Amor en­tre di­le­mas

cláu­dia Abreu vi­veu em Bar­ri­ga de Alu­guel a dan­ça­ri­na Cla­ra, uma das per­so­na­gens mais mar­can­tes de sua car­rei­ra!

Guia da Tevê - - VIU? VOCÊ - Tex­to: Hé­ri­ca Ro­dri­gues

Oa­no era 1990. De um la­do, uma mu­lher que so­nha­va em ser mãe, mas não po­dia. Do ou­tro, uma jo­vem am­bi­ci­o­sa, que que­ria uma vi­da mais dig­na. En­tre elas, a che­ga­da de um fi­lho e uma his­tó­ria emo­ci­o­nan­te es­cri­ta por Gló­ria Pe­rez. A tra­ma das seis fez com que Cláu­dia Abreu, aos 20 anos, fos­se acla­ma­da co­mo uma gran­de atriz.

30 mil dó­la­res

Cla­ra era mo­ra­do­ra de um bair­ro sim­ples do Rio. Tra­ba­lha­va co­mo bal­co­nis­ta em uma pa­da­ria e, de noi­te, co­mo dan­ça­ri­na de um Ca­fé, tu­do pa­ra aju­dar no sus­ten­to da ca­sa e nos cui­da­dos com o pai, Eze­qui­el (Le­o­nar­do Vil­lar), e a ir­mã, Ra­quel (Su­ra Ber­dit­chevsky). Po­rém, não con­se­guia pa­gar as con­tas e, du­ran­te uma con­ver­sa com o na­mo­ra­do, o mé­di­co Ta­deu (Jairo Mattos), des­co­briu so­bre a pos­si­bi­li­da­de de alu­gar seu úte­ro pa­ra Ana (Cás­sia Kis) e Zeca (Vic­tor Fa­sa­no) e, as­sim, me­lho­rar de vi­da. Fo­ram 30 mil dó­la­res que Cla­ra re­ce­beu lo­go após a in­se­mi­na­ção ar­ti­fi­ci­al e a as­si­na­tu­ra do con­tra­to, que di­zia que de­ve­ria en­tre­gar a cri­an­ça na ma­ter­ni­da­de.

A ges­ta­ção

Cla­ra via a gra­vi­dez co­mo um ne­gó­cio e, por is­so, es­con­deu da fa­mí­lia que da­ria à luz. Mas o sen­ti­men­to ma­ter­no fez com que ela fi­cas­se em dú­vi­da se de­ve­ria ou não en­tre­gar o be­bê a Ana e Zeca. Após um par­to nor­mal di­fí­cil, que a dei­xou es­té­ril, de­ci­diu que se­ria a mãe.

O pro­ces­so

Pro­cu­ra­da pe­la po­lí­cia, Cla­ra foi pre­sa e o be­bê en­tre­gue aos pais bi­o­ló­gi­cos. Com a aju­da de um ad­vo­ga­do, dei­xou a pri­são e deu iní­cio a um lon­go pro­ces­so na jus­ti­ça. En­quan­to Ana e Zeca di­zi­am que eram os pais da cri­an­ça por te­rem do­a­do o óvu­lo e o es­per­ma­to­zói­de, Cla­ra afir­ma­va que não ti­nha re­ce­bi­do o di­nhei­ro pro­me­ti­do pe­lo ca­sal e, além de tu­do, era a mãe, pois ti­nha ge­ra­do em sua bar­ri­ga.

Re­vi­ra­vol­ta

Du­ran­te o pro­ces­so, Zeca se apai­xo­nou por Cla­ra, aba­lan­do seu ca­sa­men­to com Ana. O novo ca­sal che­gou a cri­ar o be­bê por um cur­to pe­río­do en­quan­to Ana lu­ta­va pa­ra re­con­quis­tar o ma­ri­do e ter seu fi­lho.

A de­ci­são

No tri­bu­nal, em pri­mei­ra ins­tân­cia, Cla­ra ganhou a guar­da do be­bê, mas Ana re­cor­reu, e o Su­pe­ri­or Tri­bu­nal de Jus­ti­ça a re­co­nhe­ceu co­mo mãe bi­o­ló­gi­ca. A ter­cei­ra au­di­ên­cia da­ria o ve­re­di­to fi­nal, mas a au­to­ra de­fi­niu que a no­ve­la ter­mi­na­ria sem a de­fi­ni­ção da Jus­ti­ça. Na úl­ti­ma ce­na, Ana e Cla­ra vi­ram que a me­lhor so­lu­ção se­ri­am di­vi­dir a ma­ter­ni­da­de, e elas apa­re­ce­ram de mãos da­das com o fi­lho na praia.

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