L'Officiel Brasil

O poder do feminino

POSSO FICAR PENSANDO NO QUE É BOM

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Uma das mãos por trás do B.luxo desde o começo dos anos 2000, Paula Rondon não é figura nova na moda; mas esta é a primeira vez em que ela empresta seu nome a um projeto paralelo ao brechó. A marca de vestidos é uma soma da necessidad­e de reinventar a vida durante a quarentena, enquanto ela não pode voltar a se estabelece­r em Londres — onde morava — por conta da pandemia, com uma vontade de dar vida nova a um imenso acervo de tecidos antigos, acumulado durante os últimos 14 anos. “Sou louca por esses materiais, principalm­ente os bordados à mão. Então, enquanto garimpávam­os peças para a loja em viagens, fui também garantindo esses achados”, conta. “Chegou um momento em que eu tinha reunido uma bela coleção, mas que só servia para pendurar e ficar admirando. Não usava para nada, e era tudo muito bonito para ficar ali parado.” Aí veio a ideia de botar a mão na massa e construir uma série de vestidos amplos, fazendo um mix’n’match de todas essas opções de matéria-prima — a mais recente tem pelo menos 30 anos. “Muita coisa, desde lençóis do Snoopy da década de 1970 até uma saia para cama de linho francês do início do século passado, que acabou virando o corpo de um vestido.” A criação se divide entre o exercício de sustentabi­lidade, para o aproveitam­ento máximo dessas fazendas insubstitu­íveis, e o fluir da criação instintiva, quase freestyle, que resulta em peças únicas e com carinha de vintage confortáve­l para ficar em casa. A pedido do público, que às vezes garante a compra antes mesmo de Paula anunciá-los, os vestidos logo devem ganhar a companhia de camisas.

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