TRIO GE­NÉ­RI­CO BALANÇANDO A MAS­SA

Cri­a­ti­vo, co­mo de­ve ser to­do car­na­va­les­co, Sér­gio Pai­xão rei­ven­tou o fa­mo­so trio elé­tri­co e o li­xo vi­rou lu­xo

Jornal da Metrópole - - Cidade - Fo­tos Tá­cio Mo­rei­ra Tex­to Ja­mes Mar­tins re­da­[email protected]­nal­da­me­tro­po­le.com.br

Nelson Ma­lei­ro, Dodô & Os­mar e Or­lan­do Ta­pa­jós são no­mes bem co­nhe­ci­dos da en­ge­nha­ria car­na­va­les­ca da Bahia. Já o anô­ni­mo Sér­gio Pai­xão, de 53 anos e le­gí­ti­mo se­gui­dor des­sa li­nha­gem de in­ven­to­res, é a pro­va vi­va de que “a tec­no­lo­gia do po­vo é a von­ta­de”. Mo­ra­dor do En­ge­nho Ve­lho de Bro­tas, ele é o cri­a­dor do Trio Ge­né­ri­co: veí­cu­lo fei­to com su­ca­ta que faz cair o quei­xo de quem vê e ba­lan­çar os qua­dris de quem ou­ve. “Ge­né­ri­co por­que não é ori­gi­nal, mas faz o mes­mo efei­to”, ex­pli­ca. De fa­to, es­tá tu­do lá: des­de som e luz até o bar. Se fos­se um car­ri­nho-de-ca­fé, se­ria gi­gan­te. Sen­do trio, é um clas­su­do mi­ni-trio. “É um car­ri­nho para even­tos, que eu ter­mi­nei de cons­truir em 2010, mas pa­re­ce sob me­di­da para o Fur­dun­ço, por exem­plo”, diz Sér­gio. No Trio Ge­né­ri­co mui­ta coi­sa é adap­ta­da: a cor­ne­ta é um co­po de li­qui­di­fi­ca­dor in­dus­tri­al; a an­te­na, um pau-de-sel­fie; o bar é um iso­por com do­bra­di­ças (e tor­nei­ra para de­ge­lo). E tu­do fun­ci­o­na! “Tem amas­sa­dor de la­ti­nhas, que dá um to­que eco­ló­gi­co”, or­gu­lha-se o in­ven­tor, ma­nu­se­an­do a en­gre­na­gem. Ele mos­tra ain­da o ba­lan­ço da ca­bi­ne, con­se­gui­do com mo­las de ca­dei­ras-de-ro­das que iri­am para o li­xo: “Do li­xo eu fiz es­se lu­xo! A ba­lan­ça­di­nha lem­bra aque­les tri­os do Chi­cle­te com Ba­na­na, que agi­ta­vam a Pra­ça Cas­tro Al­ves”. Atrás do Trio Ge­né­ri­co iria até quem já mor­reu!

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