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Chanel & Riviera Francesa

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A criação da Société des Bains de Mer, o casino e os grandes hotéis de Monte Carlo transforma­ram Mônaco em um ponto de encontro da Café Society europeia e internacio­nal na segunda metade do século 19.

Os vínculos entre Chanel e Mônaco começaram na década de 1910, quando Gabrielle Chanel descobriu o Principado e seus arredores.

Um decreto ministeria­l, datado de 30 de dezembro de

1913, permitiu que Gabrielle Chanel abrisse uma boutique no hotel Hermitage, em Monte Carlo.

Ao longo da década de 1920 a 1930, Mademoisel­le Chanel viajava regularmen­te para Mônaco com seus amigos: chegava à Riviera de carro ou pegava o famoso trem noturno (Train Bleu) que ligava Paris à Côte d’azur.

Antes de ter sua própria casa, Coco Chanel se hospedava no Hôtel de Paris em Monte Carlo – um dos poucos endereços da região onde seus perfumes eram vendidos, começando pelo N°5.

Foi no principado que ela conheceu o grão-duque Dmitri Pavlovich da Rússia, que brevemente se tornou seu amante e depois seu amigo. Foi ele quem a apresentou ao perfumista Ernest Beaux, ex-nariz da corte do czar, responsáve­l pela composição de perfumes como N°5, N°22, Gardénia e Cuir de Russie.

Também em Monte Carlo, no natal de 1923, Mademoisel­le conheceu o duque de Westminste­r, convidada pela amiga Vera Bate para jantar no Flying Cloud, o luxuoso iate do nobre inglês. O affair durou entre 1924 e 1930.

Ao lado do duque de Westminste­r ela descobriu o tweed na Escócia, dos cruzeiros no Flying Cloud tirou inspiração para roupas para iatismo e praia, inventou uma elegância casual inspirada nos uniformes da tripulação: as calças largas, os bonés de marinheiro, os botões dourados e a mistura entre marinho e branco. Ela foi pioneira no guarda-roupa cruise, projetado para mulheres que viajavam para climas mais quentes durante os longos meses de inverno.

Em 1924, Serge Diaghilev criou o espetáculo Le Train Bleu, em homenagem ao trem que ligava Paris à Riviera. Ele confiou o libreto do balé a Jean Cocteau, a música a Darius Milhaud, os cenários a Henri Laurens, o programa e a cortina do palco a Picasso, a coreografi­a a Bronislava Nijinska e os figurinos a Gabrielle Chanel, que optou pelo estilo esportivo que ela mesma usava no verão, adequados para golfe, tênis e esportes aquáticos.

Em 1956, Grace Kelly casou-se com o príncipe Rainier de Mônaco. Cliente fiel da Chanel, ela adorava as peças de tweed.

Karl Lagerfeld mudou-se para Mônaco no início dos anos 1980, e escolheu um apartament­o no edifício Roccabella, que ele mobiliou com criações de vanguarda do Memphis Design Group.

“Sempre que me pedem para nomear a jovem ideal de hoje, respondo sem hesitar: Caroline de Mônaco”, declarava Lagerfeld em 1989.

No fim da década de 1980, Karl Lagerfeld fez da prestigios­a villa La Vigie sua residência. Ele renovou completame­nte a casa com vista para o Mediterrân­eo que havia sido construída para Sir William Ingram em 1902.

Em uma continuaçã­o natural da ligação entre Chanel e Mônaco, Virginie Viard escolheu a filha da princesa Caroline, Charlotte Casiraghi, como embaixador­a e porta-voz da maison.

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