CRA­VI­NHO CHEIO, PELÔ VA­ZIO

Tra­di­ci­o­nal es­pa­ço no Pe­lou­ri­nho con­tras­ta com pou­co in­te­res­se do pú­bli­co pe­lo Cen­tro His­tó­ri­co de Sal­va­dor

Jornal da Metrópole - - Cidade - Fo­to Tá­cio Moreira Tex­to Ja­mes Mar­tins re­da­[email protected]­nal­da­me­tro­po­le.com.br

Não é de ho­je que se la­men­ta e se dis­cu­te a cri­se do Cen­tro His­tó­ri­co, do Pe­lou­ri­nho, ou­tro­ra pul­san­te área cul­tu­ral, ho­je es­va­zi­a­do na mai­or par­te do tempo. No en­tan­to, se exis­te um pon­to que não foi atin­gi­do pe­la de­ban­da­da ge­ral, ver­da­dei­ro oá­sis do Pelô, es­se lu­gar é O Cra­vi­nho. Lo­ca­li­za­do no Ter­rei­ro de Je­sus, o bar fun­da­do no iní­cio dos anos 1980 es­tá sem­pre cheio, cho­va ou fa­ça sol. E, o mais sur­pre­en­den­te, cheio de so­te­ro­po­li­ta­nos. “Eu ve­nho aqui sem­pre, há mais de 20 anos, ado­ro!”, diz Ozi­el Al­ves, 46, mo­ra­dor de Per­nam­bués. Qu­es­ti­o­na­do so­bre o se­gre­do do Cra­vi­nho pa­ra se man­ter tão ati­vo, ele con­fes­sa não sa­ber, mas ar­ris­ca: “A qua­li­da­de con­ta. Tu­do aqui, da be­bi­da aos ti­ra-gos­tos, é bom”. Já a tu­ris­ta Dí­lia Do­o­lan, que veio de Na­tal (RN), gos­tou do am­bi­en­te: “Pa­re­ce um pub, o chei­ro, os bar­ris, o mo­bi­liá­rio”, des­ta­ca. Mui­ta gen­te no bal­cão, mui­ta gen­te nas me­sas. Luiz Fer­rão, o or­ga­ni­za­dor do aces­so, diz que, em ho­rá­rio de pi­co, a fi­la de es­pe­ra che­ga a 30 mi­nu­tos. “Va­le a pe­na, o que importa é mi­nha mo­e­la”, brin­ca Lucas Pe­rei­ra.

O mo­bi­liá­rio do Cra­vi­nho é to­do es­cul­pi­do em ma­dei­ra no­bre: Pau D’ar­co, Mas­sa­ran­du­ba e Gon­ça­lo Al­ves. O re­sul­ta­do é um am­bi­en­te que lem­bra os pubs europeus, sem per­der bai­a­ni­da­de do sem­pre ba­da­la­do lo­cal em Sal­va­dor

A com­bi­na­ção de qua­li­da­de e pre­ço bom é uma das cha­ves do su­ces­so do Cra­vi­nho. Ca­da do­se de in­fu­são cus­ta R$ 4. A gar­ra­fa in­tei­ra cus­ta R$ 14

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