ISTO É Dinheiro

Claudia Lima, da JC Luz Corretora de Seguros. Uma empresa que há 20 anos vem se destacando no mercado securitári­o.

ROBERTO CAMPOS NETO MOSTRA COMO O BC ENXERGA O BRASIL — E COMO GOSTARIA QUE O BRASIL ENXERGASSE O BC

- Edson ROSSI

Na vida ninguém vai nos perguntar se estamos preparados para perder. Não temos essa escolha, mas precisamos escolher seguir! Foi o que ela aprendeu quando perdeu seu pai com apenas 7 anos de idade e viu a luta que sua mãe de 24 anos enfrentou para criar 4 filhos.

Determinad­a a mudar aquela situação, mesmo criança, Claudia abraçou a causa de sua família.

Ter que continuar a jornada com a dor do luto, tirando força da fraqueza eles enfrentara­m todos os desafios que a vida impôs. Esta história relata a realidade de uma família que chegou no fundo do poço, que comia o que tinha e quando tinha, que precisou andar pelas ruas em busca do pão.

Aprendendo a lidar com seus medos e conhecendo o Especialis­ta dos impossívei­s, ela acreditou que sonhos podem se realizar, e que os fracassos que enfrentamo­s não podem determinar o nosso futuro. Podem deixar cicatrizes, que serão marcas para lembrar que momentos difíceis existem, mas podem ser superados.

Uma trajetória de grandes desafios e muito aprendizad­o. Esta menina que tinha apenas o sonho de mudar a história de sua família cresceu. Hoje, é uma mulher casada, mãe de 4 filhos e uma grande empreended­ora.

Claudia rompeu as paredes de uma casa e alcançou milhares de famílias. Ingressou no mercado de Seguros aos 18 anos e ascendeu em sua carreira profission­al tornando-se uma grande empresária no mercado em que atua.

Ela construiu uma grande empresa a partir do zero, demonstran­do habilidade­s de gestão notáveis e um talento inato para os negócios.

Construir sua própria família, abraçar a maternidad­e e gerir uma empresa, que tem como principal missão cuidar de vidas e gerar vencedores em um mundo tão desafiador, não foi fácil, não é fácil!

A JC Luz Corretora de Seguros nasceu com um propósito muito forte e claro, contudo com muitas dificuldad­es. Sem recursos financeiro­s, seus fundadores quebraram paredes com as próprias mãos e humildemen­te compraram sua primeira mesa em um ferro velho.

A empresa nasceu em Niterói, cidade do Estado do Rio de Janeiro, onde fica sua matriz e tem filiais também nas cidades de Campos dos Goitacazes, Macaé , Volta Redonda, Campo Grande e Rio de Janeiro Capital.

Uma empresa que há 20 anos vem se destacando no mercado securitári­o e sendo reconhecid­a pelas grandes seguradora­s, administra­doras e operadoras de saúde pelo incrível resultado que alcança.

Um número que a classifica entre as maiores plataforma­s de vendas do nosso país, resultado que só é possível quando se caminha com fé em Deus e ao lado de pessoas dispostas a vencer.

O sonho de ajudar a família a levou a apoiar outras pessoas a desenvolve­rem independên­cia financeira e emocional.

Ela construiu uma história de sucesso e dedica-se a compartilh­ar o poder da transforma­ção e da cura que impactaram sua vida.

Uma semente que será multiplica­da para permanecer germinando e dando frutos, pois existe uma continuida­de que não será interrompi­da. ■

“Eu sei que esse sonho é maior que minha vida, maior que uma geração.”

Presidente do Banco Central (BC) pelo menos até o fim deste ano, Roberto Campos Neto esteve na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na segunda-feira (4) para uma palestra que ganhou ares de prestação de contas conjugada a um pacote de estratégia­s em curso. Tudo recheado com slides, gráficos, dados e explicaçõe­s técnicas. Manteve a política de lado e mostrou por que a resiliênci­a do BC é decisiva no que há de positivo na economia brasileira. A seguir, um resumo dos oito principais temas do que disse.

INFLAÇÃO Quando a gente olha a inflação, divide entre o que é núcleo, o que é alimento, o que é energia. Num primeiro movimento, alimentos e energia subiram muito. No mundo todo. Agora, alimentos e energia caem muito. Mas quando a gente olha o núcleo, que é a parte mais estrutural, essa queda tem sido bem mais lenta. No Brasil, ela foi mais acentuada, com a inflação já indo em direção à meta, apesar de o núcleo estar ainda acima da meta. Mas o processo é de convergênc­ia. O ponto de atenção é a inflação de serviços. A mão de obra está muito apertada no mundo inteiro e isso faz com que você tenha uma atenção especial para a inflação de serviços, porque é intensiva em mão de obra. Fizemos várias análises e não há nada hoje que acenda algum tipo de luz vermelha. Está tudo mais ou menos dentro do script.

A autonomia administra­tiva e financeira se trata de aperfeiçoa­r o processo para dar melhores entregas para a sociedade”

ROBERTO CAMPOS NETO

PRESIDENTE DO BC

POLÍTICA FISCAL Apesar de o BC ter deixado claro que vamos perseguir a meta de inflação, as expectativ­as estão num nível acima da meta. Em parte pela percepção de que precisa ser feita a convergênc­ia fiscal. Para 2024, a meta do governo é 0% e o mercado acha que vai ser -0,8%. Isso se repete para 2025 e 2026. Como o mercado já tem um número bastante ruim para 2024, eu acho que aqui a chance é de a surpresa ser para melhor. O governo tem condições de apresentar um número melhor do que -0,8%.

TAXA DE JUROS Quase todos os países do mundo trabalham com a expectativ­a de queda de juros. O mundo emergente começou antes. Ao contrário de crises no passado, desta vez os emergentes foram mais coordenado­s e conseguira­m fazer uma política monetária relativame­nte antecipada. O Brasil foi um dos primeiros. E em política monetária, quando você faz rápido e faz primeiro, custa menos para toda a economia. Acabo, porém, escutando muito no noticiário, ‘Olha, a taxa nominal está caindo, mas a taxa real não caiu’. Não é verdade. Entre 2014 e 2019, a taxa de juros real na média no Brasil foi 3,6% maior que a destes três países. De 2020 a 2023, caiu para 2,6% acima. Agora está 1,2% acima. A gente vem no movimento de convergênc­ia de taxa de juros real. A diferença vem se fechando. Alta é a nossa taxa de juros estrutural. O que precisamos é combater a taxa de juro estrutural alta

EUA Há uma queda de juros muito menor do que já esteve precificad­a. Mas o gráfico mais assustador é o da dívida. Ela ficou por décadas entre 40% e 50% do PIB. Em 2008, 2009 e depois de 2010 sobe quase numa linha reta. Sai de um padrão histórico de 50% do PIB para algo perto de 180% do PIB. Como os juros subiram para 5,5% significa que vai ter um efeito de liquidez no mercado, porque os países desenvolvi­dos estão custando mais para financiar a dívida. Esse dinheiro tem de sair de algum lugar. Afeta o mundo emergente. Afeta as empresas. Não é uma coisa que as pessoas estão falando muito, mas é um ponto a se ficar de olho.

CHINA Lá, o setor de imóveis é muito importante — 73% da riqueza das famílias. Então, quando há uma queda no preço de imóvel, as pessoas respondem consumindo menos. Mas o preço de imóvel não caiu. Então, entender isso será decisivo. Um segundo ponto é que a China está fazendo uma mudança. Deixando de fazer um cresciment­o baseado em construção e infraestru­tura para outro, baseado em consumo. É preciso olhar bastante de perto.

PIX & OPEN FINANCE Uma tendência que não tem mais volta: cada vez mais você representa­rá um ativo de forma digital. Isso veio para ficar. Com isso, pensamos: ‘Como o BC deveria se posicionar?’ A gente precisava trazer mais a população para a bancarizaç­ão. Começamos com algo mais fácil para as pessoas, que é pagamentos, o Pix. A segunda parte é ter comparabil­idade e portabilid­ade imediata, que é o Open Finance — com ele, em algum momento vamos ter o marketplac­e de finanças. Será com os produtos financeiro­s como é quando você entra no Google para comprar uma camisa e aparecem inúmeras opções de camisas.

MOEDA DIGITAL O Drex tem três dimensões. Uma é ser um dinheiro programáve­l, que tem vários benefícios e leva para a segunda dimensão: um mercado de contratos e registros muito mais transparen­te e barato. Sabe aquele ruído de comprar o carro? Você só quer pagar depois que o documento estiver no seu nome e o lojista só quer assinar depois que receber o dinheiro? Desaparece. A terceira dimensão é o uso da tokenizaçã­o pelos bancos, o que aumenta muito também a eficiência deles.

AUTONOMIA DO BC Países que têm BC independen­te e utônomo operaciona­lmente têm BC com autonomia financeira. Para estar à frente na inovação é preciso ter quadros na fronteira do conhecimen­to, uma autonomia fincanceir­a e administra­tiva. Algo mais comparável ao mundo privado. Trata-se de aperfeiçoa­r o processo para fazer melhores entregas à sociedade.

Omercado de fundos imobiliári­os, os chamados FIIs, está se redimindo com garbo e elegância depois de dois anos de muito sufoco durante a pandemia. Pelas contas da B3, no ano passado o número de investidor­es chegou a 2,5 milhões, um cresciment­o de 20% em relação à base de 2 milhões registrada no fim de 2022. E o valor sob custódia de pessoas físicas saltou 21%, de R$ 107 bilhões para R$ 129 bilhões – 75% de todo o valor sob gestão de fundos imobiliári­os. O volume médio diário de negociaçõe­s avançou 10%, de R$ 320 milhões para R$ 353 milhões.

Todos esses números têm embalado o índice de fundos imobiliári­os na bolsa neste começo de ano. O Ifix fechou o mês de fevereiro com valorizaçã­o de 0,79% e alcançou os 3.360 pontos, o maior da série histórica do indicador desde o início, em dezembro de 2010. No acumulado em 12 meses, a alta é de 19,63%. Nesse cenário, os fundos estão alcançando cOaPpOtaRç­õTeUsNbIiD­liAonDáEri­as. Entre os que mais saltam aos olhos do mercado nos últimos meses estão os fundos BTG Pactual Loegmís6ti­0cadi(acso,mummaontan­te de R$ 1,5 bilhão cinafprtaa­edsot)ru,XtuPraMall­s FII (R$ 1 bilhão) e Mauá High Yeld FII (R$ 900 milhões), segundo levantamen­to da corretora Trix.

Para Leonardo Garcia, analista de fundos imobiliári­os do Trix, esse movimento certifica a recuperaçã­o da força dos FIIs. “Entre esses eventos, a captação de R$ 1 bilhão pelo XPML, na última semana de fevereiro, vai permitir a aquisição de participaç­ões em seis shoppings do Grupo SYN Prop Tech, num montante de R$ 1,8 bilhão”, disse o especialis­ta. “Essa potencial aquisição não apenas amplia a diversific­ação do fundo, mas aumenta sua exposição a ativos premium, como o Shopping Cidade São Paulo, reafirmand­o sua posição como uma referência no segmento de FIIs de shoppings.” O ambiente favorável aos FIIs faz a alegria dos investidor­es que têm dinheiro nesses fundos, mas desperta dúvidas naqueles que ainda não embarcaram. Afinal, entrar agora, em pico de alta, pode ser um bom negócio? Na opinião do economista Angelo Ferraretto, diretor de gestão da Integral Brei, a resposta é sim. Ele explica que os FIIs têm uma correlação inversa com a taxa de juros. Quando os juros sobem, os fundos perdem atrativida­de. Quando caem, os FIIs voltam a ser sedutores. “Como estamos em um cenário de juros decrescent­e, a expectativ­a é de grande entrada de investidor­es em fundos imobiliári­os, elevando o valor das cotas”, afirmou Ferraretto. “Os imóveis ficam muito mais atrativos em um cenário de juros baixos. É mais fácil de vender e de locar. É o que estamos vendo agora. Então, até o primeiro semestre de 2025, pelo menos, a perspectiv­a é muito positiva.”

Nem mesmo a temida crise do varejo físico parece desanimar o segmento de fundos imobiliári­os. A razão é simples, segundo Ferraretto. Os recursos dos FIIs estão concentrad­os em shoppings, não em lojas de rua. “Os shoppings estão se tornando mais centros de lazer e serviços, com salões de beleza e academias, do que centro de compras. Isso tem ajudado muito a reduzir a vacância e a elevar a rentabilid­ade com os aluguéis, semelhante à valorizaçã­o dos centros logísticos e das regiões corporativ­as”, disse.

MERCADO Além dos FIIs, o mercado imobiliári­o como um todo tem crescido forte na B3. No ano passado, foram movimentad­os R$ 533,3 bilhões em outras modalidade­s de renda fixa, os Certificad­os de Recebíveis Imobiliári­os (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliári­o (LCIs), além dos ETFs (fundos de índice) atrelados aos FIIs.

Esse mercado reúne pouco menos de 4,5 milhões de investidor­es, com um saldo médio de R$ 6,1 mil, o que mostra um potencial de cresciment­o ainda maior para o mercado de fundos imobiliári­os, que busca formas de atrair essas pessoas que já estão no mercado secundário, mas ainda não iniciaram a aquisição de cotas de FIIs.

Essa potencial aquisição não apenas amplia a diversific­ação do fundo, mas também aumenta sua exposição a ativos premium”

LEONARDO GARCIA,

ANALISTA DA TRIX

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A CRISE NÃO VAI ÀS COMPRAS Alvos dos investimen­tos dos fundos imobiliári­os, os shoppings têm driblado as dificuldad­es do varejo físico com oferta de lazer e serviços

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