JO­SÉ LUIZ DATENA O BRA­SIL DA CON­FU­SÃO

Metro Brazil (ABC) - - FOCO - JOSE.DATENA @ME­TRO­JOR­NAL.COM.BR

Fui a Bra­sí­lia on­tem de ma­nhã, qua­se ma­dru­ga­da de ver­da­de para fa­zer uma en­tre­vis­ta com o mi­nis­tro Gil­mar Men­des. Não pos­so adi­an­tar o con­teú­do da ma­té­ria por­que es­cre­vi es­ta co­lu­na an­tes da vi­a­gem.

Bom, de­pois de dar um nó na sua ca­be­ça, na ver­da­de tam­bém na mi­nha, afi­nal pa­re­ce pa­po de ma­lu­co, va­mos aos fi­nal­men­tes. O Gil­mar sol­ta to­do mun­do? Po­de até sol­tar, mas é só ele? Cla­ro que não, nos­so Código Pe­nal que es­tá cain­do de ve­lho é mui­to fun­da­men­ta­do no di­rei­to ale­mão, on­de aliás o mi­nis­tro tem boa par­te da ba­se da sua for­ma­ção, uma li­nha de sol­ta mais que pren­de.

Ten­ta re­cu­pe­rar com ca­deia, e lá fun­ci­o­na: só quem co­me­te cri­mes gra­ves –e, cla­ro, num país de pri­mei­ro mun­do on­de há me­nos in­jus­ti­ça so­ci­al, mais em­pre­go, mais es­co­la, mais saú­de.

Aqui es­ta­mos na con­tra­mão da his­tó­ria, com di­vi­são de ren­da ter­ri­vel­men­te in­jus­ta, a mai­o­ria do po­vo sem na­da. Na­da mes­mo, des­de ban­co de es­co­la, va­ga em hos­pi­tal e co­mi­da no pra­to. Mui­to dis­so pro­vo­ca fal­ta de se­gu­ran­ça. Sem fa­lar na cor­rup­ção, que vai de al­guns em­pre­sá­ri­os sem es­crú­pu­los (a mai­o­ria se­gu­ra a eco­no­mia) que cor­rom­pem fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos (cla­ro que não to­dos) e po­lí­ti­cos (es­ses sim em um gran­de nú­me­ro, pou­cos se sal­vam).

São es­ses do Le­gis­la­ti­vo que po­de­ri­am edi­tar leis mais pe­sa­das que fa­ci­li­ta­ri­am o tra­ba­lho dos agen­tes da lei. Des­de a po­lí­cia nas ru­as, o com­ba­te ao cri­me or­ga­ni­za­do, com pro­mo­to­res, pro­cu­ra­do­res e juí­zes, cla­ro que na gran­de mai­o­ria bem in­ten­ci­o­na­dos e ho­nes­tos, para ten­tar di­mi­nuir es­se cli­ma de to­tal ter­ror que mar­gi­nais de to­do ti­po im­põem ao ci­da­dão de bem.

Ah, e cla­ro, a per­gun­ta que não quer ca­lar: co­mo fi­ca a pri­são em se­gun­da ins­tân­cia, que co­lo­ca­ria mui­ta gen­te fo­ra da ca­deia. O mais fa­mo­so de­les, o Lu­la. Bom, mas es­sa per­gun­ta vou fa­zer de­pois de es­cre­ver a co­lu­na. En­ten­deu? Não? Na ver­da­de nem eu, mas es­sa con­fu­são é pou­ca coi­sa per­to da ba­der­na que es­tá es­te país, on­de ban­di­do vi­ra mo­ci­nho da noi­te para o dia ou de­pen­den­do da si­tu­a­ção vi­ce-versa.

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