SAUDEMOS A RAI­NHA

GRANDES ÍDOLOS DA MÚSICA - Queen - - EDITORIAL -

Di­zem que o Que­en co­me­çou com Fred­die Mer­cury e aca­bou qu­an­do ele se foi, fa­to que já vai com­ple­tar 25 anos em 2016. É di­fí­cil con­cor­dar com is­so se pen­sar­mos que a banda era com­pos­ta por ou­tros três mú­si­cos mui­to ta­len­to­sos – par­ti­cu­lar­men­te, sem­pre fui fas­ci­na­do pe­lo es­ti­lo de Bri­an May, e co­lo­co Ro­ger Tay­lor e John De­a­con en­tre os me­lho­res den­tro de su­as es­pe­ci­a­li­da­des. No en­tan­to, ain­da que con­si­ga ima­gi­nar o gru­po sem um de­les, pen­sar o Que­en sem Fred­die à fren­te é im­pos­sí­vel.

Por is­so, os 25 anos de sua mor­te são um dos mo­ti­vos pa­ra re­lem­brar­mos a trajetória de uma das mai­o­res ban­das da his­tó­ria. O quar­te­to era uma mis­tu­ra tão fas­ci­nan­te quan­to im­pen­sá­vel: o rock glam ga­nha­va to­ques de ópe­ra ou do vau­de­vil­le, en­quan­to as apre­sen­ta­ções qua­se te­a­trais eram li­de­ra­das por um vo­ca­lis­ta de apa­rên­cia e vi­su­al exó­ti­cos, e que do­mi­na­va to­das as ações em ci­ma do pal­co. Con­tu­do, es­se ecle­tis­mo era atra­en­te e bri­lhan­te, tan­to que Fred­die Mer­cury era ca­paz de li­de­rar mul­ti­dões com seu po­der e sua voz.

As­sim, es­ta edi­ção de Gran­des Ído­los da Mú­si­ca não pre­ten­de ser ape­nas um com­pên­dio da his­tó­ria do gru­po e de seus in­te­gran­tes, mas tra­zer o que há de mais ge­ni­al em ca­da mo­men­to da banda. Mes­mo de­pois da mor­te de Fred­die e do adeus de John De­a­con, ela ain­da con­se­gue emo­ci­o­nar, co­mo fez na edi­ção de 2015 do Rock In Rio. É por to­dos es­ses mo­ti­vos que é di­fí­cil ima­gi­nar que te­nha­mos no­va­men­te um front­man co­mo Fred­die Mer­cury ou uma banda tão es­pe­ta­cu­lar co­mo o Que­en.

Boa lei­tu­ra! Thi­a­go Ko­gu­chi

CA­PA Pro­du­ção Grá­fi­ca Mary El­len Ma­cha­do Ima­gem Isu­zu Ima­ges

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