Se­ma­na

ISTO É - - SUMÁRIO - por An­to­nio Car­los Pra­do

Opre­si­den­te de um país na Amé­ri­ca La­ti­na ope­ra por meio de pro­pi­nas a con­ces­são de obras pú­bli­cas ou de car­gos em es­ta­tais. Ape­sar da evi­den­te cor­rup­ção, tal pre­si­den­te se diz ví­ti­ma de per­se­gui­ção política e ide­o­ló­gi­ca. Quem é ele? Acer­tou quem res­pon­deu: Lula! Acer­tou tam­bém quem dis­se: Alan Gar­cía! (go­ver­nou o Pe­ru em du­as ges­tões, 1985-1990, 2006-2011). O du­plo acer­to mos­tra dois fa­tos: 1) o mo­dus ope­ran­di dos cor­rup­tos é o mes­mo; 2) a des­cul­pa dos cor­rup­tos igual­men­te é a mes­ma quan­do a po­lí­cia vai atrás de­les. Em ques­tão, na se­ma­na pas­sa­da, es­te­ve Alan Gar­cía. Acu­sa­do de ter re­ce­bi­do US$ 100 mil em pro­pi­nas, cal­ma­men­te ele se di­ri­giu à em­bai­xa­da do Uru­guai, em Li­ma, com a cer­te­za de que re­ce­be­ria asi­lo po­lí­ti­co por de­ter­mi­na­ção do pre­si­den­te uru­guaio, Ta­ba­ré Váz­quez, seu ve­lho ami­go. Váz­quez op­tou por se­guir a re­gra: “ami­gos, ami­gos; elei­ções à par­te” – ele quer um se­gun­do man­da­to no ano que vem e a po­pu­la­ção de seu país é con­tra o asi­lo. Deu pa­ra en­ten­der? O no­vo en­de­re­ço de Gar­cía não se­rá o da em­bai­xa­da. Se­rá, em bre­ve, o da su­pe­rin­ten­dên­cia da PF em Li­ma.

NÃO Em Li­ma, uru­guai­os e pe­ru­a­nos se ma­ni­fes­tam con­trá­ri­os ao asi­lo pe­di­do por Alan Gar­cía (no de­ta­lhe): o pre­si­den­te Ta­ba­ré Váz­quez achou me­lhor obe­de­cer o po­vo

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