Bra­sil cria 157 mil va­gas com car­tei­ra em se­tem­bro

Ge­ra­ção de pos­tos é a mai­or pa­ra o mês em seis anos. Pa­ra eco­no­mis­ta, re­cu­pe­ra­ção do mer­ca­do de tra­ba­lho ain­da é len­ta

Metro Brazil (ABC) - - ECONOMIA -

O mer­ca­do de tra­ba­lho bra­si­lei­ro ge­rou em­pre­gos com car­tei­ra as­si­na­da pe­lo sex­to mês se­gui­do. Em se­tem­bro, o sal­do foi po­si­ti­vo em 157.213 pos­tos, o me­lhor re­sul­ta­do pa­ra o mês em seis anos, se­gun­do da­dos di­vul­ga­dos pe­lo Mi­nis­té­rio da Eco­no­mia.

A úl­ti­ma vez em que a cri­a­ção de va­gas ti­nha su­pe­ra­do es­se ní­vel foi em se­tem­bro de 2013, qu­an­do as ad­mis­sões su­pe­ra­ram as dis­pen­sas em 211.068. A cri­a­ção de em­pre­gos to­ta­li­za 761.776 de ja­nei­ro a se­tem­bro.

Se­te dos oi­to se­to­res pes­qui­sa­dos cri­a­ram em­pre­gos formais em se­tem­bro. O des­ta­que foi o se­tor de ser­vi­ços, com a aber­tu­ra de 64.533 pos­tos, se­gui­do pe­la in­dús­tria (42.179). Além dis­so, pe­la pri­mei­ra vez no ano, to­das as 27 uni­da­des da fe­de­ra­ção ti­ve­ram cri­a­ção de va­gas.

Pa­ra Mau­ro Ro­ch­lin, pro­fes­sor dos MBAs da FGV (Fun­da­ção Ge­tu­lio Var­gas), há uma ten­dên­cia de re­cu­pe­ra­ção do em­pre­go for­mal, mas ela ain­da se dá em uma ve­lo­ci­da­de mui­to len­ta.

“É uma re­cu­pe­ra­ção len­ta, mas é uma re­cu­pe­ra­ção. Len­ta não quer di­zer que não exis­te uma ten­dên­cia cla­ra já de­fi­ni­da. Ano a ano o em­pre­go for­mal cres­ce, mas a gente la­men­ta que is­so acon­te­ça ain­da a pas­sos de tar­ta­ru­ga”, afir­ma.

Se­gun­do o IBGE (Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca), o Bra­sil con­ta­bi­li­za 12,6 mi­lhões de de­sem­pre­ga­dos. A ta­xa de de­so­cu­pa­ção, que es­tá em 11,8%, vem cain­do, mas ain­da com re­cor­des de em­pre­go in­for­mal.

“Ho­je, o tra­ba­lho in­for­mal é a mai­or par­ce­la do em­pre­go to­tal. E es­se ti­po de tra­ba­lho tem pre­do­mi­na­do nes­se mo­vi­men­to de re­cu­pe­ra­ção do em­pre­go. Is­so por­que o cres­ci­men­to ain­da é frá­gil”, diz.

Pa­ra Ro­ch­lin, as pers­pec­ti­vas são de me­lho­ra no tra­ba­lho for­mal no ano que vem, com as pro­je­ções de um cres­ci­men­to mai­or da eco­no­mia. Pa­ra 2020, a es­ti­ma­ti­va é de avan­ço de cer­ca de 2% no PIB, an­te 1% nes­te ano. “E mai­or cres­ci­men­to econô­mi­co nor­mal­men­te sig­ni­fi­ca mais em­pre­gos”, ava­lia.

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