SEM DEN­DÊ NO PRA­TO

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A comida bai­a­na vai mui­to além do aca­ra­jé. Pro­va dis­so é o Ca­sa de Ie­da, res­tau­ran­te em Pi­nhei­ros, na ca­pi­tal pau­lis­ta. Lá a chef bai­a­na Ie­da Ma­tos apre­sen­ta a cu­li­ná­ria tí­pi­ca da Cha­pa­da Di­a­man­ti­na, mui­to pou­co co­nhe­ci­da pa­ra além das su­as fron­tei­ras.

Nas­ci­da em Utin­ga, ci­da­de­zi­nha fo­ra do cir­cui­to tu­rís­ti­co lo­cal, Ie­da cres­ceu nu­ma fa­mí­lia com 14 fi­lhos, ha­bi­tu­a­da à es­cas­sez de uma vi­da dura. Com 18 anos, mudou-se pa­ra Sal­va­dor e já es­ta­va às vol­tas com a co­zi­nha. O pon­ta­pé pa­ra che­fi­ar sua própria ca­sa veio com o fo­od­truck Bo­ca­piu, que ho­me­na­ge­a­va os no­ve es­ta­dos nor­des­ti­nos, e foi tam­bém o em­brião do Ca­sa de Ie­da.

Des­sa tra­je­tó­ria, Ie­da traz à me­sa do seu res­tau­ran­te in­gre­di­en­tes re­pre­sen­ta­ti­vos da sua re­gião. “Ar­roz ver­me­lho, quei­jo co­a­lho, car­ne-se­ca, além dos cor­ta­dos, que são os le­gu­mes co­mo abó­bo­ra, ma­xi­xe, qui­a­bo e a ba­na­na-da-ter­ra. Lá não tí­nha­mos fo­lhas co­mo rú­cu­la e agrião”, jus­ti­fi­ca.

Da com­po­si­ção des­ses cor­ta­dos, Ie­da pre­pa­ra pra­tos mar­can­tes da co­zi­nha da Cha­pa­da. Co­mo o go­dó, um co­zi­do de car­ne de sol com ba­na­na acom­pa­nha­do de ar­roz ver­me­lho. “Es­se é o pra­to mais sim­bó­li­co da mi­nha re­gião. O pes­so­al que é de lá não acre­di­ta que tem go­dó em São Pau­lo, por­que mes­mo lá já es­tá di­fí­cil de en­con­trar”, re­la­ta.

Ie­da tam­bém res­ga­ta do­ces co­mo o de ma­mão ver­de com ra­pa­du­ra, abó­bo­ra com co­co e que­bra-quei­xo. “Meu ob­je­ti­vo é man­ter vi­va es­sa comida tra­di­ci­o­nal ca­sei­ra que me ali­men­ta e sem­pre me ali­men­tou. Não po­de­mos dei­xar que se per­ca no tem­po.”

De­ta­lhes do sa­lão da Ca­sa de Ie­da A ca­juí­na é uma das be­bi­das ofe­re­ci­das na ca­sa

Go­dó, co­zi­do de car­ne de sol com ba­na­na acom­pa­nha­do de ar­roz ver­me­lho

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