DARKROOM

Hard Core (Brazil) - - ÍNDICE -

Em 1987, qu­an­do eu ti­nha 9 anos de ida­de, foi que ele me es­co­lheu. Fi­cou do meu la­do qu­an­do a mi­nha fa­mí­lia me tra­ta­va co­mo um va­ga­bun­do ju­ve­nil, que não que­ria na­da da vi­da, e de­sa­cre­di­ta­vam do meu so­nho... Jun­to com ele saí de ca­sa, fi­quei lon­ge do meu fi­lho, pas­sei por di­fi­cul­da­des... E quan­tas ve­zes foi ele o meu tra­ves­sei­ro, qu­an­do dor­mi no chão e lon­ge de ca­sa... De 1987 até ho­je, já se pas­sa­ram 31 anos e na­da mu­dou, ele con­ti­nua ao meu la­do di­a­ri­a­men­te. Qu­an­do cri­an­ça, lem­bro de olhar as re­vis­tas e so­nhar em um dia ver mi­nhas fo­tos pu­bli­ca­das na­que­las ins­ti­tui­ções. Ho­je, sor­rio e me emo­ci­o­no ao lem­brar dis­so e sa­ber que ele me deu a pro­fis­são que eu que­ria. Foi a mi­nha fa­cul­da­de, me mos­trou a rua de to­das as for­mas, me deu pas­sa­gens pa­ra des­ti­nos in­crí­veis, me apre­sen­tou pes­so­as e o mun­do re­al, me fez sa­ber che­gar e sa­ber sair de on­de for, e me en­si­nou os ver­da­dei­ros va­lo­res. Es­sa foi, é, e sem­pre se­rá a li­ção que le­va­rei adi­an­te e pas­sa­rei pa­ra meus fi­lhos, e que as­sim se­ja, de ge­ra­ção pa­ra ge­ra­ção. Ho­je, qu­an­do lem­bro do meu pai me di­zen­do que ska­te era coi­sa de mar­gi­nal, agra­de­ço mais uma vez a Deus, pois is­so só me deu mais for­ça pa­ra se­guir em fren­te e ter a cer­te­za que nos­so so­nho não es­tá à ven­da. Ska­te­bo­ard Mar­gi­nal Sem­pre!

NEAL UNGER NEWPORT BE­A­CH – CA­LI­FóR­NIA (EUA)

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