POR DEN­TRO DAS LA­GERS ES­CU­RAS

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BOCK

O fo­co do es­ti­lo es­tá no mal­te, com no­tas de pão, ca­ra­me­li­za­ção e le­ve tos­ta­do; o amar­gor es­tá ali ape­nas pa­ra equi­li­brar um pou­co o dul­çor do mal­te. Tem cor­po mé­dio a al­to, e uma no­ta de ca­lor al­coó­li­co po­de ser per­cep­tí­vel, mas não é exa­ge­ra­da. En­tre os ró­tu­los no mer­ca­do es­tão a Ba­den Ba­den Bock e a Bi­er­baum Bock. Há ain­da a va­ri­an­te Hel­les Bock, cla­ra e em ge­ral um pou­co mais se­ca e amar­ga que a Bock.

DOP­PEL­BOCK

Ál­co­ol mais ele­va­do que a Bock e no­tas mal­ta­das, de ca­ra­me­li­za­ção, le­ve tos­ta­do e, em al­guns ca­sos, fru­tas es­cu­ras e cho­co­la­te são a mar­ca do es­ti­lo, além de cor­po den­so e fi­nal mal­ta­do. Tor­nou-se co­mum usar o su­fi­xo “–ator” pa­ra dar no­me aos exem­pla­res do es­ti­lo. Dois dos mais co­nhe­ci­dos no mun­do po­dem ser en­con­tra­dos por aqui: Pau­la­ner Sal­va­tor e Ayin­ger Ce­le­bra­tor.

MäRZEN

Em­bo­ra as no­tas de mal­te ini­ci­ais (pão e tos­ta­do) e a au­sên­cia de lú­pu­lo no aro­ma pos­sam su­ge­rir uma cer­ve­ja do­ce, tra­ta-se de um es­ti­lo em equi­lí­brio en­tre dul­çor e amar­gor e fi­nal se­co, com cor­po mé­dio. En­glo­ba al­gu­mas re­cei­tas de Ok­to­ber­fest­bi­er tra­di­ci­o­nais – ho­je, as ser­vi­das na fes­ta de Mu­ni­que são mais dou­ra­das e le­ves. En­tre as re­pre­sen­tan­tes do es­ti­lo, es­tão a Pau­la­ner Ok­to­ber­fest e a Pra­ti­nha Ga­ro­ti­nho.

MU­NI­CH DUN­KEL

Cer­ve­ja es­cu­ra, mas sem ter mal­tes tor­ra­dos co­mo des­ta­que prin­ci­pal. Per­ce­bem-se no­tas de cas­ca de pão tos­ta­do, cho­co­la­te, no­zes e le­ve ca­ra­me­lo. O cor­po é mé­dio a mé­dio al­to e o fi­nal, mal­ta­do e de se­cu­ra mé­dia. Em­bo­ra a Ei­sen­bahn te­nha uma Dun­kel, ela se en­cai­xa mais no per­fil de Schwarz­bi­er. Mais fi­eis à ca­te­go­ria são a Wel­ten­bur­ger Ba­rock Dun­kel e a Bam­berg Mu­ni­ch Dun­kel.

SCHWARZ­BI­ER

Mais es­cu­ro, se­co e le­ve do que a Dun­kel, o es­ti­lo traz ain­da no­tas su­tis a mo­de­ra­das de mal­te tor­ra­do (que lem­bram cho­co­la­te amar­go e ca­fé), amar­gor de mo­de­ra­do a mé­dio e fi­nal se­co. Uma das re­pre­sen­tan­tes mais em­ble­má­ti­cas do es­ti­lo é a ale­mã Kös­trit­zer, mas há tam­bém a já ci­ta­da Ei­sen­bahn Dun­kel co­mo re­fe­rên­cia. Uma cu­ri­o­si­da­de é que o es­ti­lo in­flu­en­ci­ou cer­ve­jas es­cu­ras no Ja­pão.

VI­EN­NA LA­GER

Re­ce­be o no­me pe­lo fa­to de ter si­do cri­a­da por An­ton Dreher em Vi­e­na em 1841. Tam­bém se des­ta­cou, cu­ri­o­sa­men­te, no Mé­xi­co. Traz no­tas tos­ta­das de mal­te e flo­rais e con­di­men­ta­das de lú­pu­lo. O cor­po ten­de a ser mé­dio le­ve a mé­dio, com fi­nal se­co. En­tre os ró­tu­los na­ci­o­nais do es­ti­lo, há a Bam­berg Elec­tra e a Bi­er­land Vi­en­na (es­sa úl­ti­ma com dry hop­ping).

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