FI­QUE POR DEN­TRO DOS ES­TI­LOS

Menu - - Mundocerveja -

Or­di­nary Bit­ter:

pos­si­vel­men­te a “mãe” do con­cei­to de ses­si­on be­er, ou cer­ve­ja pa­ra fi­car be­ben­do du­ran­te uma tar­de/noi­te aden­tro, de­vi­do ao bai­xo te­or al­coó­li­co. Em ge­ral de cor âm­bar a co­bre, com per­fil de mal­te que re­me­te a pão, bis­coi­to e le­ve tos­ta­do, e o de lú­pu­lo, a ter­ro­so ou re­si­no­so, além de és­te­res fru­ta­dos. Não é fá­cil de en­con­trar no Bra­sil, mas há a Gre­e­ne King

IPA (não se en­ga­ne pe­lo no­me) e a Ba­bel Lucky Jack.

En­glish IPA:

o des­ta­que do estilo é o lú­pu­lo, de for­ma bem per­cep­tí­vel, com no­tas flo­rais, con­di­men­ta­das e cí­tri­cas mé­di­as a mé­dio-al­tas, com o per­fil de mal­te (bis­coi­to, ca­ra­me­lo ou le­ve tos­ta­do) e fru­ta­do sur­gin­do de for­ma mais con­ti­da. A cor vai de dou­ra­do a âm­bar. O fi­nal do go­le de­ve ser se­co e o amar­gor, persistente, sem, con­tu­do, sen­sa­ção exa­ge­ra­da de as­pe­re­za. Um dos exem­pla­res mais co­nhe­ci­dos no mer­ca­do é a Thorn­brid­ge Jai­pur.

Best Bit­ter:

es­tá um de­grau aci­ma das Or­di­nary Bit­ters em ter­mos de te­or al­coó­li­co, além de ter mais sen­sa­ção de cor­po e sa­bor de mal­te. A cor vai de âm­bar a co­bre. Tam­bém apre­sen­ta per­fil floral, ter­ro­so ou re­si­no­so de lú­pu­lo e és­te­res fru­ta­dos. Tam­bém não é das ta­re­fas mais sim­ples en­con­trar exem­pla­res re­pre­sen­ta­ti­vos, mas um dos ven­di­dos no Bra­sil é clás­si­co: a in­gle­sa Ful­ler’s Lon­don Pri­de.

Ame­ri­can IPA:

tam­bém é pau­ta­da pe­lo lú­pu­lo, em in­ten­si­da­de bem mais ele­va­da do que nas En­glish IPAs. A va­ri­e­da­de de aro­mas e sa­bo­res do in­gre­di­en­te é mais am­pla aqui, po­den­do ser cí­tri­ca, fru­ta­da, floral ou re­si­no­sa, por exem­plo. A cor vai de dou­ra­do mé­dio a âm­bar. O per­fil de mal­te e de és­te­res é mais su­til que nas in­gle­sas, e fi­nal se­co e com amar­gor du­ra­dou­ro, mas sem as­pe­re­za.

Há no mer­ca­do de exem­pla­res clás­si­cos, co­mo a An­chor Li­berty Ale ou a Si­er­ra Ne­va­da Tor­pe­do IPA,

até mo­der­nos, co­mo a Foun­ders Cen­ten­ni­al IPA.

Strong Bit­ter:

a mais po­ten­te das Bit­ters, tan­to em te­or al­coó­li­co e cor­po quan­to em sa­bo­res de mal­te e lú­pu­lo. A co­lo­ra­ção vai de âm­bar a co­bre. Tam­bém cha­ma­da de ESB (Ex­tra Spe­ci­al Bit­ter), mas na In­gla­ter­ra é uma si­gla re­gis­tra­da pe­la Ful­ler’s, cu­ja

ESB po­de ser en­con­tra­da no Bra­sil, mas apre­sen­ta di­fe­ren­ças em re­la­ção a ou­tros exem­pla­res clás­si­cos do estilo, co­mo a Bishop’s

Fin­ger. Va­le com­pa­rar la­do a la­do.

Ca­li­for­nia Com­mon:

de co­lo­ra­ção âm­bar a co­bre, traz em pri­mei­ro pla­no no­tas de lú­pu­lo que re­me­tem ao men­to­la­do ou ama­dei­ra­do, com o mal­te (ca­ra­me­lo e le­ve tos­ta­do) su­tis em se­gun­do pla­no. Pe­la fer­men­ta­ção em tem­pe­ra­tu­ras mais al­tas, po­de ter per­fil fru­ta­do le­ve.

O fi­nal é se­co e o amar­gor, per­cep­tí­vel mas não ás­pe­ro. O exem­plar mais clás­si­co no mer­ca­do é a An­chor Ste­am

Be­er, dos EUA, mas há na­ci­o­nais co­mo a Dos Ca­ras Ca­li­for­nia Com­mon.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.