que­da de 15,2% na ta­xa de ho­mi­cí­di­os do es­ta­do en­tre 2017 e 2018, em­bo­ra o ín­di­ce ain­da se­ja al­to (43,9 mor­tes vi­o­len­tas a ca­da 100 mil ha­bi­tan­tes).

As mor­tes por po­li­ci­ais man­têm a ten­dên­cia de al­ta ao me­nos des­de 2016 (an­tes dis­so os da­dos eram me­nos con­fiá­veis). Hou­ve al­ta de 20% em 2018 so­bre 2017 e de 47% em re­la­ção a 2016.

Uma aná­li­se do per­fil dos mor­tos pe­la po­lí­cia no Brasil mos­tra que a mai­or par­te das ví­ti­mas é ne­gra (75,4%), es­tu­dou ape­nas até o en­si­no fun­da­men­tal (81,5%) e tem en­tre 18 e 29 anos (68,2%).

Es­ses fenô­me­nos to­dos são co­mu­men­te as­so­ci­a­dos, por di­fe­ren­tes la­dos, ao governo Bol­so­na­ro, já que o pre­si­den­te foi elei­to com um dis­cur­so for­te­men­te ba­se­a­do na se­gu­ran­ça pú­bli­ca.

Go­ver­nis­tas, e o pró­prio ministro da Justiça, Ser­gio Mo­ro, exal­tam uma re­du­ção de ho­mi­cí­di­os no país. Opo­si­to­res afir­mam que o dis­cur­so be­li­co­so do pre­si­den­te se re­fle­te nas ins­ti­tui­ções po­li­ci­ais, que aca­bam por ma­tar mais.

A pes­qui­sa do Fó­rum Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca mos­tra, po­rém, que es­sas são ten­dên­ci­as que já vi­nham des­de o úl­ti­mo ano do governo Mi­chel Te­mer (MDB).

Jo­sé Vi­cen­te da Sil­va Fi­lho, co­ro­nel da re­ser­va da PM de São Pau­lo e ex-se­cre­tá­rio Na­ci­o­nal de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca, afir­ma que não há in­dí­ci­os de que a re­du­ção de ho­mi­cí­di­os es­te­ja re­la­ci­o­na­da à vi­o­lên­cia po­li­ci­al.

“O que nós per­ce­be­mos é que a po­lí­cia tem que es­tar nos pon­tos de al­ta incidência de cri­mes, on­de aca­ba ha­ven­do con­fron­tos le­tais. O que po­de ha­ver é uma re­la­ção en­tre le­ta­li­da­de po­li­ci­al e cri­mes pa­tri­mo­ni­ais, co­mo rou­bos”, diz.

Hou­ve que­da em to­dos os re­gis­tros de cri­mes pa­tri­mo­ni­ais en­tre 2017 e 2018, se­gun­do os da­dos do Fó­rum.

Por ou­tro la­do, o país con­se­guiu re­du­zir o nú­me­ro de po­li­ci­ais mor­tos, de 373 em 2017 pa­ra 343 no ano se­guin­te. Três quar­tos des­sas mor­tes são de po­li­ci­ais que es­ta­vam fo­ra de ser­vi­ço no mo­men­to em que fo­ram as­sas­si­na­dos.

“A mai­or par­te das mor­tes pro­vo­ca­das por in­ter­ven­ções po­li­ci­ais acon­te­ceu com po­li­ci­ais em ser­vi­ço. Mas a mai­or par­te dos po­li­ci­ais que mor­rem es­tá fo­ra de ser­vi­ço. São fenô­me­nos dis­tin­tos. Po­de ser por­que os agen­tes es­tão fa­zen­do bi­cos, e mor­rem qu­an­do cri­mi­no­sos des­co­brem que eles são po­li­ci­ais. Po­de ser por­que po­li­ci­ais es­tão mais sus­ce­tí­veis a re­a­gir. Is­so mos­tra co­mo os po­li­ci­ais fi­cam vul­ne­rá­veis fo­ra do ho­rá­rio de tra­ba­lho”, afir­ma Sa­mi­ra Bu­e­no, que es­tu­dou a le­ta­li­da­de po­li­ci­al em sua pes­qui­sa de dou­to­ra­do.

A pes­qui­sa mos­tra tam­bém que 104 po­li­ci­ais se sui­ci­da­ram no Brasil no ano pas­sa­do. A mai­or par­te de­les (80) era po­li­ci­al mi­li­tar —no ano an­te­ri­or, fo­ram 73 sui­cí­di­os, 52 de po­li­ci­ais mi­li­ta­res.

O Fó­rum Bra­si­lei­ro de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca di­vul­ga os da­dos da se­gu­ran­ça no país uma vez por ano. A or­ga­ni­za­ção se­pa­ra as uni­da­des fe­de­ra­ti­vas em qua­tro gru­pos de qua­li­da­de da informação —os pi­o­res são Ro­rai­ma e To­can­tins, que a or­ga­ni­za­ção afir­ma que “não há co­mo ates­tar a qua­li­da­de dos da­dos, pois a UF op­tou por não res­pon­der o ques­ti­o­ná­rio de ava­li­a­ção.” As in­for­ma­ções são for­ne­ci­das pe­las se­cre­ta­ri­as de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca de ca­da es­ta­do.

Vi­o­lên­cia po­li­ci­al po­de re­ver­ter que­da, diz ex-ministro

A re­du­ção de ho­mi­cí­di­os no país é re­sul­ta­do de um bom tra­ba­lho fei­to, so­bre­tu­do, pe­los go­ver­na­do­res es­ta­du­ais. Mas o ce­ná­rio po­si­ti­vo po­de se re­ver­ter se a po­lí­cia ti­ver “li­cen­ça pa­ra ma­tar”. É pre­ci­so au­men­tar o in­ves­ti­men­to na área da se­gu­ran­ça e fo­car na pre­ven­ção, não só na re­pres­são, pa­ra que a vi­o­lên­cia di­mi­nua no país.

Es­sa é a ava­li­a­ção de Raul Jung­mann, que foi ministro da Defesa e da Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca du­ran­te o governo Mi­chel Te­mer (2016-2018).

Jung­mann co­me­mo­rou os nú­me­ros do ano pas­sa­do. “Eu atri­buo a re­du­ção prin­ci­pal­men­te aos es­for­ços de go­ver­na­do­res em ano elei­to­ral, qu­an­do to­das as pes­qui­sas de opinião in­di­ca­vam que ha­via um for­te de­se­jo dos elei­to­res de re­du­ção da cri­mi­na­li­da­de.”

Jung­mann afir­ma tam­bém que 2017, que te­ve um pi­co mor­tes vi­o­len­tas, foi um ano atí­pi­co. “Em 2017 hou­ve um con­fli­to for­te en­tre fac­ções cri­mi­no­sas, que se­re­nou de­pois. Hou­ve mui­tas ope­ra­ções de Ga­ran­tia da Lei e da Or­dem, em que foi pre­ci­so co­lo­car as For­ças Ar­ma­das em si­tu­a­ções crí­ti­cas, co­mo no Es­pí­ri­to San­to e em Per­nam­bu­co”, diz ele.

So­bre a le­ta­li­da­de po­li­ci­al, ele afir­ma, po­rém, que “há uma clas­se, ho­je, par­ti­cu­lar­men­te no Rio de Janeiro, que ade­re a es­se ti­po de política [de que a po­lí­cia deve ser mais le­tal], mas que não sa­be o que es­tá ges­tan­do. Is­so apro­xi­ma a po­lí­cia mui­to mais das mi­lí­ci­as, que é al­go que te­mos que com­ba­ter”.

“A po­lí­cia vi­o­len­ta po­de, num pri­mei­ro mo­men­to, bai­xar o ín­di­ce de mor­tes. Mas is­so não é sus­ten­tá­vel, a vi­o­lên­cia so­be de­pois. Por­que is­so cor­rói a dis­ci­pli­na, a hi­e­rar­quia e a pró­pria al­ma das po­lí­ci­as, por­que o pa­pel de­la é guar­dar, pro­te­ger e so­bre­tu­do obe­de­cer à lei”, diz.

“Qu­an­do vo­cê dá li­cen­ça à po­lí­cia pa­ra ma­tar, vo­cê a cor­rom­pe mo­ral­men­te, por­que não exis­te pe­na de mor­te no país, e o po­li­ci­al é que vai de­ci­dir quem vi­ve ou quem mor­re”, afir­ma o ex-ministro.

Pa­ra que o país man­te­nha a que­da de mor­tes, diz o ex­mi­nis­tro, é pre­ci­so, pri­mei­ro, des­con­tin­gen­ci­ar re­cur­sos da se­gu­ran­ça pú­bli­ca e vol­tar a in­ves­tir na área. De­pois, é pre­ci­so in­ves­tir em pre­ven­ção.

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