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QUEM é é PAU­LO GA­LA

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Eco­no­mis­ta pe­la USP

No pri­mei­ro se­mes­tre de­ve­re­mos con­ti­nu­ar con­vi­ven­do com ju­ros bai­xos, uma ta­xa re­fe­ren­ci­al Se­lic ao re­dor de 2% ao ano e a in­fla­ção me­di­da pe­lo IPCA ro­dan­do ao re­dor de 4,5% ao ano. Ou se­ja, os ju­ros re­ais de­ve­rão per­ma­ne­cer ne­ga­ti­vos.

Mes­tre e dou­tor em eco­no­mia pe­la EESP/FGV

Es­tra­te­gis­ta da Fa­tor Cor­re­to­ra en­tre 2012 e 2014

CEO da Fa­tor Ad­mi­nis­tra­ção de Re­cur­sos

Is­so po­de mu­dar?

Não no cur­to pra­zo. O ce­ná­rio de ju­ros bai­xos de­ve pre­va­le­cer, de­vi­do ao ce­ná­rio de cres­ci­men­to bai­xo. O Ban­co Cen­tral (BC) po­de es­tar in­co­mo­da­do com os ju­ros re­ais ne­ga­ti­vos, mas não de­ve re­a­li­zar um cho­que de ju­ros, ele­van­do a ta­xa re­al pa­ra ze­ro.

Por que não?

Por­que a eco­no­mia não de­ve dar gran­des si­nais de re­cu­pe­ra­ção. De­ve­mos con­ti­nu­ar ven­do a in­fla­ção abai­xo do cen­tro da me­ta. A de­man­da es­tá fra­ca, is­so de­ve con­ti­nu­ar ao lon­go de 2021 e se es­ten­der até 2022. O mais gra­ve de­ve ser o fim do au­xí­lio emer­gen­ci­al, que po­de­rá ter um efei­to de­vas­ta­dor so­bre a eco­no­mia. E os se­to­res que de­pen­de­rem da in­te­ra­ção so­ci­al vão con­ti­nu­ar mal.

O se­nhor não es­pe­ra uma re­cu­pe­ra­ção dos mer­ca­dos in­ter­na­ci­o­nais?

Acre­di­to que o ce­ná­rio in­ter­na­ci­o­nal e o bra­si­lei­ro não se­rão mui­to di­fe­ren­tes. Ain­da vai le­var tem­po

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