THE RAEBURN

Folha de S.Paulo - Saopaulo - - /viaja -

que es­tu­dam na Ge­or­ge He­ri­ot’s Scho­ol, on­de os alu­nos usam uni­for­me com gra­va­ta, bra­são e ca­pa e são di­vi­di­dos pe­lo sis­te­ma de “ca­sas”, exa­ta­men­te co­mo na Es­co­la de Ma­gia e Bru­xa­ria de Hogwarts.

A es­co­la (só dá pa­ra olhar de fo­ra), o ce­mi­té­rio de Grey­fri­ars Kirkyard, a rua Vic­to­ria e dois dos ca­fés on­de Har­ry “nas­ceu” es­tão no ro­tei­ro a pé que qual­quer de­vo­to da au­to­ra vai ado­rar per­cor­rer.

Po­de pa­re­cer meio té­tri­co fa­zer tu­ris­mo no ce­mi­té­rio, mas acon­te­ce que, mes­mo an­tes de Har­ry Pot­ter, o Grey­fri­ars Kirkyard já era atra­ção na ci­da­de. Ali es­tá en­ter­ra­do o ca­chor­ro Bobby, que per­ten­cia a um vi­gi­lan­te no­tur­no da po­lí­cia de Edim­bur­go e, diz a len­da, pas­sou 14 anos gu­ar­dan­do o tú­mu­lo de seu dono. Na por­ta, a es­tá­tua em ta­ma­nho re­al de Bobby re­ce­be ca­ri­nhos o tem­po to­do —cons­ta que dá sor­te aca­ri­ci­ar o fo­ci­nho de tão le­al ami­go.

Lá den­tro, qual­quer “pot­terhe­ad” —no­me da­do aos fãs do per­so­na­gem— aten­to vai en­con­trar di­ver­sas re­fe­rên­ci­as. Em um dos tú­mu­los, es­tá en­ter­ra­do, por exem­plo, o po­e­ta William McGo­na­gall. Em ou­tro, um su­jei­to cha­ma­do Tho­mas Rid­dell, que mor­reu em 1806. Só pa­ra lem­brar, a pro­fes­so­ra de trans­fi­gu­ra­ção de Hogwarts se cha­ma Mi­ner­va McGo­na­gall. E o no­me ori­gi­nal de Lor­de Val­de­mort é Tom Rid­dle. No dia do ani­ver­sá­rio de Vol­de­mort, 31 de de­zem­bro, o tú­mu­lo de Tho­mas Rid­dell vi­ra pon­to de en­con­tro dos ad­mi­ra­do­res do la­do ne­gro da ma­gia. E eles são tan­tos que o ce­mi­té­rio te­ve de re­for­çar o pi­so à sua vol­ta.

Dois dos ca­fés fre­quen­ta­dos por J.K. Ro­wling en­tram no ro­tei­ro. Um de­les é o The Elephant Hou­se, cu­jas ja­ne­las têm vis­ta pa­ra o ce­mi­té­rio —e pa­ra o cas­te­lo de Edim­bur­go. Sem­pre lo­ta­do e com fi­la na por­ta, o Elephant ado­tou a des­cri­ção “ber­ço do Har­ry Pot­ter” e faz ren­der sua li­ga­ção com o bru­xo. Tem fo­to da au­to­ra na pa­re­de, ba­nhei­ros pi­cha­dos com re­ca­dos dos fãs e su­ve­ni­res à ven­da. Em pos­tu­ra opos­ta, ou­tro pre­fe­ri­do da es­cri­to­ra, o mais afas­ta­do Spo­on, não vi­ve da fa­ma de Har­ry. Ali, qu­a­se não en­tra tu­ris­ta e é até cons­tran­ge­dor fa­zer fo­tos do am­bi­en­te. Mas va­le a pe­na ir até lá mes­mo as­sim.

Na Vic­to­ria Stre­et, fantasia e re­a­li­da­de se mis­tu­ra­ram de­fi­ni­ti­va­men­te. A rua curva, que vi­rou fic­ção ao ter si­do a ins­pi­ra­ção pa­ra o Be­co Di­a­go­nal dos li­vros, trans­for­mou a ima­gi­na­ção de J.K. Ro­wling em fa­to, ago­ra que mui­tas de su­as lo­jas são vol­ta­das pa­ra pro­du­tos re­la­ci­o­na­dos ao uni­ver­so do ado­ra­do bru­xi­nho. ★ O tra­di­ci­o­nal ho­tel de lu­xo, que fun­ci­o­na em um pré­dio cons­truí­do em 1832, tem diá­ri­as a par­tir de £ 140 (cer­ca de R$ 675), com ca­fé da ma­nhã /the­ra­e­burn.com

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