SU­PER­MER­CA­DOS OFE­RE­CEM BO­AS OFER­TAS E VOLUME

Folha De S.Paulo - Saopaulo - - Capa -

Pre­ci­sa de um vi­nho pa­ra ho­je à noi­te e a bom pre­ço? Os su­per­mer­ca­dos são im­ba­tí­veis nes­ses que­si­tos. Além do al­to po­der de ne­go­ci­a­ção em fun­ção do volume que com­pram —em 2017, o Pão de Açú­car atin­giu a mar­ca de 18,4 mi­lhões de gar­ra­fas ven­di­das—, as re­des de va­re­jo es­tão in­ves­tin­do ca­da vez mais na im­por­ta­ção di­re­ta.

No Zaf­fa­ri, que tem du­as uni­da­des em São Pau­lo, os ró­tu­los ex­clu­si­vos, com­pra­dos di­re­ta­men­te das vi­ní­co­las es­tran­gei­ras, che­gam cus­tan­do até 50% me­nos, com­pa­ra­dos a vi­nhos da mes­ma ca­te­go­ria. Não por aca­so, eles já re­pre­sen­tam 70% das ven­das en­tre vi­nhos im­por­ta­dos.

Não es­pe­re, con­tu­do, en­con­trar ade­gas mui­to va­ri­a­das —chi­le­nos e ar­gen­ti­nos são os mais pro­cu­ra­dos e, con­se­quen­te­men­te, do­mi­nam o es­pa­ço das pra­te­lei­ras. E não só por cau­sa do pre­ço.

“O bra­si­lei­ro tem cla­ra pre­fe­rên­cia pelo vi­nho fru­ta­do e al­coó­li­co do No­vo Mun­do, pe­la per­cep­ção de dul­çor. É uma ca­rac­te­rís­ti­ca tí­pi­ca do con­su­mi­dor ini­ci­an­te, que há pou­co tem­po só co­nhe­cia vi­nhos de me­sa”, ex­pli­ca Gil­ber­to Me­dei­ros, pre­si­den­te da As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Ami­gos do Vi­nho (Sbav-SP).

Pa­ra os es­pe­ci­a­lis­tas, con­tu­do, a as­ses­so­ria pres­ta­da pe­los aten­den­tes dos su­per­mer­ca­dos ain­da dei­xa a de­se­jar.

“Se a for­ma­ção des­ses pro­fis­si­o­nais fos­se me­lhor, o con­su­mi­dor se sen­ti­ria mais se­gu­ro pa­ra ar­ris­car. Qu­em com­pra sem ori­en­ta­ção aca­ba op­tan­do pelo vi­nho mais ba­ra­to”, diz Wes­ley Mo­rei­ra.

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