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A fran­ce­sa Agnès Pa­quet (fo­to) as­su­miu a Do­mai­ne Pa­quet no fi­nal dos anos 1990, quan­do seus pais de­ci­di­ram que iri­am ven­der os en­tão oi­to hec­ta­res de vi­nhas da fa­mí­lia, que ar­ren­da­vam pa­ra vi­ti­cul­to­res na Bor­go­nha. Na épo­ca, Agnès tro­cou o cur­so de ne­gó­ci­os por uma for­ma­ção rá­pi­da de eno­lo­gia, e se lan­çou aos vi­nhe­dos. Não de­mo­rou pa­ra ela com­pro­var a sua vo­ca­ção, com bran­cos e tin­tos de qua­li­da­de, que che­gam ao Bra­sil im­por­ta­dos pe­la Ani­ma Vi­num.

Co­mo foi o seu co­me­ço co­mo enó­lo­ga?

Não foi fá­cil (ri­sos). Nin­guém acre­di­ta­va em mim. Mas acho que acer­tei mais do que er­rei. Atu­al­men­te, além dos meus bor­go­nhas, tam­bém cui­do do ama­du­re­ci­men­to dos lo­tes de vi­nhos que as pes­so­as compram no lei­lão be­ne­fi­cen­te do Hos­pi­ce de Be­au­ne. Pa­ra es­ses cli­en­tes, te­nho au­to­no­mia pa­ra de­fi­nir co­mo en­ve­lhe­cer os vi­nhos em bar­ri­ca e por quan­to tem­po. Ho­je, as pes­so­as con­fi­am no meu tra­ba­lho.

Qual é a sua fi­lo­so­fia?

Acre­di­to que 80% do vi­nho vem da vi­nha, por is­so, tra­to as plan­tas de ma­nei­ra or­gâ­ni­ca, ape­sar de não ter a cer­ti­fi­ca­ção. Pro­cu­ro in­ter­vir o mí­ni­mo no vi­nhe­do. Na vi­ní­co­la, tra­ba­lho pa­ra en­ten­der o vi­nho e de que for­ma ele vai ama­du­re­cer me­lhor, em bar­ri­cas pe­que­nas, co­mo as de 228 li­tros, ou mai­o­res.

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