Sal­vo pe­la gen­ti­le­za

Jornal Brasil Peças - - Humor -

Con­ta-se uma his­tó­ria de um em­pre­ga­do em um fri­go­ri­fi­co da No­ru­e­ga. Cer­to dia ao tér­mi­no do tra­ba­lho foi ins­pe­ci­o­nar a câ­ma­ra fri­go­rí­fi­ca. Inex­pli­ca­vel­men­te, a por­ta se fe­chou e ele fi­cou pre­so den­tro da câ­ma­ra. Ba­teu na por­ta com for­ça, gri­tou por so­cor­ro, mas nin­guém o ou­viu. To­dos já ha­vi­am saí­do pa­ra su­as ca­sas e era im­pos­sí­vel que al­guém pu­des­se es­cu­tá-lo.

Já es­ta­va qua­se cin­co ho­ras pre­so, de­bi­li­ta­do com a tem­pe­ra­tu­ra in­su­por­tá­vel. De re­pen­te a por­ta se abriu e o vi­gia en­trou na câ­ma­ra e o res­ga­tou com vi­da. De­pois de sal­var a vi­da do ho­mem, per­gun­ta­ram ao vi­gia: Por­que foi abrir a por­ta da câ­ma­ra se is­to não fa­zia par­te da sua ro­ti­na de tra­ba­lho? Ele ex­pli­cou: Tra­ba­lho nes­ta em­pre­sa há 35 anos. Cen­te­nas de em­pre­ga­dos en­tram e sa­em aqui to­dos os di­as e ele é o úni­co que me cum­pri­men­ta ao che­gar pe­la ma­nhã e se des­pe­de de mim ao sair.

Ho­je pe­la ma­nhã ele dis­se “bom dia” quan­do che­gou. En­tre­tan­to não se des­pe­diu de mim na ho­ra da saí­da. Ima­gi­nei que po­de­ria ter-lhe acon­te­ci­do al­go. Por is­to o pro­cu­rei e o en­con­trei...

Per­gun­ta: Se­rá que vo­cê se­ria sal­vo?

“Obs­tá­cu­los são aque­les pe­ri­gos que vo­cê vê quan­do ti­ra os olhos de seu ob­je­ti­vo.” Henry Ford

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