Folha de S.Paulo

Escreveu sua história no basquete brasileiro e europeu

- Patrícia Pasquini coluna.obituario@grupofolha.com.br

SÃO PAULO Não só a altura de 1,89 m e o talento fizeram da ex-pivô tetracampe­ã nacional de basquete Geisa Oliveira uma gigante dentro e fora das quadras.

“A Geisa era uma moça muito comprometi­da e dedicada ao representa­r uma equipe. Sempre foi adorada por todos e isso é difícil no meio”, diz Ricardo Molina, presidente da LBF (Liga de Basquete Feminino), entidade da qual a esportista atuou como representa­nte oficial de jogos.

A ex-pivô era constantem­ente elogiada pela facilidade de se relacionar com todos. Apesar da personalid­ade forte, o que é comum no esporte, lembra Molina, ela era simples, humilde, bondosa e agradável.

“Para montar uma equipe estudamos alguns nomes e o da Geisa não tinha rejeição. Uma atleta envolvida, comprometi­da e excelente para conviver em grupo. Vai fazer muita falta. Tive a oportunida­de de trabalhar com ela como jogadora em Americana e como representa­nte na LBF. Uma pessoa do bem que nos deixa”, afirma Molina.

Geisa morreu no dia 17 de setembro, aos 42 anos, após sofrer uma parada cardiorres­piratória em Campinas (a 93 km de SP), onde morava. Ela estava grávida de três meses do primeiro filho.

A tragédia causou comoção entre os amigos, que usaram as redes sociais para homenageá-la. Foi o caso da jogadora Clarissa dos Santos, no Instagram. “Geisa foi mais do que uma atleta multicampe­ã, foi uma mulher sempre muito admirada por nós, que nos abraçava forte, fazia amigas e deixava boas lembranças por onde passava”, diz parte do texto.

Paulistana, a atleta começou a carreira aos 12 anos, no Clube de Regatas Tietê (na zona norte da capital paulista). Em Campinas, fez a base pela Ponte Preta e Microcamp. Geisa foi campeã duas vezes com o elenco do Americana, uma com o Vasco-RJ e outra com o Ourinhos-SP.

Além de vestir a camisa da seleção brasileira, por anos atuou no basquete europeu, com passagens por Espanha, Itália e Hungria. Retornou ao país em 2012 e disputou a LBF no ano seguinte por São José dos Campos.

Após a aposentado­ria, atuou em campeonato­s master e universitá­rios.

PEISACH USZER BROMBERG

Aos 82, viúvo. Domingo (19/9). Cemitério Israelita do Butantã, Jardim Educandári­o, São Paulo (São Paulo)

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Nesta terça (21/9) às 18h30, Igreja Santíssimo Sacramento, Paraíso São Paulo (SP)

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