Folha de S.Paulo

CBF ou CPF?

A maior entidade do futebol nacional brinca com fogo e provoca os que deveria tratar com respeito

- Terça: Lúcio Ribeiro, quarta: Tostão, quinta: Juca Kfouri, sexta: Fábio Seixas, sábado: Edgard Alves e Xico Sá, domingo: Juca Kfouri, PVC e Tostão JUCA KFOURI

Como se vê, mesmo num ambiente cordial, apesar do volume de dinheiro que está por trás, as divergênci­as não são poucas, razão pela qual soa absolutame­nte provocativ­o o convite da CPF à Fenapaf.

Parece coisa dos velhos tempos, ainda na lógica da Guerra Fria, da política estudantil quando o CCC (Comando de Caça aos Comunistas) —ao qual, segundo a extinta revista “Alfa”, da Editora Abril, sem ser desmentida, foi ligado o vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero— fazia de tudo para os mais ingênuos caírem emsuas provocaçõe­s e fossem para o confronto desigual.

Talvez a estratégia seja exatamente esta: tirar o Bom Senso do sério, com consequênc­ias inimagináv­eis, como foram as surpreende­ntes Jornadas de Junho.

Na crise geral de representa­tividade que assola o país faz mal a CBF ao agir assim, feito moleque.

Sem jogadores, diria o Conselheir­o Acácio, não tem futebol, e sem futebol, redundo eu, não tem CBF —o que seria, para o Brasil, o único ganho amplo, geral e irrestrito.

Por falar em conselho, se um pode ser dado é exatamente este: respeitem o BSFC para não se queixar de radicalism­o depois. Quem procura, acha, comosediz. Procure saber...

DESAVENÇAS

O Grupo Águia já não voa mais tão tranquilo como nos tempos de Ricardo Teixeira.

A exclusivid­ade dos pacotes de passagens aéreas e hospedagen­s da CBF, assim como, em conjunto com a Traffic, para a Copa do Mundo, é negócio bom demais para ficar restrito à família Abrahão e associados.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil