EU GOS­TO

Só­cio do res­tau­ran­te pau­lis­ta­no Ba­rê, o ator Mal­vi­no Sal­va­dor sem­pre bus­ca bo­as ex­pe­ri­ên­ci­as à me­sa

Menu - - Editorial - por Be­a­triz Marques

Mal­vi­no Sal­va­dor é fo­o­die e só­cio de res­tau­ran­te

Mui­tos co­nhe­cem o tra­ba­lho do ator Mal­vi­no Sal­va­dor. Afi­nal, o ma­nau­a­ra de 41 anos é um dos prin­ci­pais ros­tos das no­ve­las da Re­de Glo­bo. Mas pou­cos sa­bem do seu la­do fo­o­die e em­pre­sá­rio. Sal­va­dor é só­cio do Ba­rê, na ca­pi­tal pau­lis­ta, e ape­sar de a co­zi­nha es­tar a car­go de Ro­dri­go Eins­feld, o ator não dei­xa de dar seus pi­ta­cos. “Fre­quen­to mui­tos res­tau­ran­tes quan­do viajo, en­tão tra­go mui­tas idei­as”, diz. No pal­co do Tu­ca­re­na até o fim des­te mês, com a pe­ça Bo­ca de Ou­ro, de Nelson Rodrigues, o ator com­par­ti­lhou su­as pre­fe­rên­ci­as gas­tronô­mi­cas com a Me­nu, du­ran­te even­to de lan­ça­men­to da no­vas má­qui­nas e cáp­su­las de ca­fé da Nes­pres­so.

Co­mo de­ci­diu vi­rar do­no de res­tau­ran­te?

O Ba­rê foi uma brin­ca­dei­ra que co­me­çou en­tre ami­gos. Quan­do vim mo­rar em São Paulo, em 2001, tra­ba­lhan­do co­mo mo­de­lo, di­vi­di o apar­ta­men­to com ou­tros mo­de­los. Um de­les, o Ro­dri­go Eins­feld, fi­ca­va in­ven­tan­do co­mi­da em ca­sa, era cri­a­ti­vo mes­mo. Sem­pre o in­cen­ti­va­mos a fa­zer gas­tro­no­mia. En­tão ele fez fa­cul­da­de, tra­ba­lhou em gran­des res­tau­ran­tes e, quan­do ga­nhou ex­pe­ri­ên­cia, de­ci­di­mos abrir o nos­so. O Ba­rê já tem 3 anos, é um mix de bar e res­tau­ran­te que vi­rou um su­ces­so. Ano que vem va­mos mu­dar o car­dá­pio, pa­ra for­ta­le­cer o la­do gas­tronô­mi­co da ca­sa, com fo­co em or­gâ­ni­cos e pro­du­tos sa­zo­nais. Ago­ra, Ro­dri­go es­tá no Ate­li­er Crenn (em São Francisco) fa­zen­do uma imer­são e vol­ta­rá cheio de idei­as.

E qual é sua li­ga­ção com gas­tro­no­mia?

Eu ado­ro. Sem­pre que viajo, uma das pri­mei­ras coi­sas que fa­ço é pes­qui­sar os me­lho­res res­tau­ran­tes. Já pas­sei lon­gas tem­po­ra­das em No­va York e to­dos os di­as pro­va­va um res­tau­ran­te no­vo.

Qual é o seu res­tau­ran­te ines­que­cí­vel?

O Chef’s Ta­ble, no Bro­o­klyn (NY), é ma­ra­vi­lho­so. São pouquís­si­mas pes­so­as aten­di­das por jan­tar. Gos­to não só pe­la co­mi­da, mas tam­bém pe­la ex­pe­ri­ên­cia. Ou­tro lu­gar ma­ra­vi­lho­so é o Der­riè­re, em Pa­ris, com am­bi­en­tes di­fe­ren­tes – um de­les é um quar­to e vo­cê co­me na ca­ma. Lá eu pro­vei um en­so­pa­do de car­ne e le­gu­mes ma­ra­vi­lho­so, que foi in­di­ca­ção do gar­çom. Só de­pois que des­co­bri que era amíg­da­la de boi! Su­per­ma­cia!

“SEM­PRE QUE VIAJO, UMA DAS PRI­MEI­RAS COI­SAS QUE FA­ÇO É PES­QUI­SAR OS ME­LHO­RES RES­TAU­RAN­TES”

E so­bra tem­po pa­ra co­zi­nhar?

Eu gos­to de ex­pe­ri­men­tar, não de fa­zer! (ri­sos)

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