Não jo­gue com a vi­da

Cam­pa­nha No­vem­bro Azul de pre­ven­ção do cân­cer da prós­ta­ta põe fu­te­bol no com­ba­te à do­en­ça

Metro Brazil (Belo Horizonte) - - NOVEMBRO AZUL -

Vo­cê sa­bia que os ho­mens vi­vem me­nos do que as mu­lhe­res? A di­fe­ren­ça, es­ti­ma-se, se­ja al­go em tor­no de se­te anos. E o mo­ti­vo é bem sim­ples: eles não se cui­dam co­mo elas. Uma das prin­ci­pais cau­sas de mor­te é o cân­cer da prós­ta­ta (de­pois do cân­cer de pe­le não-me­la­no­ma), se­gun­do o In­ca (Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Cân­cer). In­cor­po­rar o há­bi­to de con­sul­tar um mé­di­co e re­a­li­zar os exa­mes pre­ven­ti­vos po­dem re­du­zir es­ses nú­me­ros. Pro­mo­ver es­sa mu­dan­ça de com­por­ta­men­to é o prin­ci­pal ob­je­ti­vo da cam­pa­nha No­vem­bro Azul.

O te­ma des­te ano, oi­ta­va edi­ção da cam­pa­nha, é “A vi­da não é um jo­go”. A ideia é apro­pri­ar-se da lin­gua­gem dos cam­pos de fu­te­bol e uma das no­vi­da­des é o car­tão azul. “É uma ad­ver­tên­cia pa­ra a ne­ces­si­da­de de re­a­li­zar o exa­me de to­que re­tal e o exa­me de san­gue pa­ra me­dir o PSA (an­tí­ge­no pros­tá­ti­co es­pe­cí­fi­co, na si­gla em in­glês) pa­ra di­ag- nos­ti­car a do­en­ça o mais ce­do pos­sí­vel”, con­ta Mar­le­ne Oli­vei­ra, fun­da­do­ra e pre­si­den­te do Ins­ti­tu­to La­do a La­do pe­la Vi­da, que lan­çou a cam­pa­nha há qua­se uma dé­ca­da.

Se­gun­do ela, es­se se­rá o íco­ne das ações que acon­te­ce­rão em to­do o país, em di­ver­sos even­tos e tam­bém em par­ti­das de fu­te­bol. “Ama­do e odiado en­tre os tor­ce­do­res, o car­tão as­su­mi­rá uma fun­ção no­bre, a de aler­tar pa­ra a im­por­tân­cia de ir ao mé­di­co e se cui­dar”. Se­gun­do ela, o apoio da mu­lher po­de ser mui­to re­le­van­te, in­cen­ti­van­do o com­pa­nhei­ro, pai, fa­mi­li­ar ou ami­go a fa­ze­rem seus exa­mes pre­ven­ti­vos.

IMAGE SOURCE/FO­LHA­PRESS

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