As 12 horas do ge­ne­ral francês

Folha de S.Paulo - - Eleições 2018 -

No iní­cio da noi­te de 30 de mar­ço de 1964 nem o ge­ne­ral Olím­pio Mou­rão Fi­lho sa­bia que der­ru­ba­ria o presidente João Gou­lart. Só du­ran­te a ma­dru­ga­da de 31 é que ele dis­pa­rou te­le­fo­ne­ma­sa­nun­ci­an­do­que­se­re­be­la­ra.

Ha­via di­ver­sas cons­pi­ra­ções em cur­so, mas ne­nhu­ma de­las estava as­so­ci­a­da a Mou­rão, cu­ja tropa era des­pi­ci­en­da. Às oi­to da ma­nhã o ge­ne­ral Amaury Kru­el, co­man­dan­te das guar­ni­ções de São Paulo, re­cu­sou-se a en­trar na­qui­lo que cha­mou de a “quar­te­la­da do se­nhor Mou­rão”.

No fim da noi­te, Kru­el entrou e de­ci­diu a pa­ra­da. Res­ta­va a João Gou­lart a tropa do Rio, mas ao lon­go da ma­nhã ela der­re­teu. Às 13h do dia 1º de abril o ge­ne­ral Cas­tel­lo Bran­co te­le­fo­nou a um ami­go di­zen­do

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