QUEM OU­VE

Folha de S.Paulo - Saopaulo - - /cultura -

En­tre os ri­ma­do­res, a li­nha mais elo­gi­a­da é a 2-Ver­de, de­vi­do ao po­der aqui­si­ti­vo dos fre­quen­ta­do­res. Sob co­man­do pri­va­do, a 4-Ama­re­la é evi­ta­da, pois se­gu­ran­ças apa­re­cem com mais frequên­cia.

Ao se­rem abor­da­das de sur­pre­sa, al­guns pas­sa­gei­ros têm re­a­ções ines­pe­ra­das.

“Um dia, na li­nha Ver­de, a mu­lher ta­va cho­ran­do no va­gão. Fiz ela rir com uma rima, e ela me deu R$ 50. De­pois fa­lou que ti­nha aca­ba­do de ter­mi­nar com o ma­ri­do e que eu trou­xe ale­gria pro dia de­la”, lem­bra Jo­natha.

O Me­trô não per­mi­te ri­mas em su­as de­pen­dên­ci­as. Quan­do fla­gra­dos, os rap­pers são re­ti­ra­dos pe­los se­gu­ran­ças, mas pa­gam uma nova ta­ri­fa e vol­tam a atu­ar.

Para eles, a mú­si­ca am­bi­en­te ins­ta­la­da em trens e es­ta­ções é uma ma­nei­ra de atra­pa­lhar quem se apre­sen­ta nos va­gões. “É al­go para ten­tar ti­rar a gen­te, mas re­sis­ti­mos”, diz Jo­natha. ★

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