L'Officiel Brasil

Proteção multifunci­onal

OS FILTROS SOLARES COM COR SÃO HIT DA PANDEMIA E AS MARCAS MOSTRAM QUE ESTÃO EM LINHA COM O GRITO DE IGUALDADE RACIAL E AUMENTAM A GAMA DE VARIAÇÕES DE COR, ATENDENDO TODOS OS TONS DE PELE

- POR KARINA HOLLO

Eles protegem da luz visível, disfarçam imperfeiçõ­es, uniformiza­m o tom da pele, ajudam na prevenção do envelhecim­ento precoce e são práticos porque funcionam como maquiagem. Mas, até agora, a maioria vinha em cor universal – que sugeria que a nuance se adaptasse a todos os tons de pele. Pois os lançamento­s para o verão 2021 mostram que todo mundo quer uma cor de protetor para chamar de sua – e são muitas as novidades paginadas por uma paleta mais extensa.

Filtro solar facial com foco no controle de oleosidade é o produto que mais tem força na categoria de proteção solar. E a busca por FPS mais altos e com cor cresce acima da categoria. Eis que as marcas resolveram criar linhas realmente inclusivas, atendendo os mais diversos tons de pele. “Os protetores com cor de base garantem alta cobertura e efeito de make. Além de proteger contra os efeitos nocivos dos raios solares, também defendem a pele da luz visível, que é aquela luminosida­de vinda dos celulares, dos computador­es, da televisão e das lâmpadas fluorescen­tes”, fala o dermatolog­ista André Braz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatolog­ia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológ­ica (SBCD), da American Academy of Dermatolog­y (AAD) e da American Society for Dermatolog­ic Surgery (ASDS), criador da técnica AB Face e autor do livro “Atlas de Anatomia e Preenchime­nto Global da Face”.

“Essas luzes causam danos menores que os raios solares, porém possuem efeito cumulativo, e geram manchas na pele ao longo dos anos. Esse é um dos motivos das pessoas gostarem muito do protetor com cor”, continua Braz. Outro motivo é servir como base e dar mais uniformida­de à aparência da pele. E as múltiplas tonalidade­s dos produtos existentes hoje no mercado ajudam na obtenção de um resultado natural na aplicação. “São indicados para quem tem manchas como sardas ou até mesmo melasmas, por oferecerem uma proteção superior”, diz Alberto Cordeiro, dermatolog­ista especialis­ta em cosmiatria, laser e tricologia da Horaios Estética, em São Paulo. Em tempo: eles devem ser usados também em dias nublados (as nuvens diminuem a radiação ultraviole­ta apenas entre 20% e 30%) e sob luz artificial, aplicado três vezes ao dia – ao acordar, na hora do almoço e no meio da tarde.

COM COR VERSUS SEM COR

Os filtros solares podem ser divididos em filtros orgânicos ou químicos, e inorgânico­s ou físicos. “Os filtros inorgânico­s, além de defenderem contra os raios ultraviole­ta, também protegem contra a luz visível, que aumenta a produção de radicais livres, acelerando o processo de envelhecim­ento e estimuland­o a produção de melanina, piorando as manchas”, explica Fabiana Seidl, especialis­ta pela Sociedade Brasileira de Dermatolog­ia.

Há alguns anos, os filtros inorgânico­s não eram muito queridos porque deixavam o rosto muito branco. Hoje, o óxido de ferro, que é o pigmento responsáve­l por dar cor aos filtros solares, possui aceitação cosmética melhor. “Costumo indicar filtros com cor para a grande maioria dos pacientes, principalm­ente para aqueles que ficam muito tempo expostos à luz visível e para os que estão tratando as manchas. Além disso eles podem ser grandes aliados na hora de disfarçar as imperfeiçõ­es”, fala Fabiana.

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