A DE­GUS­TA­ÇÃO

Menu - - Mundovinho - Por Felipe Cam­pos

Nos cham­pa­nhes, sua fi­nes­se e com­ple­xi­da­de en­vol­vem uma ga­ma enor­me de aro­mas e sa­bo­res, de di­fe­ren­tes es­ti­los, sem­pre com uma aci­dez vi­vaz, o que in­cen­ti­va a sua com­bi­na­ção gas­tronô­mi­ca. Cham­pa­nhes brut têm co­mo ca­rac­te­rís­ti­ca aro­má­ti­ca as no­tas de bri­o­che e de fru­tas se­cas; os sa­fra­dos, por sua vez, ten­dem a en­ve­lhe­cer de for­ma mais com­ple­xa, com no­tas de amên­do­as, ave­lãs, mel. Os ca­vas es­pa­nhóis têm ca­rá­ter mais se­co, po­rém bas­tan­te aro­má­ti­co e com aro­mas ter­ro­sos, de­fu­ma­dos.

Os es­pu­man­tes bra­si­lei­ros ca­mi­nham pa­ra as no­tas de fru­tas se­cas, quan­do ela­bo­ra­dos pe­lo mé­to­do clás­si­co e com mai­or tem­po de au­tó­li­se. Os de estilo brut com me­nor tem­po de con­ta­to com as le­ve­du­ras ten­dem a se­rem mais fru­ta­dos, le­ves e com bom fres­cor, as­sim co­mo os ela­bo­ra­dos pe­lo mé­to­do char­mat.

O pro­sec­co é o es­pu­man­te mais fa­mo­so ela­bo­ra­do pe­lo mé­to­do char­mat. Em ge­ral, é mar­ca­do pe­lo seu sa­bor in­ten­so e fru­ta­do, além da pre­sen­ça do cha­ma­do açú­car re­si­du­al. Os me­lho­res exem­pla­res des­sa be­bi­da apre­sen­tam um equi­lí­brio de­li­ca­do en­tre a aci­dez da fru­ta e o ado­ci­ca­do.

Na épo­ca de Na­tal, não se de­ve es­que­cer dos mos­ca­téis bra­si­lei­ros ou dos as­tis ita­li­a­nos. Com me­nor te­or al­coó­li­co e mais açú­car re­si­du­al, são fres­cos, fru­ta­dos e idei­as pa­ra com­bi­nar com os pa­ne­to­nes.

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