“Es­sa trip acon­te­ceu do na­da... Eu es­ta­va no US Open, bo­tei pi­lha em uma ga­le­ra, mas co­mo es­ta­va em ci­ma da ho­ra nin­guém quis ir. Mes­mo as­sim de­ci­di par­tir, se­ria di­fe­ren­te cair no mun­do so­zi­nho em busca de al­tas on­das. E não deu ou­tra, mui­to trei­no e ond

Hard Core (Brazil) - - ART ROOM -

Sur­fa­mos esquerdas, be­a­ch bre­aks, re­ef e point bre­aks e muitas di­rei­tas alu­ci­nan­tes.

Na mai­o­ria das ses­si­ons, Vic­tor sur­fa­va so­zi­nho e eu fi­ca­va fil­man­do e pro­du­zin­do fo­tos com a Fam­ke van Ha­gen na areia e na água. A gen­te sem­pre acha que sur­far sem crowd po­de ser a me­lhor coi­sa do mun­do – e não es­ta­mos er­ra­dos. Mas sur­far com­ple­ta­men­te so­zi­nho po­de ser meio es­qui­si­to. Pe­lo me­nos dois ca­ras na água se­ria o ide­al, mas...

Vic­tor mos­trou um surf ma­du­ro e mui­ta dis­po­si­ção pa­ra en­trar em to­dos os ti­pos e con­di­ções. Sur­fou vá­ri­os pi­cos e on­das, em ses­sões com pra­ti­ca­men­te ne­nhu­ma al­ma vi­va ao re­dor (na praia e no mar).

Vi tu­bos mui­to le­gais do Vic­tor, com es­ti­lo mui­to flui­do, for­te e con­fi­an­te, al­gu­mas ma­no­bras que eu qu­a­se não acre­di­tei. O me­ni­no sur­fa bem em qual­quer ti­po de on­da.

Uma das ses­sões mais me­mo­rá­veis foi em um be­a­ch bre­ak má­gi­co que en­con­tra­mos na busca. As on­das não es­ta­vam tão gran­des, mas vi­nham esquerdas perfeitas com in­ter­va­los de me­nos de cin­co mi­nu­tos. Lem­bro que nes­se dia eu fa­lei: “Fod*-se!”. Lar­guei a câ­me­ra e fui sur­far.

NAS FO­TOS Não é to­do dia que a ga­ro­ta­da des­ta ilha in­do­né­sia en­con­tra um surfista – e elas não per­de­ram tem­po pa­ra se ins­pi­rar em Vic­tor Ber­nar­do – e ti­e­tá-lo tam­bém.

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