PRA­ZER DE CRI­AR JUN­TO

Paul McCart­ney e a mú­si­ca con­ti­nu­a­ram em bus­ca de co­la­bo­ra­ções de sucesso

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA ESPECIAL PAUL MACCARTNEY - 2 - - ÍNDICE - Tex­to Nathá­lia Pic­co­li/ Co­la­bo­ra­do­ra De­sign Ana Pau­la Mal­do­na­do

Des­de os tem­pos da du­pla Len­non/McCart­ney, Paul tem o cos­tu­me de fe­char par­ce­ri­as com gran­des gê­ni­os

Apar­ce­ria en­tre John Len­non e Paul McCart­ney é uma das co­la­bo­ra­ções mu­si­cais mais co­nhe­ci­das e bem su­ce­di­das da his­tó­ria. Em se­te anos, en­tre 1962 e 1969, os dois es­cre­ve­ram e pu­bli­ca­ram, apro­xi­ma­da­men­te, 180 can­ções. Após a par­ce­ria que o le­vou ao es­tre­la­to com Len­non e os Be­a­tles, Paul con­ti­nu­ou sua car­rei­ra re­a­li­zan­do gran­des co­la­bo­ra­ções mu­si­cais com ou­tros artistas.

El­vis Cos­tel­lo

Es­sa é con­si­de­ra­da uma das me­lho­res par­ce­ri­as de Paul após John Len­non. O resultado ren­deu cin­co com­po­si­ções pa­ra o álbum Flowers in the Dirt, de 1989. São elas: My Bra­ve Fa­ce, You Want Her Too, Don’t Be Ca­re­less Lo­ve, That Day is Do­ne Back on My Fe­et.

eDa­vid Gil­mour

Run De­vil Run, o pri­mei­ro álbum de Paul lan­ça­do após a mor­te de sua es­po­sa, Lin­da, te­ve o líder do Pink Floyd co­mo uma es­pé­cie de músico de apoio quan­do ele de­ci­diu vol­tar às su­as ori­gens, com um disco de ver­sões de clás­si­cos do rock ‘n roll.

Ste­vie Won­der

Es­se en­con­tro acon­te­ceu em apoio à in­te­gra­ção e har­mo­nia ra­ci­al en­tre as pes­so­as e te­ve a mú­si­ca Ebony and Ivory co­mo uma di­re­ta so­bre o as­sun­to. A can­ção foi lan­ça­da em 1982, no disco Tug of WarI, e foi o quar­to mai­or hit do ano nas pa­ra­das da Bill­bo­ard. Paul con­ta que o tí­tu­lo foi inspirado ao ou­vir o músico e co­me­di­an­te, Spi­ke Mil­li­gan, di­zer: “No­tas pre­tas, no­tas bran­cas, e vo­cê pre­ci­sa to­car as du­as pra fa­zer har­mo­nia, gen­te!”.

Carl Per­kins

Gran­de fã de um dos mai­o­res íco­nes dos anos 50, Carl Per­kins, Paul li­gou pa­ra seu te­le­fo­ne e o con­vi­dou pa­ra um du­e­to na can­ção Get It. Al­gum tem­po de­pois, os dois se re­en­con­tra­ram pa­ra dar voz à mú­si­ca My Old Fri­end.

Ni­gel Go­dri­ch

To­da a pro­du­ção e os conselhos do pro­du­tor, fa­mo­so por seus dis­cos com a ban­da Ra­di­ohe­ad, le­va­ram Paul McCart­ney a gra­var um de seus mais re­cen­tes tra­ba­lhos, Cha­os and Cre­a­ti­on in the Backyard, em 2005, o qu­al ele fi­cou res­pon­sá­vel por to­dos os ins­tru­men­tos.

Ba­se­a­dos em um acor­do fir­ma­do an­tes do sucesso dos Be­a­tles, os dois con­cor­da­ram em dividir cré­di­to igual nas can­ções com­pos­tas por qual­quer um de­les en­quan­to du­ras­se a par­ce­ria.

Paul McCart­ney nun­ca se apo­sen­tou do mun­do mu­si­cal. O eter­no be­a­tle pro­cu­ra cons­tan­te­men­te es­tar atu­a­li­za­do nas ten­dên­ci­as

Paul e Lin­da McCart­ney

Es­sa par­ce­ria, que saiu de ca­sa pa­ra os pal­cos do mun­do, ren­deu dois dis­cos so­los e a ban­da Wings. Lo­go após o fim dos Be­a­tles, Paul lan­çou dois ál­buns so­lo com a tí­mi­da par­ti­ci­pa­ção de Lin­da nos vo­cais. Em agos­to de 1971, Paul re­sol­veu for­mar uma no­va ban­da de rock. O no­me Wings sur­giu após o nas­ci­men­to com­pli­ca­do de sua fi­lha, Stel­la McCart­ney.

Em 1971, lan­ça­ram o pri­mei­ro disco de tra­ba­lho, Wild Li­fe, o qu­al não agra­dou os críticos, que sem­pre es­pe­ram al­go a mais do ex-Be­a­tles. Um ano de­pois, em 1972, os Wings se apre­sen­ta­ram pe­la pri­mei­ra vez ao vi­vo em al­gu­mas uni­ver­si­da­des in­gle­sas e na Escócia. Ain­da em 1972, Paul re­ba­ti­zou a ban­da co­mo Paul McCart­ney and Wings e, no ano se­guin­te, lan­çou o álbum Red Ro­se Spe­edway, o qu­al trou­xe a fai­xa My Lo­ve, o pri­mei­ro hit de sucesso. No mes­mo ano, lan­ça­ram a can­ção Li­ve and Let Die, com­pos­ta es­pe­ci­al­men­te pa­ra ser te­ma do no­vo fil­me com o mes­mo tí­tu­lo do Agente 007.

Ain­da em 1973, lan­ça­ram seu álbum de mai­or sucesso, Band on the Run. A par­tir des­se mo­men­to, a ban­da te­ve seu de­vi­do re­co­nhe­ci­men­to, agra­dan­do aos fãs e aos cri­tí­cos. A ban­da con­ti­nu­ou lan­çan­do ál­buns até 1979, quan­do, ao de­sem­bar­car no Ja­pão du­ran­te uma tur­nê, Paul foi pre­so por por­te ile­gal de ma­co­nha. Tal in­ci­den­te mar­cou o fim dos Wings.

Sé­cu­lo 21

Fato é que Paul McCart­ney nun­ca se apo­sen­tou do mun­do mu­si­cal. O eter­no be­a­tle pro­cu­ra es­tar cons­tan­te­men­te atu­a­li­za­do nas ten­dên­ci­as. Os con­vi­tes pa­ra pos­sí­veis par­ce­ri­as con­ti­nu­am com o mes­mo fer­vor de an­tes e al­guns cha­mam a aten­ção:

Rin­go Starr

O que mui­tos fãs es­pe­ra­vam, acon­te­ceu. Em ju­lho de 2017, Paul, jun­to a Rin­go, lan­ça­ram a can­ção We’re On The Road Again. A úl­ti­ma vez que os dois mem­bros da len­dá­ria ban­da de Li­ver­po­ol tra­ba­lha­ram jun­tos foi no disco Y Not, de Rin­go, no qu­al McCart­ney to­cou bai­xo na mú­si­ca Pe­a­ce Dre­am e can­tou em Walk With You.

Rihan­na

No iní­cio de 2015, a cantora Rihan­na sur­pre­en­deu a to­dos ao lan­çar o cli­pe da mú­si­ca FourFi­veSe­conds, em par­ce­ria com o rap­per Kanye West e Paul McCart­ney.

Kanye West

Uma com­bi­na­ção um tan­to ines­pe­ra­da. Kanye West con­vi­dou Paul pa­ra uma par­ce­ria, a qu­al ren­deu a mú­si­ca Only One, uma ho­me­na­gem à fi­lha de West, North, can­ta­da co­mo uma men­sa­gem da Mãe de Kanye, Don­da West. Du­ran­te uma li­ve no Fa­ce­bo­ok com o co­me­di­an­te Tim Min­chin, con­tou:

“Eu re­ce­bi uma li­ga­ção e meu em­pre­sá­rio dis­se: ‘Kanye West gostaria de tra­ba­lhar com vo­cê’. Eu dis­se: ‘Sim, va­mos fa­zer’. Es­ta­va um pou­co ner­vo­so no iní­cio, por­que eu pen­sei que po­de­ria dar tu­do errado. Mas es­ta­va in­tri­ga­do pa­ra sa­ber o que ele es­ta­va fa­zen­do. E foi um pro­ces­so in­tri­gan­te. Vo­cê, ba­si­ca­men­te, não es­cre­ve mú­si­cas. Vo­cê só fala e en­ro­la um pou­co e gra­va tu­do no seu ce­lu­lar. En­tão, ele vai em­bo­ra. E is­so é, ba­si­ca­men­te, o álbum de­le. Mas foi mui­to bom fa­zer por­que eu não tra­ba­lho des­sa for­ma”.

Lady Ga­ga

Paul e Lady Ga­ga se reu­ni­ram pa­ra par­ti­ci­par da tri­lha so­no­ra do fil­me de ani­ma­ção in­fan­til High in the Clouds. Os dois es­tão “proi­bi­dos” de dar de­ta­lhes so­bre a can­ção até o lan­ça­men­to do fil­me, mas pro­me­te ser uma par­ce­ria di­ver­ti­da.

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