SO­COR­RO

Meiahora - RJ - - ALTO-ASTRAL -

O ca­ra da de­sen­tu­pi­do­ra es­ta­va tra­ba­lhan­do num pré­dio, qu­an­do a tam­pa que fe­cha­va a fos­sa de­sa­bou. O coi­ta­do caiu no meio da­que­la su­jei­ra­da do es­go­to e fi­cou ato­la­do até o pes­co­ço. De­ses­pe­ra­do, co­me­çou a gri­tar: — Fo­o­o­o­o­o­o­go!!! Fo­o­o­o­o­o­go!!! So­cor­ro!!! Ime­di­a­ta­men­te, o ze­la­dor li­gou pa­ra o Cor­po de Bom­bei­ros e, em cin­co mi­nu­tos, en­cos­ta­ram cin­co car­ros de Bom­bei­ro na fren­te do pré­dio. Qu­an­do os bom­bei­ros des­ce­ram ao po­rão, en­con­tra­ram o su­jei­to ato­la­do na fos­sa e o Ca­pi­tão gri­tou: — Pu­xa, ca­ra! Que ir­res­pon­sa­bi­li­da­de a sua! Não sa­be que é cri­me dar alar­me fal­so? Por que gri­tou ‘fo­go’, se não tem fo­go ne­nhum por aqui? — Se por aca­so eu gri­tas­se cocô al­guém vi­ria me so­cor­rer?

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